Palco
Como gaivota no céu, um cometa seduz,
A bailarina se move, se solta no ar,
No palco da vida, seus passos conduz
E faz a arte sutil de se equilibrar.
Cada giro, um voo livre, um suspirar,
Seu corpo, sopro etéreo, rima dissonante,
Seus braços, a poesia de se reinventar,
Em cada salto, um verso instigante.
Seus pés tocam o chão com firme doçura,
Deslizam suaves como fina melodia,
É dança, é luz, é mar, é coragem e ternura.
Bailarina, sua beleza é arte que apraz
No palco da vida, força e candura
De um sonho que ao vento se faz.
A noite, um manto negro que me envolve,
Um palco para a solidão, onde a saudade se alimenta e se multiplica.
As estrelas, frias e distantes, como os teus olhos,
Que me olham de longe, mas não podem me tocar, me aquecer.
A saudade teima em me assombrar,
E a noite se torna um palco de angústia.
Em meus sonhos, te encontro, livre e radiante,
Mas ao despertar, a dor me invade, sem piedade.
A INEVITABILIDADE
A vida, um palco iluminado sem luz
Um amanhecer obscuro
Um falso sol "entardescente" com sinfonia de morte
A queda que deveria fortalecer, renascer, vem juntamente com um ciclo vicioso, sem sentido, com múltiplas quedas a seguir.
Nascer para morrer
Levantar para decair
Sorrisos que "sobreescrevem" a dor, tentando mascarar aquilo que jamais será esquecido, superado.
Chorar lágrimas diamantadas
Um riso que tenta editar uma chuva de dor
Olhar sincero de quem não tem nada a perder, de quem não pretende seguir adiante
Pois, é isso!
O dançar sem música, na valsa do desfiladeiro da inevitabilidade da vida, a morte.
(A.C) -> 22/08/2024
A Dança da Insignificância
A LIFE, um palco escuro, um palco sem plateia.
Um amanhecer que se esvai antes mesmo de nascer,
uma promessa de sol que se dissolve em névoas cinzas.
Um falso sol "entardescente", enlouquecedor em pleno horizonte,
a melodia fúnebre da existência,
uma sinfonia de morte que ecoa em cada batida do coração. TUM-DUM- TUM-DUM…
A queda, a queda eterna,
um ciclo vicioso que nos arrasta para o abismo,
sem trégua, sem esperança, sem piedade.
Cada passo em frente, um passo para trás,
um eterno retorno ao ponto de partida.
Sem sentido:
Nascer para morrer,
levantar para decair,
Uma dança macabra onde o ritmo é a própria finitude, de mãos dadas estamos com os dias contados.
Sorrisos, máscaras frágeis que tentam esconder a dor,
uma farsa que se dissipa com o vento.
A dor, um fantasma que nos assombra,
uma sombra que nos acompanha num passo a passo em toda a LIFE.
Lágrimas diamantadas,
um brilho que se dissolve em lágrimas de sal,
um lembrete cruel da fragilidade da vida.
O riso, um eco distante,
uma lembrança tênue de um tempo que não existe mais.
Um grito silencioso que se perde no vazio,
uma tentativa desesperada de negar o inevitável.
Olhar sincero,
olhar vazio,
olhar de quem já não tem nada a perder,
de quem já não tem mais esperança.
Pois, é isso!
A dança sem música,
a valsa do desfiladeiro da inevitabilidade.
A vida, um palco sem luz,
uma dança macabra sem fim,
um eterno retorno à morte.
A morte, a única certeza,
a única verdade.
A morte, o único refúgio,
o único descanso.
O que resta?
O que resta é a dança,
a dança sem música,
a dança da vida e da morte,
a dança da inevitabilidade.
O que resta é a dor,
a dor da existência,
a dor da finitude.
O que resta é a esperança,
a esperança de um amanhecer que nunca chega,
a esperança de um sol que nunca brilha.
O que resta é a vida,
a vida em sua fragilidade,
a vida em sua beleza,
a vida em sua crueldade.
E assim dançamos,
nós, seres insignificantes,
neste palco sem luz,
neste desfiladeiro da inevitabilidade,
nesta dança macabra sem fim.
E assim dançamos,
até que a música pare,
até que as luzes se apaguem,
até que a cortina caia.
E assim dançamos,
até que a morte nos leve,
até que a morte nos abrace,
até que a morte nos liberte.
Free me from this meaningless life!
A.C -> 22/08/2024
"Somos personagens num drama cósmico, onde o palco é a sociedade. Nossas ações, pequenas ou grandes, alteram o cenário e influenciam o destino de todos os atores."
Sem Oração, o Altar virá palco, o Fogo vira cinza, o Vaso fica vazio, e a pessoa se torna escrava do entretenimento.
Estrelas da música quando sobem ao palco são planetas cumprindo seu papel, nada há para estalarem, apenas observam, em seu dever, o que veem lá de cima, uma bando de estrelas vendo o mundo girar.
Aí que mora o problema dos apresentadores, achar que podem estrelarem como se estivessem criando música, sem se curvarem, estralando os dedos para obter suas boas vantagens em IBOPE.
Estreia que é bom nada.
Casarões históricos, palco de tantas histórias,
Guardam em suas paredes, memórias de glórias.
O reggae toca, a cidade dança,
Em São Luís, a arte tem esperança.
Artesanato, dança, música e pintura,
Em São Luís, a arte é pura candura.
Bloco Tradicional, bumba meu boi, tambor de crioula, cacuriá,
Em São Luís, a cultura é a alma que guia.
A Igreja não pode ser um palco de show ou teatro, pois ela nao está ali para fazer as pessoas esquecerem seus problemas ou pecados, a igreja existe para dar nova vida a cada ser humano.
A madrugada se torna o palco da saudade, onde o vazio da noite destaca a sua falta, transformando as horas escuras em um espetáculo nostálgico.
Da porta para dentro, cada um sabe o que passa. O que vemos do outro lado do palco, nos bastidores, não sabemos.
Neste palco de ilusões, onde o papel é o nosso ser,
O coração, uma caixa de segredos a pulsar.
Em sua superfície, a alegria e o amor, aparentemente plenos,
Mas oculta uma dependência, uma corrente invisível.
A pessoa encontrada, um símbolo de esperança,
Um farol na escuridão, uma promessa de romance.
Entregamos nosso coração, cegos pela emoção,
Sem perceber as sombras, os sinais da traição.
No teatro da vida, somos marionete,
Interpretando papéis, seguindo os roteiros impostos.
E assim, nosso coração, outrora cheio de vida,
É transformado em uma sombra, uma ferida.
Como objetos descartados, somos deixados para trás,
Nossos corações esmagados, sem cor, sem paz.
E no fim, resta apenas o vazio,
Um símbolo da crueldade deste mundo sombrio.
"A mente é o palco de um eterno espetáculo, onde os pensamentos são os atores e a motivação o diretor que os conduz. Cada amanhecer é uma nova cena, repleta de possibilidades infinitas. Aprenda a dirigir sua mente com maestria, e serás o autor da tua própria história, escrevendo capítulos de superação e crescimento pessoal. Não te limites ao roteiro que o mundo impõe; ousa criar tua própria narrativa, pois dentro de ti reside o poder de transformar cada obstáculo em degrau e cada sonho em realidade. Lembre-se, a maior aventura que podemos viver é conquistar a si mesmo."
