Para Falar de Si Mesmo

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"A misericórdia de Deus só estará ausente para os que se desesperam ou confiam em si próprios."

Às vezes as pessoas que escrevem romances podem ser tão pedantes e centradas em si. Eu nunca fui fã dos livros. Nunca pediria um autógrafo para um autor. Eu sou um não-leitor muito orgulhoso.

O portador da luz, deve ter cuidado porque pode acabar incendiando a si e seus seguidores!

“O ser humano é o inimigo de si próprio, por isso a necessidade de compreendermo-nos melhor.”

Deu-se todo não reservando nada para si. Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor”.

⁠Inversão de valores

Amamos coisas
Usamos pessoas.

Conectado com o mundo
Desconectado em si mesmo.

Ficou On nas redes
E Off na vida.

Repita para si mesma que o que é seu por direito divino ninguém tira. Faça uma oração ao seu anjo da guarda entregando sua angústia para o plano espiritual carregar por você.

Os vencedores nunca venceram por si próprios, mas sim pelos seus objetivos.

SaMarSi


Eu sei quem sou.
A sua opinião não é necessária.


Não escrevo para receber curtidas.
Basta que leiam.


Quero provocar.
Mexer onde ninguém toca,
onde o véu permanece
e a ilusão toma conta.


Quero apenas que saiam
da zona de conforto
e encontrem o “eu” oculto.


Se você leu
e se incomodou, de alguma forma,
com o que escrevi,
então eu consegui
o que eu queria.

Decepção


É quando você faz tudo,
se perde de si, abre mão da identidade e da dignidade,
vira-se do avesso…
e nada.
Então vem o óbvio:
não era amor.


Amor é cuidado que volta,
é zelo que encontra abrigo.
Quando isso não é recíproco,
a balança está desigual.


Ela apenas entende que o amor é algo para ser vivido,
não encenado —
e, por isso, a conta não fecha.


Dá-se por inteiro e acaba se humilhando por migalhas.


Quando o véu da ilusão cai,
não há como colocá-lo de volta.
Não dá para fingir uma felicidade que nunca existiu.


Já o outro, dentro da sua bolha de cristal, acredita ser dono
e não percebe que ninguém é de ninguém — como bem disse Zíbia Gasparetto.


Às vezes você acha que é luz para alguém,
mas é o contrário.
Ela é livre e, muitas vezes, permanece ali apenas por pena.
— SaMarSi

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

Comece por aí.


Seja autossuficiente.
Aprenda a habitar a própria companhia e
a amar a si mesmo antes de buscar abrigo no coração de alguém.


Quando a sua energia encontra equilíbrio,
a vida se encarrega de aproximar as pessoas certas,
aquelas que caminham na mesma direção,
que vibram na mesma frequência e
compreendem a linguagem silenciosa da sua alma.


Às vezes, o problema não está em você.
Talvez esteja apenas no lugar errado,
tentando florescer em um jardim
que não foi feito para acolher a sua essência.


Mas olhe ao redor: o mais importante você já possui.
Tem saúde, tem o sol aquecendo os dias e
uma lua cheia de mistérios iluminando as noites.
Tem o vento que acaricia o rosto,
o canto dos pássaros, o perfume da terra depois da chuva.


Comece por aí.


Agradeça enquanto caminha pela natureza.
Observe o céu sem pressa.
Sinta a vida pulsando nos detalhes que passam
despercebidos pela maioria.


Porque são justamente essas pequenas belezas
que preenchem os vazios que o mundo insiste
em deixar dentro de nós.

Seja completo por si só e, onde quer que vá ou com quem quer que esteja, transbordará!

A noite não me assusta mais, o que me assusta é o dia. A noite trás em si verdades ocultas e o dia trás mentiras veladas.

Aprender a voltar para si é um caminho sem volta.

A tua ida aos céus

Um carro preto, tão escuro quanto o céu, aconchegava dentro de si um belo casal de humanos.
Humanos estes que, a todo momento, ficavam batendo nos cantos.
Um jovem casal belissimamente lindo!
Pena que o jovem rapaz não sabia o que estava vindo…

Ao ligar o velho motor, tomou-se pela dor,
porém preferiu ignorá-la, para não tirar de sua garota o sorriso.
Garota elegante, com olhos cor de madeira e cabelo cor de petróleo,
olhava-o com certa ambiguidade em seu olhar.
Pena que o jovem não houve de notar.
À toa, o carro gastava seu óleo.

Cada hora da noite — noite esta que se assemelhava mais à eternidade — os dois, novamente, demonstravam um amor que, confesso eu, nunca antes recebi, um amor cheio de reciprocidade.
Como queria estar igual aos pombinhos, amando na flor da idade!
Continuemos…
Seguiram-se amando, trocando beijos e palavras lindíssimas.
Pena que, para o jovem rapaz, estas seriam as últimas.

O seu olhar a fitava, amava e a desejava ao seu bombeador de sangue.
A sua mão a tocava, ou melhor, tratava-a como a uma mulher.
Depois de um tempo, a viagem seguiu.

Um caminhão, maior que minha mão, foi de encontro ao carro.
Talvez para cobrar-lhe uma antiga dívida?
Pena saber que, para o jovem, o combinado custou caro.
A jovem, por sua vez, teve a sua saúde mantida.

Colocaram o jovem sobre uma caminha — acredito que se chame “maca” —
e levaram-no, com certa despreocupação, a uma salinha cujas paredes e cujo teto eram brancos e sem vida.
No lugar, não havia nada, mas isto não era um problema ao rapaz,
pois ele sabia que, ao fim, teria perto de si sua mulher.

Os dias corriam de um lado ao outro, claramente sem rumo algum.
No entanto, não havia preocupação,
porque carregava a imagem daquela detentora de seu coração.
Não se queixava de remédio nenhum.

Os olhos, ainda brilhantes, namoravam a porta.
Sempre achei aquela porta digna de ser aberta por uma linda dama
que, no momento em que estivesse eu dentro de uma ilusão, me visitasse na cama,
que segurasse, em suas mãos de coelho, uma deliciosa torta, sorrindo para mim enquanto uma fatia corta.

Desculpe, continuemos…

O tempo muito se passou,
e a moça, no prédio, nem sequer pisou.
Pelo grau do acidente, o pobre rapaz perdeu parte de sua coordenação motora da região inferior.

Se ao menos ela o visse, poderia facilmente tratar de seu caso com o seu simples amor.
Se ao menos… Se ao menos tivesse…

Aos poucos, o movimento no interior foi diminuindo…
Mesmo em sonhos, não a conseguia ver ao seu lado sorrindo.
O lugar tornou-se um velho prédio onde todos os profissionais ficaram à disposição.
Suas pernas, já saudáveis, entrelaçavam os dedos ansiosamente.
Seus dentes chocavam-se uns contra os outros de nervoso,
e seu coração se quebrava em sua totalidade. Neste momento, arrisco dizer que parte dele foi eliminada pelos sucessivos vômitos de tristeza.
Ao final de seus dias, ficava de prantos em sua pequena mesa.

Na hora de sua partida, pegou seus pertences, derrubando um oceano de mágoas pelo chão.
No instante em que deixou o hospital, olhou ao pobre e triste céu,
querendo ver novamente sua amada e cobri-la com um lindo véu.
Pobre jovem… não há nada neste mundo material para segurar sua mão.

O homem foi caminhando a um local cheio de pedras com formato de paralelepípedo.
O lugar era belo; havia uma quantidade rica de flores deixadas por aqueles que, igual a ele, sentiam as mesmas dores.
Ele, a fim de honrar o local em que estava inserido, levava consigo um lindo conjunto de rosas que, milagrosamente, deixaram-no com o peito aconchegado.

“Como eu a amo!
Como eu a vislumbrava!
Uma mulher que, durante sua vida, feliz o meu coração deixava!
Como eu a amo!”

"Direitos não são dados espontaneamente, não são garantidos ou permanentes por si só, eles são frutos de auto consciência, organização, coragem e luta coletiva."

Ainda existem aqueles que só pensam em si, e vai continuar existindo aquele que que oprime e aquele que é o oprimido, em uma sociedade em na qual o que se sair melhor é o que vence na vida.

Solidão...da humanidade natural condição.
Solitária toda pessoa... do mundo afastada
dentro de si fechada...

Uma redoma,
uma cabana,
um deserto...
só, sem ninguém por perto.

Um viajante solitário
refugiado, isolado,
na natureza morta
encontra um teto,
sente-se abrigado.

Abandonado de todos
segue o solitário...
atarefado
pra não se sentir tão abandonado.

Não tenho amigos mais importantes que outros; cada um carrega em si um exemplo de dignidade. São páginas vivas da minha história. Aprendo, estimo e preciso de todos eles.


Benê Morais
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