Palavra de Sabedoria
O falso testemunho é áspero, contudo, pode trazer as grades e selar os ferrolhos, mas logo os lábios dos sensatos trazem a libertação.
"Vá silêncio, dê a resposta mais certa. Vá silêncio, semear a paz e impedir a discórdia. Vá silêncio e imponha sua presença de tal maneira que todos se calem perante tua sabedoria. Vá silêncio...e fale por mim..."
Ter mais idade já foi sinônimo de ser mais sábio, (e ainda deve ser para alguns) porém hoje em dia só se pode ter certeza de que a pessoa teve mais oportunidades de aprender e tornar-se mais sábio, agora se ela se tornou mesmo mais sábia é preciso conhecê-la para comprovar isso.
Como diz Cynthia Luz : "O Ódio vem para ensinar "
Por quantas vezes veio aqueles momento em que te fez querer reagir, logo se arrependeu porque essa ação só te faz ser inferior a tal coisa ou pessoa. É ai que você aprende a não se rebaixar a ninguém, a ter o controle de si. Hipocrisia? Não, Sabedoria !
Se você soubesse quanta dor esse sorriso esconde, talvez até gostasse mais de mim.
Se soubesse o tanto de barulho que eu sempre escuto, entenderia todo o amor que tenho pelo silêncio.
Se soubesse a dificuldade que tenho de tirar um bom sono à noite, entenderia o porque de às vezes eu ficar tão mal humorado.
De ser tão inquieto.
De resmungar.
Me revoltar...
Sou normal, cheio de defeitos procurando aprender, melhorar, evoluir.
Se você soubesse o quanto eu sinto vontade de abraçar as pessoas, talvez até gostasse mais de mim.
Talvez gostasse de mim se soubesse o quanto é difícil alguém não saber o seu próprio lugar, não se encaixar.
Se soubesse que por trás de toda aquela animação e agitação no meio de gente estranha, tem uma pessoa tímida que tem medo do escuro.
Medo de se perder
e ninguém se importar.
Medo até da saudade apertar...
Se soubesse o quanto sou antissocial, não entenderia nem um pouco as minhas loucuras;
De no meio da festa dançar.
De pular.
Se soltar.
Imitações.
Contradições...
Sou a transmutação humana que a alquimia não soube inventar.
A transmissão eletrônica que a mídia não soube gravar.
Uma utopia que devaneia em meio a verdadeira civilização.
Eu sou caos.
A vontade incubada.
Sou o caminho perdido.
Uma besta quadrada...
"Se você soubesse quanta dor esse sorriso esconde, talvez até gostasse mais de mim."
A pessoa certa não é aquela que apenas aprecia conversas, mas também se comunica com você até com o silêncio de um olhar.
Se a marca da primeira metade da vida é o anseio insatisfeito pela felicidade, o da segunda é o receio da desgraça, pois, a essa altura, reconhece-se mais ou menos nitidamente que toda felicidade é quimérica, enquanto o sofrimento ao contrário é real.
Apenas de que o auge da capacidade intelectual se dá por volta dos 35 anos, a velhice tem suas compensações. É apenas nesse momento que a experiência e a erudição se tornam de fato ricas: teve-se tempo e oportunidade para considerar e refletir as coisas sob todos os aspectos, comparando-as entre si e descobrindo os seus ponto de contato e membros conectivos; por conseguinte, apenas nesse momento as compreendemos bem em toda a sua concatenação. Tudo foi esclarecido; por isso, conhece-se mais profundamente até mesmo aquilo que já sabíamos na juventude, visto que há muito mais provas para cada conceito. Aquilo que nos anos de juventude só acreditávamos saber, sabe-se de fato na velhice, e muito mais, porque possuímos conhecimentos meditados em todas as direções e, portanto, inteiramente coerentes, enquanto na juventude nosso conhecimento é sempre lacunar e fragmentário. Apenas quem envelhece adquirir uma ideia completa e pertinente da vida, pois tem uma visão geral do seu conjunto e do seu curso natural, e sem especial, porque não a ve como os outros, ou seja, apenas a partir do ponto de entrada, mas tamb[em a partir do ponto de saída, reconhecendo, assim, toda a sua nulidade, enquanto os outros sempre se encontram na ilusão de que o que é realmente bom ainda ocorrerá.
Algumas coisas nos incomodam porque não temos estrutura para saboreá-las. Não gosta de chuva quem não tem um bom telhado.
A vida tem pressa em ser
.
O modelo construído por uma sociedade majoritária com o objetivo de se adotar as suas regras, nunca me encaixou. Adoro o oposto daquilo que a maioria considera “certinho”. Gosto de bagunçar as linhas retas dos padrões improdutíveis e preconceituosos.
Sou amante dos sinais, principalmente daqueles que me acenam para continuar, seguir caminho sem ter que me resguardar por detrás de justificativas impostas por uma sociedade doente.
Sabedoria é ser indiferente a tudo que nos reprime e que tenta perturbar o templo sagrado da nossa própria paz; é caro demais se deixar levar.
Dar ouvidos ao silêncio interior é ser sábio nos tempos onde as altercações rasas insistem em querer existir. E elas só nos atingem com permissão, com a nossa permissão.
A vida de quem quer que seja não nos diz respeito, a não ser quando torcemos pelo bem que as abrace, pela cura que as alcance, pelo amor que as liberte. O resto, que o destino as carregue para a felicidade.
Os únicos padrões de vida que me envolve é de deixar partir quem de mim não mais se apraz. A efemeridade das brisas são tornados que nos fazem adaptáveis a outras e tantas mais realidades que temos que passar e enfrentar.
Isto é o que nos faz sofrer e noutros instantes nos motiva. A dor e o prazer sempre andam de mãos dadas, ligados por vias tênues.
Cuidemos! Pois o prazer muitas vezes nos paralisa, porque quase sempre não queremos sair dele. Já a dor nos impele a mudar; ninguém quer ficar sob ela, sujeito ao sofrimento.
É isso que eu sinto: essa fascinação pela vida, das constantes mudanças e da velocidade dos tempos, exigindo que vivamos sem interferências alheias, obsoletas, cruéis e insanas de mentes humanas, que nos provocam e tentam-nos esmorecer. Fecho a porta!
Cuidemos! Porque a vida corre nas nossas veias e na inquietação das horas: cada pôr do sol, uma arte; cada anoitecer, uma escultura; cada amanhecer, a consagração da essência poética de Deus sobre nós.
Que os padrões sejam apenas de contemplação por um mundo cada vez melhor, dentro e fora da gente.
Cuidemos! Já que falar de vida não é viver, já que falar de amor não é amar, já que falar do bem não é fazer o bem. Calemos, então, ante a voz que pede sossego, ante os atos que infringem a inércia omissa, ante as mudanças que constroem o novo.
Busquemos andar além da velocidade dos ventos, mas com a quietude dos sábios que modela o tempo. Porém, não nos esqueçamos, nunca e jamais, de que a vida tem pressa em ser.
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