Palavras de Saudade

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Essa saudade não pode ser normal…

Bandeira branca, amor
Não posso mais
Pela saudade
Que me invade
Eu peço paz

Uma canção de três minutos no rádio é capaz de resumir anos de saudade de um grande amor.

Cada segundo longe de você reforça uma saudade que não tem fim!

Na saudade, a intensidade distorce o tempo: basta um segundo de ausência para que eu me perca em eternidades. O vazio entre nós cresce em silêncio, e só sua presença é capaz de devolver leveza ao relógio da minha alma.

Libertação não é mudança de ambiente, é mudança de natureza.


Quem sente saudade do que Deus mandou deixar ainda não entendeu o que é conversão.

Quando a saudade nos alcança, ela não dá esperança, mas só dá pancadas, com o chicote das lembranças, a gente avança e com elas acumuladas.

Já chorei de saudade, mas também de gratidão.

A saudade é um animal faminto que nunca se sacia.

A saudade é a janela aberta para o quarto onde a felicidade ainda mora.

A saudade da simplicidade é o luto por um tempo em que os problemas eram menores que a inocência.

A saudade é a prova de que o tempo anda para trás, ao menos na memória.

O homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra por saudade.

A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.

A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.

A saudade existe porque a alma não
esquece o que foi verdadeiro, ela dói, mas também afaga, e eu aceito essa dualidade
com maturidade, pois amar sempre
deixa marcas.

A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.

Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.

A saudade canta com uma voz que ninguém ensina, vem das feridas do tempo, e transforma ausência em uma música que dói.

Quando a saudade alcança, não nos dá esperança, só dá pancada, vem sem aviso, acerta o peito, desorganiza o fôlego e nos lembra, com brutal delicadeza, que houve amor onde hoje só mora o vazio.