Para Educadores de Infância
EDUCAÇÃO É VIDA
Buscai a leitura e desenvolvereis a crítica e a opinião,
Velai no estudo, e o conhecimento e a sabedoria renascerão.
Praticai a formação e o ensino,
E vivereis no mais rico caminho pela vida - a Educação.
Nosso quilombo, nosso lar: negros de crianças a idosos, homens e mulheres buscando encontrar aquele paraíso de refúgio pra se morar.
Senzala, casa habitada, repleta de homens, mulheres e crianças; lar cheio de emoções, choros e ânsias devido as vidas escravizadas.
O destino é a escola
O sonho desde criança é ir à escola estudar.
E a coragem e a determinação
Fazem parte do dia a dia e se manifestar.
Por estradas, rios ou igarapés, o destino é o grupo escolar.
Tudo se resume em viver e educar.
As aventuras estão pelo destino a se revelarem,
E, assim, toda criança neste mundo merece o seu sonho realizar,
Começando pelo mais importante: o de poder estudar.
Vejo no profissional da educação a mais célebre das missões. Um país de bons educadores é privilegiado. Eles elevam a dignidade da nação!
Quando um serviço educacional oferecido por uma esfera pública, seja municipal, estadual ou federal, apresenta resultados insatisfatórios a sociedade, isso acarreta uma diminuição do prestígio da mesma. Como consequência, muitos profissionais mais capacitados acabam migrando para o setor privado, enquanto os que permanecem enfrentam uma crescente desconfiança e salários decrescentes.
A Garrafa da Educação
Finalmente, a educação brasileira encontrou sua maior recompensa: uma garrafa! Sim, senhoras e senhores, acabou a era em que as pessoas escolhiam universidades por qualidade acadêmica, projetos inovadores ou corpo docente qualificado. Agora, tudo se resolve com um brinde. E que brinde!
A campanha é simples, mas genial: indique um amigo para se matricular na faculdade e ganhe uma garrafa. Não um desconto, não um material didático, nem uma vaga garantida no mercado de trabalho. Uma garrafa. Certamente, é o que faltava para motivar você a compartilhar o futuro acadêmico dos seus conhecidos. Afinal, quem precisa de um diploma forte se pode ter um utensílio de plástico ou alumínio no armário da cozinha?
E vamos falar a verdade: essa garrafa é revolucionária. Cada vez que você toma água nela, sente o sabor da responsabilidade social e da valorização da educação. É quase como se dissesse: "Eu ajudei a formar um futuro profissional por causa disso aqui."
É importante reconhecer o esforço criativo dessa campanha. Em tempos de crise, a solução não é melhorar os cursos ou investir em professores. É transformar cada estudante em um recrutador, prometendo brindes que poderiam ser conseguidos com pontos no supermercado. Quem sabe na próxima campanha, por cinco amigos indicados, a faculdade não ofereça um chaveiro ou um adesivo para decorar sua garrafa?
Ironias à parte, se isso é o ápice da valorização do ensino superior, fica a pergunta: o que será que estão oferecendo para quem se forma? Uma mochila? Um cupom para fast-food? A educação, coitada, merecia mais do que um marketing tão sedento de criatividade quanto os estudantes estarão para usar sua nova garrafa.
Indique, estude e... beba água. Afinal, conhecimento pode não saciar a sede, mas a garrafa sim.
"É tamanha a quantidade de pessoas mal educadas nesse planeta. Que elas deveriam ter sido extintas juntamente com os dinossauros."
Paralelo
Tudo na vida é uma ilusão
Sabe, eu costumava criar un mundo paralelo ao meu quando criança,
Um mundo cheio de coisas boas e pessoas boas,
Criava estórias e fantasias de um lugar maravilhoso,
Era um jeito de fugir das coisas que me faziam chorar
Isso virou um hábito
2020
Quantas vezes deixei de ser criança, ao ver o que as pessoas são capazes de fazer umas com as outras.
Nem todos os cafajestes são filhos da outra, porque tem prostitutas que dão educação aos seus filhos. Há canalhas que somente Deus pode transformar suas vidas em pessoas do bem. Elias Torres
Poema Lirismo
Quando eu era criança,
as plantas me chamavam.
Achavam graça.
Coisa de menino, sem ter muito o que fazer.
Quando eu era jovem,
afirmei que as pedras não acordavam,
porque não sabiam da noite sonhada.
Ficaram preocupados.
Para alguns, indício de alguém transtornado.
Quando me afirmaram, és um homem,
eu contei que te vi, se florescendo de liláceas.
Por fim, sanaram-se as dúvidas.
Decretaram-me ter visão refratária, com sintomas de lirismo.
Só parei de julgar-me dissociado,
quando me disseste que havia noites com sol,
e que o remo acenava para o mar, quando não partia.
Então, assim ficamos, em nós apreendendo tochas,
fisgando lumiares, falando com os olhares.
E quando tudo escurecia se acendendo de um no outro.
Carlos Daniel Dojja
Um sonho erguido com a arquitetura da essência
Desde menina, aprendi que o silêncio educa, que os livros ensinam mais do que os aplausos, que a introspecção é um território fértil onde germinam as ideias que um dia mudarão o mundo. Enquanto outros buscavam o ruído das multidões, eu encontrava abrigo entre páginas e pensamentos. Não eram apenas sonhos — eram chamados, vocações que se impuseram antes mesmo que eu soubesse nomeá-los.
Hoje, mulher, mãe atípica, pesquisadora incansável, comunicadora que honra a palavra como um instrumento de transformação social, reconheço: nada foi por acaso. Cada degrau exigiu mais do que esforço — exigiu entrega, renúncia, silêncio estratégico e uma fidelidade inegociável à minha essência.
Na última sexta-feira, estive na Gazeta do Povo. Não como um ponto de chegada, mas como uma confirmação inequívoca de que, quando se honra a própria verdade, o universo responde — com encontros, convites, oportunidades e reconhecimento.
Minha gratidão ao Gui Oliveira, que não apenas me convidou, mas também acolheu minha trajetória e me permitiu falar, com seriedade e profundidade, sobre um tema que transcende a retórica: o desenvolvimento humano, a potência da infância, a urgência de compreendermos que moldar futuros não é teoria — é compromisso, é responsabilidade, é amor em estado de ação.
Este é apenas o começo. Em breve, anos de pesquisa ganharão forma em dois livros — um legado que coloca à disposição de mães, terapeutas e educadores, ferramentas concretas para a grande janela de ouro da neuroplasticidade, entre os 3 e os 6 anos, quando o cérebro da criança está mais aberto ao florescimento de competências fundamentais para a autonomia e a qualidade de vida.
Não se trata de ser vista. Trata-se de ser. Não se trata de discursar. Trata-se de fazer, com ética, com rigor, com amor.
Enquanto eu respirar, seguirei construindo, persistindo, acreditando. Porque há jornadas que não se definem pela linha de chegada, mas pela decisão inabalável de nunca parar de caminhar.
Autoria: Diane Leite
Sejamos para Deus como uma criança que depende de tudo de uma pessoa. Dependamos de Deus dessa forma e que saibamos aceitar a providência Divina em nossas vidas.
As brincadeiras dão ao mundo da criança uma felicidade não existente ou encontrada em outras atividades. A satisfação do brincar está num contexto lúdico e de fantasias que reflete a própria realidade.
Hoje ao passar numa rua vi uma moça com uma criança bem novinha nos braços. Eu disse a mim mesma que um dia eu também tive um filho assim em meus braços. Essa saudade mareou meus olhos.
Feliz é a mulher que pode se dedicar a sua criança recém nascida. Passar por essa fase com tranquilidade e leveza. Podendo curtir esse momento singelo. Ora por ser cuidada e acolhida pelo marido ou familiares, ora porque ela mesma proporcionou esse amparo antecipadamente.
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