Palavra Sábia
“Um olhar diz tanto… Precisamos saber ouvir o que ele nos diz e também usá-lo para expressar nossos sentimentos, uma vez que palavras proferidas podem causar tanto desentendimento”
Ney Paula B.
Para quem não sabe... Lázaro é considerado o mártir dos pobres, mendigos e injustiçados socialmente. Leproso, apenas os cães de rua o acompanhavam. Sua história é marcada pela extrema pobreza, servidão e humildade, além de sua imensa FÉ inabalável e sua luta pelos mais necessitados e esquecidos pela sociedade.
... E me proteja de todo o mal...
Como é bom saber o que não queremos mais pra nossa vida.
Muitas vezes achamos que saber o que é melhor seria o caminho mais leve e tranquilo, e não é. Retirar do caminho o que não é pra nós é o caminho certo. Somos brilhantes, infelizmente nem todos sabem disso. Mamãe sempre diz que o que vem de ruim, vem pra melhorar.
Eu acredito.
Como é bom se bastar e se conhecer.
Olhe através da janela e veja o sol brilhar...olhe como brilha...
Mesmo em dias nublados você sabe que ele está lá...
Então não se apegue as nuvens...elas passam...já o sol...ah, ele sempre continua a brilhar...
Olhe para dentro, para seu interior através do silêncio...
A Luz está aí..
Quero dizer-te coisas,
mas tu e eu sabemos que
as palavras não passam de um fluxo de ar complicado.
Só o silêncio diz a verdade.
*O QUE A RAIZ SABE*
Às duas da madrugada eu acordei com aquela sensação desagradável de quem não tinha dormido direito, apenas tinha perdido algumas horas. Fiquei olhando para o teto. O quarto estava escuro. O silêncio não era exatamente silêncio. Havia um carro passando longe, um motor qualquer insistindo em existir, e os grilos fazendo seu trabalho de sempre, como se a madrugada ainda tivesse alguma importância.
O gato estava ao lado da minha cabeça. Ficou me olhando por alguns segundos. Depois levantou uma das patas e colocou-a sobre a minha testa. Talvez fosse carinho. Talvez fosse um aviso. Talvez estivesse apenas tentando me mandar de volta para onde eu deveria estar.
Não funcionou.
Levantei.
Fui até a varanda e acendi um charuto. Eu já sabia que o sono não voltaria. Quando a cabeça decide andar pela casa às duas da manhã, não existe travesseiro capaz de fazê-la parar.
O gato veio atrás.
Parou na porta da varanda e ficou me olhando. Parecia querer dizer: volte para a cama, homem. Você já tem idade suficiente para saber que pensar depois da meia-noite nunca termina bem.
Ignorei.
Fiquei ali, fumando, ouvindo os grilos cantarem na boêmia da madrugada e alguns veículos atravessarem a distância. A cidade dormia. Ou fingia.
Comecei a pensar nas imagens que a gente carrega.
Não nas fotografias.
Nas outras.
Aquelas que ficam dentro da cabeça.
A imagem de quem fomos. A imagem de quem deveríamos ter sido. A imagem que alguém criou de nós e que, por alguma razão estúpida, decidimos acreditar.
Talvez uma parte da nossa desgraça venha daí.
Passamos anos tentando caber numa fotografia que já não existe.
Olhei para a fumaça do charuto.
A fumaça desaparecia.
Pensei que nós também fazemos isso.
Só que demoramos mais.
A gente passa a vida tentando ser reconhecido. Quer aplauso. Quer aprovação. Quer que alguém diga que valeu a pena. E quando isso não acontece, começamos a acreditar que fomos derrotados.
Mas talvez não exista derrota.
Talvez exista apenas a necessidade de encontrar um lugar onde ninguém esteja distribuindo medalhas.
Um pedaço de chão.
Qualquer um.
Mesmo escondido.
Porque às vezes tudo o que você precisa é parar de disputar o lugar onde os outros foram coroados.
Fincar os pés em outro lugar.
E ficar.
Pensei também naquilo que nos alimenta quando tudo dá errado.
Não estou falando de grandes discursos.
Às vezes é uma lembrança da mãe.
Um café.
Um abraço que aconteceu há vinte anos.
Uma conversa idiota que, por algum motivo, ainda mora na memória.
É estranho como a vida consegue nos manter vivos com coisas pequenas enquanto o mundo inteiro insiste em vender soluções enormes.
Talvez sobreviver seja isso.
Aprender novamente o tamanho das coisas.
Uma respiração.
Um copo d’água.
Um cigarro.
Um gato colocando a pata na sua testa às duas da manhã.
Não parece muito.
Mas, quando tudo desaba, quase nada parece muito.
E ainda assim é o suficiente para atravessar mais uma noite.
A graça também não é gentil o tempo inteiro.
Essa é outra mentira que contamos para nós mesmos.
Às vezes a vida acolhe.
Às vezes ela bate.
Às vezes ela simplesmente passa por cima.
Há coisas que não se resolvem com frases bonitas. Há perdas que não ensinam nada. Há abandonos que não escondem nenhuma lição. Há pessoas que vão embora e deixam apenas um espaço vazio onde antes havia rotina.
E você fica olhando para aquilo.
Esperando alguma explicação.
Ela não vem.
Então você aprende a respirar sem ela.
Foi aí que pensei nas chances.
Elas raramente chegam em horário conveniente.
Quase nunca batem na porta.
Algumas aparecem quando você está cansado, quebrado, desconfiado, com o coração fechado e uma lista enorme de motivos para dizer não.
E talvez esse seja o problema.
A gente espera estar inteiro para começar de novo.
Só que ninguém está inteiro.
Não depois de certa idade.
Depois de algumas perdas, algumas traições, alguns funerais e algumas noites mal dormidas, você descobre que inteiro é uma palavra para quem ainda não prestou atenção.
O que resta é o que interessa.
Aquela parte que sobreviveu.
É dali que você tira alguma coisa.
Não porque a dor seja bonita.
Dor não é bonita.
Dor é dor.
Mas às vezes ela deixa alguma coisa escondida.
Uma habilidade.
Uma lucidez.
Uma coragem que você não sabia que tinha.
Um tipo de ouro ordinário, desses que não servem para comprar nada, mas servem para lembrar que você ainda está aqui.
O problema é que também carregamos nossas próprias imagens como condenados.
Repetimos insultos antigos.
Vozes de pessoas que já foram embora.
Frases ditas por quem nunca nos conheceu de verdade.
Você é isso.
Você não consegue.
Você nunca vai mudar.
Você não é suficiente.
E, depois de algum tempo, nem sabemos mais quem disse.
Somos nós.
A voz foi incorporada.
Virou morador.
E continuamos pagando aluguel para ela.
Talvez seja preciso expulsar algumas imagens.
Não esquecer.
Expulsar.
Porque aquilo que você repete todos os dias acaba parecendo verdade.
E algumas verdades são apenas feridas com boa memória.
O charuto estava quase no fim.
O gato continuava na porta.
Agora parecia menos paciente.
Olhei para ele e pensei que os animais talvez tenham entendido alguma coisa que nós complicamos demais.
Eles não ficam tentando justificar a existência.
Eles dormem quando têm sono.
Comem quando têm fome.
Vão embora quando querem.
E, quando gostam de você, simplesmente ficam.
Nós transformamos tudo em contrato.
Até o afeto.
Até a saudade.
Até o abandono.
Quando alguém parte, queremos explicações.
Quando alguém fica, queremos garantias.
Quando tudo termina, queremos saber por quê.
Mas o rio não explica por que seca.
Ele apenas seca.
E talvez algumas pessoas sejam assim.
Elas atravessam a nossa vida, deixam alguma coisa, levam outra e desaparecem.
Não é justo.
Nunca foi.
Então chega a hora de quebrar.
Não necessariamente por fraqueza.
Às vezes quebrar é a única maneira de deixar alguma coisa ir embora.
A gente segura tanto que começa a confundir apego com amor.
Não é a mesma coisa.
Amor sabe partir.
Apego exige cadáveres.
Fiquei olhando para a rua vazia.
Pensei no medo de esperar.
A espera é cruel.
Ela coloca você diante de si mesmo sem distração.
Sem barulho.
Sem pessoas.
Sem a próxima novidade.
E talvez seja justamente ali que estejam os tesouros que ninguém encontra porque ninguém suporta ficar tempo suficiente no escuro.
A gente foge.
Liga a televisão.
Abre o celular.
Procura alguém.
Procura qualquer coisa.
Tudo para não ficar sozinho com a própria cabeça.
Eu também fiz isso.
Muitas vezes.
Talvez ainda faça.
Mas naquela madrugada eu estava ali.
Sem fugir.
E percebi uma coisa desagradável.
A vida não estava me devendo nada.
Nem explicações.
Nem reparações.
Nem um final bonito.
Ela simplesmente continuava.
O mundo continuaria girando depois de mim.
Os grilos continuariam cantando.
Os carros continuariam passando.
Alguém estaria beijando alguém.
Alguém estaria chorando.
Alguém estaria nascendo.
Alguém estaria morrendo.
E nada disso pediria minha autorização.
Talvez maturidade seja aceitar essa humilhação.
Você não é o centro.
Nunca foi.
Mas isso não significa que sua vida não tenha valor.
Significa apenas que você precisa parar de esperar que o mundo confirme isso.
A Terra continua.
Ela parece cansada.
Mas continua.
E talvez ainda queira ser tocada.
Não com discursos.
Com presença.
Com verdade.
Com coragem para sentir novamente aquilo que você passou anos tentando anestesiar.
Inclusive a partida.
Porque todo recomeço cobra alguma coisa.
Às vezes cobra uma pessoa.
Às vezes uma versão antiga de você.
Às vezes uma esperança que já estava morta e você ainda carregava como se fosse viva.
Eu terminei o charuto.
O gato continuava olhando.
Talvez fosse hora de voltar.
Talvez não.
Fiquei mais alguns minutos.
Pensei nas raízes.
Elas não são bonitas.
Ficam enterradas.
Ninguém fotografa uma raiz.
Ninguém elogia uma raiz.
Ela trabalha no escuro.
Aguenta a terra.
Encontra água onde parece não existir nada.
E, se tiver sorte, algum dia aparece uma flor.
Talvez seja isso que nos resta.
Não tentar parecer flor o tempo inteiro.
Aceitar a raiz.
Aceitar o escuro.
Aceitar a parte de nós que ninguém vê e que talvez nem nós mesmos gostemos muito.
Porque pode ser justamente ali que alguma coisa esteja começando.
Não uma versão melhor.
Não uma versão perfeita.
Apenas uma versão verdadeira.
Olhei novamente para o gato.
Ele virou e voltou para a cama.
Sem discurso.
Sem terapia.
Sem conclusão.
Fui atrás.
A madrugada continuava lá fora.
E, pela primeira vez naquela noite, não precisei que ela me dissesse nada.
Eu já tinha entendido.
Algumas coisas precisam morrer.
Algumas precisam ser deixadas.
Algumas precisam ser perdoadas.
E algumas precisam permanecer enterradas.
Não para desaparecer.
Mas para criar raiz.
Porque, no fim, talvez reescrever a própria vida não seja começar do zero.
É olhar para o que sobrou.
Parar de mentir sobre isso.
E decidir, mesmo com medo, que ainda dá para plantar alguma coisa.
Pensar diferente não significa ser preconceituoso; ter liberdade de opinião é relevante e não sinal de preconceito.
“Nem toda ferida deseja ser esquecida. Algumas querem apenas ser transformadas em sabedoria.”
— Juliana Hoffmann Liska
Aspiro por uma civilização guiada pela prática da razão crítica, mas iluminada pela sabedoria que reconhece os limites do próprio conhecimento."
371🙏🌹Sabe Deus age com sabedoria em prol de suas criações no plano físico fazemos parte do eco sistema e até em nossas ações, boas ou ruins ele te mostra vários caminhos deixando que o teu livre arbítrio fale, assim quem faz o teu caminho é você, portanto faça o certo para que não erres, nada vem em vão para nós, uma coisa puxa outra e assim foi comigo... naquele ano fatídico uma porta se abriu fiz parte de um contigente ligado a segurança pública e devido decisões mal tomada começou então o desandar em minha vida, perdi o presente, a missão que Deus me confiou, eu era um jovem sonhador confundi a realidade dos contos e assim tudo foi acontecendo, tudo se distorcendo puxando outras perdas, a liberdade, o trabalho e a família, nada dava certo às portas se fecharam por completo e veio a depressão, tristeza total, devido o erro inicial, nada mais deu certo, só chorava, cheguei ao fundo do poço quando aos poucos através de preces, orações e vibrações de luz veio o despertar em mim, mudando a minha vida por completo onde Deus me deu a paz e meu refazimento, começando com a reaproximação dos filhos queridos e a coisa foi acontecendo, veio o equilíbrio espiritual, a vida em toda sua plenitude e a fé inabalável, coração totalmente curado e aberto para Deus...🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.
Trem da vida
Linha trabalho hoje desembarcar 3 passageiros o trem segue no seu trilho quem sabe ele volta nessa estação quem ou talvez essas pessoas consigam entrar novamente, futuramente em outro ciclo do trem, o vagão fica vazio mas na próxima estação entrará novos passageiros com desafios diferentes seguimos...
O problema da humanidade é sempre o mesmo:
gente que sabe pouco, fala demais, faz quase nada e quando faz, faz muita merda.
"A angústia nasce da farsa. No fundo da consciência, o impostor sabe que é um estranho habitando uma armadura alheia. O pavor constante de que descubram que por baixo da casca não há nada, tornando a sua existência um teatro miserável."
- Leandra Pinheiro
Não aceito ser manipulado nem por meus próprios desejos, quanto mais pela opinião e vontade alheia.
A Escassez, Filtro Implacável
A escassez é o filtro mais honesto que existe, para saber quem é leal. Não há máscaras que resistam ao vento seco da carência, ao vazio que corrói promessas vazias. Quando o pão escasseia na mesa, o ouro some do cofre e as sombras da dúvida alongam-se pela casa, revelam-se os verdadeiros companheiros — aqueles que ficam, não por ganho, mas por raiz profunda, resiliente no silêncio das noites sem luz. Abundância é ilusão de lealdade: todos correm ao banquete, sorriem sob o sol pródigo, juram eternidade enquanto as taças transbordam. Mas a escassez desnuda. Ela é o deserto que testa o peregrino, o mar revolto que afunda os fracos, o espelho quebrado que reflete apenas o essencial. Ali, sem distrações de favores ou bajulações, emerge a lealdade pura — não a que negocia, mas a que resiste, como raiz cravada na terra árida.Pois quem é leal não busca o que sobra, mas divide o que resta. Na escassez, o filtro separa o trigo do joio: os leais florescem no árido, enquanto os falsos evaporam como miragem.
