Palavra de Amor
Amor e odio são tão intimos, um conhece o ponto fraco do outro.
Por isso as vezes amamos loucamente e ao mesmo tempo odiamos tanto...(Patife)
Nos somos a festa e a dose atrevida meu bem, vá a luta, o amor é hoje e o momento é agora...(Patife)
Quando uma pessoa se submete a certos caprichos, e diz que é por amor, desconfio que o amor não existe...(Patife)
Já me acostumei com esse teu jeitinho carinhoso de nunca ter me beijado. Me sinto dono de um amor que sempre foi só meu. Dono de um abraço caloroso que nunca existiu. Dono de uma paixão alucinante, de um amor feito a dois na madrugada sozinho. Dono do deleite eternizado entre, eu e minha alma....(Patife)
Que nunca nos falte:
O pão de cada dia.
A ceia do final de ano.
A sabedoria de um pai.
O amor de uma mãe.
O valor de uma amizade.
O calor de um abraço.
E o amanhecer de um novo dia...(Patife)
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
O amor em excesso não escorre, não transborda, ele pesa como um lençol molhado sobre o peito. Afeto demais vira névoa densa, cobrindo meus passos, roubando o ar onde eu queria aprender a respirar sozinho. O que era abraço vira amarra. O que era cuidado vira cárcere disfarçado de zelo.
Como posso amar alguém verdadeiramente, sendo que nem amor próprio eu tenho?
Talvez o amor ao outro comece quando eu aprender a olhar para dentro, com a mesma paciência e cuidado.
O amor-próprio não é um ponto de partida, mas uma construção que cresce, a cada gesto de cuidado e compaixão comigo mesmo.
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
O amor, em sua natureza mais crua, é um paradoxo temporal e emocional, sua verdadeira dimensão só se revela na experiência da perda. Enquanto presente, é banalizado pela rotina, negligenciado pela falsa segurança da permanência. Somente na ausência é que suas camadas mais profundas se tornam perceptíveis, como uma arquitetura invisível que só se desenha no vazio.
Quem faz com amor e carinho as coisas fáceis, além de adquirir a arte de fazer com facilidade as coisas difíceis, acaba descobrindo que as suas mãos são instrumentos para a Glória de Deus.
Que a sua fantasia seja construída pelo brilho do sorriso nos olhos, amor no coração e caráter na alma.
Somente quem faz com amor e carinho as coisas fáceis da vida, adquire a arte de fazer com facilidade as coisas difíceis.
Se alguém que você ama, vier a te machucar, cale-se. Pois, aonde o amor não for suficiente, não há palavras que o seja.
Confundir Amor sem Medida com Amor em Excesso foi uma das desgraças mais confusas — e medonhas — que o ser humano já experimentou.
Se continuarmos alimentando os excessos de marketing do “morango do amor”, muito em breve, teremos que nos contentar com o produto de luxo embrulhado em papel de bala.
