Palavra Sábia
Minha mãe sempre me falou que quando eu crescesse eu iria Saber das coisas.
Só não imaginei que esse dia chegaria e que o Saber viria acompanhado de responsabilidades e angústias.
A Eternidade sabe como acolher em seus braços os expatriados deste Mundo, visto que ela mesma, como recém nascida, está confortável e acolhida no seio de QUEM a Criou.
Porque amar você é apostar tudo no improvável, é arriscar o coração mesmo sabendo que ele pode partir. E ainda assim, cada instante ao seu lado vale mais do que qualquer eternidade vazia. Eu prefiro mil vezes o caos do amor ao conforto da solidão, porque em cada segundo com você, eu encontro um motivo para viver. Eu te amo, e nada é maior do que isso.
Ecos de uma guerra sem fim
Os mortos sabem o que os vivos insistem em negar: a guerra nunca termina. Ela se esconde nos becos e nas esquinas, na miséria que grita silenciosa e nos olhares vazios de quem perdeu tudo, menos o desespero. A farda que um dia vesti carregava o peso de um mundo que sangra, mesmo quando teima em se cobrir com um véu de paz ilusória. Cada dia de patrulha era uma batalha travada não apenas contra homens armados, mas contra as sombras que habitam o coração da sociedade.
Quem segura um fuzil aprende que a verdadeira guerra não está apenas nos disparos ou nas trincheiras; ela está nos ecos que esses sons deixam na alma. O som seco do gatilho não se cala. Ele reverbera nas noites de insônia, nos pesadelos que queimam a mente e nas lembranças que jamais se apagam. Deixar o front não é suficiente para calar esses ruídos. Uma década já se passou desde que me reformei, mas ainda carrego comigo os rostos dos que ficaram para trás e as histórias que nunca serão contadas.
Apenas os mortos encontram o fim da guerra, pois para os vivos, ela continua de formas diferentes. Cada dia longe do campo de batalha é uma nova luta contra os fantasmas que o dever deixou. Esses espectros habitam o silêncio, a solidão, a memória. A farda pode ter sido guardada, mas o espírito do guerreiro não descansa. Ele permanece, marcado pelas cicatrizes invisíveis de uma guerra que não se apaga, mas se transforma em um fardo que poucos conseguem compreender.
A paz, para quem já viveu a guerra, é um sonho distante, quase impossível. Ainda assim, é o que nos move, mesmo sabendo que ela talvez nunca se concretize. A ilusão de que a guerra tem fim é o que mantém muitos vivos. Mas eu sei, como sabem todos que enfrentaram o abismo, que a verdadeira batalha não se encerra no cessar-fogo. Ela continua, para sempre, nos corações daqueles que sobreviveram.
Os erros do passado são como cinzéis: quando usados com sabedoria, esculpem a melhor versão de você mesmo.
Sabe… certas dores não gritam. Elas silenciam a alma devagar, como quem fecha as cortinas de um teatro depois do fim. Algumas feridas não sangram mais, mas seguem abertas dentro da gente, como páginas que o tempo não teve coragem de virar.
Elas criam um véu — sutil, quase invisível — sobre tudo o que fomos antes do abismo. E é nesse véu que a alma aprende a respirar diferente, com mais cautela, com menos fé. Nunca tente levantar esse véu… Ele não é esquecimento. É sobrevivência.
Se eu pudesse saber o quanto de mim ainda vive em você... Se seu coração ainda pulsa diferente quando escuta aquela música, se sua pele ainda lembra o toque que só existia entre nós. O amor que tivemos não foi desses que o tempo leva com o vento... foi daqueles que se cravam na alma, que doem mesmo depois de tanto silêncio. Às vezes me pergunto se você também fecha os olhos e se perde nos mesmos instantes que ainda moram em mim. Porque, mesmo longe, mesmo depois, há amores que nunca dizem adeus... apenas se escondem onde ninguém mais vê.
O talento linguístico não consiste em falar incontáveis idiomas. A verdadeira sabedoria está na escolha cautelosa das palavras. Afinal, que valor tem um exímio intérprete, se não consegue controlar a língua que nele habita?
Somos mestres em julgar sem conhecer, da porta para dentro cada um sabe o que se passa, e da porta para fora cada um conta o que quer.
A escola do sofrimento sabe instruir bem, e nos traz grandes aprendizado para nos torna-los, e ser bem melhor.
Tua sabedoria, um dom precioso que nos ensina a viver com fé, tua força, um apoio poderoso, que nos sustenta, quando fraquejamos de pé.
Estevão, cheio de graça e poder, falava com sabedoria sem temer; seu rosto brilhava como o de um anjo, diante de Sinédrio, sem medo ou dano; não puderam resistir,
fitando-o, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.
Mesmo não sabendo existe alguém que se preocupa com você, mesmo não entendendo existe alguém que te entende, e te defende, que sente a necessidade de interceder todos os dias por você.
