Para Falar de Si Mesmo

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Enquanto você busca agradar e conquistar a todos, acaba se perdendo de si e paralisando seus próprios passos. A necessidade de aprovação rouba a autenticidade e trava a ação. Quando o foco muda — de convencer o mundo para conquistar a si mesmo — nasce a liberdade. É nesse encontro interno que a coragem aparece, as escolhas se alinham e a vida começa a fluir com verdade. Quem se conquista por dentro, não precisa provar nada para fora.

“Quem me diminui em público revela mais sobre si do que sobre mim.
Eu não preciso gritar pra ter valor, nem atacar pra existir.
Porque quem tem caráter não disputa palco — mantém postura.”




- Camila Rescaroli

Tem verdades que não se cruzam,
andam longe, sem se tocar,
mas viver é seguir fiel a si
sem precisar se moldar.

⁠Nem sempre é posição social e quase nunca é dinheiro. Na maioria das vezes o mais importante é o simples; seja uma atitude ou uma palavra amiga. Nesses casos, acredite, quem menos tem é o que mais oferece.

Acusar sem ter certeza é ter covardia com si própria;

Mas em minha cabeça há uma confusão de coisas que ninguém gostaria de saber;
É um barulho em meu silêncio;
Um desconforto em meu alento;

O ímpio vê felicidade nas injustiças que tragam benefícios;
O justo abundância nos detalhes mais simples;

Ela arriscava todo o seu caminho não na sua sorte, mas na segurança de si própria, para dar termino as suas inseguranças;
E a sua esperança desata qualquer tipo de incertezas, a fé... É inabalável, dava caminho a coragem de ir além;
O seu céu, chorava chuva que lavava os seus pensamentos de algo inconveniente ao que se acredita ser certo!
Mas Deus sussurrava sempre ao seu silêncio:
"Nunca desista dos seus sonhos, você consegue filha"

⁠O amor é infinito de si próprio
o amor nunca terá fim
por que o amor é todo nosso

Quando se há reciprocidade
o amor é invencível
quando o amor habita em
um coração, a felicidade
entende que não existe a impossível

Quando é amor nada faz sentido
quando é amor as palavras se
confundem no fundo do abismo;

Mergulhar profundo em si; Buscar respostas; Transmutar e transcender para além do superficial é evoluir.

"Mulheres bonitas estão em toda parte, mas uma que entrega tudo de si por amor, respeito e companheirismo é rara."

O Vulcão e Seus Mistérios

O som do piano me segue.
Um alerta esbarra em mim.
São sinais.
Sinais claros. São sempre sinais.
Quando todos se juntam,
você me acha
e se acha.
Glória!
Quando a loucura forra a sua pele,
a chuva cai quente.
Você, em meus braços.
Que sorte.
Eu sou enigmático.
E você, insano.
Foi uma coincidência?
O improvável existe.
Meu sono ecoou na neve.
Fiquei me perguntando:
Por que você sempre me ouve em silêncio?
Você explica, fixando os olhos nos meus.
Momento de tensão e aquecimento.
Eu me desmonto.
Peguei-me em um leve sono,
e um sorriso aflorou em meus lábios.
A química não se comercializa
nem se finge.
Ela simplesmente surge como fogo entre nós.
É como a erupção de um vulcão,
cujas lavas mostram o seu poder
e a sua força.
O vulcão é bonito
e guarda os seus mistérios.
Mas sempre representa perigo.

⁠⁠O real propósito da vida está nas perguntas que vocês faz a si próprio, quando você compreender e entender essas perguntas fica mais fácil conseguir as respostas.

Aquilo que depende de validação externa nasce instável. Não se edifica sobre si, mas sobre o movimento do outro — e o olhar alheio, por natureza, nunca se fixa. Âncoras móveis não sustentam estruturas duradouras; apenas mantêm o equilíbrio provisório de quem já não sabe onde está o próprio centro. E assim, quanto mais se busca firmeza fora, mais se intensifica a instabilidade dentro.

A experiência deixou de bastar a si — aquilo que é vivido e sentido perdeu autonomia e passou a exigir confirmação para ser reconhecido como real. O que não circula parece não existir, e o que não existe deixa de ser vivido. Assim, a realidade é terceirizada ao olhar alheio: não se vive para sentir, vive-se para validar — e, nesse desvio, a própria experiência se esvazia antes mesmo de acontecer.

O que frequentemente se rotula como narcisismo não é excesso de si, mas sua carência: uma identidade que não se sustenta e precisa recrutar o olhar alheio como prótese. Não há transbordamento, há dependência; não há centro, há busca. E assim, o que parece vaidade revela, no fundo, um esforço contínuo de existir por meio do outro.

O castigo mais cruel não é a ausência do objeto desejado, nem a idealização utópica de si que jamais se realizou — é a proximidade eterna daquilo que se pode ver, sentir, imaginar, mas nunca alcançar. Há tormentos que não nascem da falta absoluta, mas da presença inacessível: aquilo que permanece ao alcance dos olhos e fora das mãos. E é justamente essa vizinhança impossível que prolonga o desejo até transformá-lo em prisão.

A dor é professora silenciosa: não ensina o que fazer, mas revela quem jamais ousou olhar para si mesmo. Cada passo em falso deixa impressões invisíveis no tecido do mundo, e cada lembrança esquecida é um grito contido que insiste em nos moldar.

O homem que busca a eternidade esquece que cada instante é já infinito em si; é na intensidade da queda e na doçura da perda que a alma sente seu próprio voo.

O sujeito que acredita decidir a partir de si não examinou ainda a densidade do que o constitui. O aparato psíquico é formado por sedimentos: internalizações precoces, modelos parentais, identificações com figuras de afeto e de conflito, traumas que atravessaram gerações sem nome. O que se chama de escolha é, com frequência, a repetição de um roteiro cuja autoria pertence a outro — às vezes a um morto que nem chegou a ser nomeado. O indivíduo como unidade coesa é uma ficção defensiva: o que existe é um sujeito dividido, atravessado por vozes que não reconhece como suas e que, justamente por isso, age como se fossem.