Palavra de Amor
No jardim dos sentimentos floresceu,
Um amor nasceu, tão puro e verdadeiro,
Entre risos e olhares, o coração se aqueceu,
Numa dança de ternura, num doce roteiro.
Teus olhos, duas estrelas a brilhar,
Guiam-me pelos caminhos do encanto,
Teu sorriso, um sol a me iluminar,
Em teus braços, encontro meu porto, meu manto.
Como um rio que corre sereno ao mar,
Nosso amor flui, sem pressa, sem fim,
És a melodia que em minha alma faz ecoar,
A canção mais doce, o mais belo jardim.
Em teus abraços encontro meu lar,
Nossos corações em harmonia a pulsar,
Neste eterno presente, neste doce lugar,
Nosso amor floresce, sem jamais cessar.
Raphael Denizart * 08/04/2024 * ReJ
"O verdadeiro amor é como uma chama constante, que aquece sem queimar, ilumina sem ofuscar, e perdura além das estações."
Raphael Denizart
Quando a família se une pelo amor, Deus se faz presente. É nesse alicerce que o poder da fé se manifesta, tornando os laços inquebráveis e transformando a vida em uma grande e constante bênção. Com a fé, superamos as tempestades, pois o amor de Deus é nossa luz. Nossos corações se enchem de gratidão, e cada desafio se torna uma prova do Seu cuidado. Nessa união de fé e família, a vida floresce em milagres diários.
Raphael Denizart
Para mim, o maior tédio do amor é quando você está ao lado de alguém especial e sente uma paz enorme, gigantesca... Aquela paz que vem de Deus, sabe? Você só quer ficar ali o resto do dia, deixando as horas passarem, porque do lado dela o mundo para!
Raphael Denizart
CARTA DE AMOR-DESPEDIDA POR UM TEMPO
OI MEU PRINCESO
Queria te dizer que eu te amo e vai doer muito muito ficar longe não ter seu abraço seu beijo suas manias agente brigando todas as vezes que se vemos por coisas bestas e toda vez e eu ne meu garoto so que eu te amo tanto que nem sei a proporção disso mais quero que saiba que mesmo longe meu coração e totalmente seu meu menino somente seu e outra coisa voce sera pai dos meus filhos temos tantos planos e planos mais meu amor quando voce nao tiver ninguem estarei aqui e igual voce esteve pra mim pra enxugar minhs lagrimas pra me abraçar pra eu te ver sorrindo por estar comigo por ta do meu lado então quero que saiba que sera eu e voce sempre
"Muitas vezes, a gente não pode "viver" o amor por falta de diálogo!"
Otávio Abadio Bernardes
GYN, 7 de agosto de 2025.
"Na vida, o importante é encontrar o caminho do amor... da paz... e do sucesso!..."
Otávio ABernardes
Itumbiara, 3 de outubro de 2025.
"Perdoe sempre... porque melhor que o perdão só o Amor!!"
Otávio Abadio Bernardes
Goiânia, 17 de dezembro de 2025.
Ela não queria um amor de vitrine.
Queria um amor de dentro –
daqueles que não se prova, se habita.
“Como foi seu dia? O que doeu? O que te fez sorrir?”
E esperar a resposta como quem espera a chuva no sertão. Sabendo que ela não enche o rio sozinha, mas molha a terra.
Palavras são como abraços: se soltas no ar, viram vento; se encostadas na pele, viram casa.
Ela queria um amor que lesse o silêncio dela não como ausência, mas como calma. Um amor que não apertasse a campainha só para ouvir o próprio dedo.
Um amor que entrasse, sentasse, perguntasse: E esse cansaço? E esse poema que você guardou no peito? Mostra?
Mas ele, coitado, aprendeu a encantar antes de aprender a ficar. Ela não o julga. Ela só se lembra de que tempo é a única coisa que não se recompra.
Então ela disse, com a delicadeza de quem já cansou de berrar na tempestade:
“Se for pra ser raso, que seja limpo, sem espuma de sabão.
Se for pra ser fundo, que seja devagar, com perguntas de verdade.
Eu topo os dois. Mas não topo mais dançar sozinha no meio da sala escura enquanto você aplaude da porta.”
E guardou o vestido.
Porque, como bem sabia...
“Há flores que desabrocham mesmo sem aplauso.
E há mulheres que viram jardim sozinhas – não por falta de jardineiro, mas por excesso de vida.”
Ela virou.
Toda vez que ele não perguntava, ela plantava mais uma rosa nela mesma.
... coisas sobre Ela e Ele
"O amor não é um problema a ser resolvido. É um mistério a ser vivido. E mistério, a gente não decifra. A gente contempla."
Ele acreditava que o amor era o corpo. E eu acreditava que o corpo era o começo.
Mas o meu amor, meu amor era a fresta. Aquela coisa que não se vê, que não se toca, que só se sente quando o silêncio se senta entre a gente e olha para nós. E ele, coitado, não entendia o silêncio. Ele o preenchia com a mão, com a boca, com o peso da presença.
Mas a presença dele, quando não tem a alma dentro, é um buraco. E eu caía. Toda vez. Ele me segurava, mas eu continuava caindo. Porque ele segurava a minha mão, e a mão segura o corpo, mas a queda... a queda ela segura a alma.
E ele não sabia segurar almas.
Eu queria lhe dizer: "Você está aqui, mas o seu isso não está aqui." E quando eu falava, ele me olhava como quem olha para o mar: achando bonito, mas sem entrar. E eu queria que ele entrasse, que afogasse um pouco, que sentisse o gosto do sal nos lábios.
Em vez disso, ele me tirava da água. E dizia: "Você está segura."
Mas eu não queria segurança. Eu queria o risco. Queria que ele se perdesse em mim para que eu pudesse, enfim, me achar.
Ele faz café, ele faz amor, ele faz planos. Mas fazer não é ser. E eu sou a coisa que não se faz. Eu sou a coisa que simplesmente é. E o que é, não cabe em xícara, nem em abraço, nem em projeto. O que é, só cabe no olho nu e na palavra atravessada.
E ele não atravessa palavras. Ele as resolve.
Como se o amor fosse uma conta a pagar.
... coisas sobre Ela e Ele
Não era amor. Era o desejo de ser amor.
Eram duas solidões que se abraçavam na esperança de que o abraço se transformasse em luz. Mas a luz é dura. A luz mostra as rugas, os dentes amarelados, a poeira debaixo do tapete.
Eles não queriam a luz. Eles queriam o aconchego da mentira. Mas a vida é uma coisa que não pergunta. A vida pressiona.
E pressionada, a relação gritou.
Ela gritou com palavras bonitas e profundas. Ele gritou com ações práticas e silêncios. E o grito um do outro não era ouvido. Só a minha alma ouvia – a alma da escrita, que é a alma dos que veem o que os corpos escondem.
E o que eu vi foi isto: ele a ama com a força de quem constrói. Ela o ama com a força de quem desaba. Um constrói muros para protegê-la. Ela quer que os muros caiam para que o vento entre.
Ele não sabe que ela precisa do vento. Ela não sabe que ele precisa dos muros.
E assim, eles se amam como o dia e a noite se amam: nunca ao mesmo tempo, sempre na fronteira, sempre no instante em que um morre para que o outro nasça.
O amor deles é um parto eterno. E parto dói. Mas dói porque a vida está nascendo. E a vida? a vida é isso: a dor de vir ao mundo.
Eles ainda estão no começo da dor.
E o começo da dor, para os que não desistem, ainda pode ser o começo do mundo.
... coisas sobre Ela e Ele
