Palavras de Saudade

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SAUDADE DE MIM?

Bata na minha porta e diga
simplesmente: – Vim!

FOI APENAS UM SONHO...

Acordei com saudade de alguém…
Quem?
Não sei…sonhei!

Vem o vento frio,
Leva a saudade pra longe,
Lágrimas no mar.

Lu Lena / 2026

Campo em flores vem,
A saudade que fica,
Perfume no ar.


Lu Lena / 2026

hoje dia sossegado, há uma ave que foge para o desconhecido, eu no nimbo da saudade onde as horas eram maiores e ocultavam a chave do meu destino...

Saudade é o nome do lugar que as pessoas que amamos vão morar quando morrem.

os bons se tornam saudade porque deixaram algo que faz falta; os ruins permanecem como presença, mas sem ocupar lugar nenhum no peito de ninguém .⁠

Desejo não invalida amor. Saudade não invalida distância. E lembrar de alguém não significa traição emocional com outra pessoa.

Nem toda saudade significa que a pessoa precisa voltar. Às vezes ela só marcou território dentro da memória.

A saudade é a janela aberta para o quarto onde a felicidade ainda mora.

A saudade da simplicidade é o luto por um tempo em que os problemas eram menores que a inocência.

A saudade é a prova de que o tempo anda para trás, ao menos na memória.

O homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra por saudade.

A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.

A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.

A saudade existe porque a alma não
esquece o que foi verdadeiro, ela dói, mas também afaga, e eu aceito essa dualidade
com maturidade, pois amar sempre
deixa marcas.

A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.

Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.

A saudade canta com uma voz que ninguém ensina, vem das feridas do tempo, e transforma ausência em uma música que dói.

Quando a saudade alcança, não nos dá esperança, só dá pancada, vem sem aviso, acerta o peito, desorganiza o fôlego e nos lembra, com brutal delicadeza, que houve amor onde hoje só mora o vazio.