Paixão Amor
A mulher deve ser elegante,
Suave e ao mesmo tempo,
- marcante -
Como um perfume insinuante,
Deve ter alma, maciez e calma;
Deslindando os mistérios e dar o tom
De amor, paixão e ternura;
Conduzindo a intenção com doçura,
Amando infinitamente, sempre.
A mulher marcante de verdade,
Será lembrada pela virtude,
E grande capacidade de amar;
Espalhando a graça,
- por onde passa
Como uma felina mansa,
Que só no olhar recebe
O seu colo e afeto.
A elegância feminina,
Ilumina o mundo,
Pacifica,
Engrandece,
Enternece,
Aproxima e conjuga,
Acarinha e aquece,
Eterniza a lembrança,
É presença que permanece.
Deveríamos ter a gravidade
- das estrelas
Que brilham sem cessar,
E sem se esbarrar;
Lecionam poesia,
Inundam o Universo
Com beleza e nos iluminam.
Lição existencial,
- ignorada
Lição luminosa,
- ditosa
Lição celestial,
- esquecida
Lição de harmonia.
Deveríamos ter a profundidade,
- do Universo
Que sempre se reinventa,
Renovando cada espaço,
- celebrante -
Das estações da vida,
Com júbilo e toda a gratidão.
Densas em braços,
Correntes que ligam,
Em espirais,
Ventando ou não,
Prosseguindo,
Com destino
Em busca de renovação;
Sugerindo,
Caos positivo,
Irradiando,
Girando,
Se interligando,
As estrelas azuis ou não,
Sempre nos ensinam:
a viver, a gravitar...
Todo ser é poesia,
É delicadeza,
E toque interestelar.
A canção e o brilho que vem de dentro
Ultrapassam o tempo,
Atitudes, comoções e contentamentos,
- sucessões
Das celebrações e de todas as devoções,
Doçura e contemplação,
Encontradas em cada perfume,
Transfiguração, luz, brilho e paixão,
Pela beleza de encontrar a vida,
E a beleza em cada pensamento.
Eu quero caminhar pelos séculos,
Surpreender-te a todo momento,
Conhecer o caminho do vento,
Que me leve até Moscow.
Aprenderei os teus passos,
- celebrarei as czardas -
Entoarei louvores,
Sobrevoarei os invernos,
Anoitecerei em cada um deles,
Para amanhecer ainda mais bela,
E tão brilhante quanto essa noite,
- registrada da tua janela.
Espalhadas as espumas,
leveza e anunciação.
A pétala se aproximando
levada pela emoção...
Reunidas e atentas,
algas e conchas.
Para tomares contas,
enfeitando as areias.
Nada se vai,
E sei que tudo vem,
- nada vai-
A queda nunca trai,
ela nos eleva e reúne.
Tudo se vê,
Se sente, e se crê;
- não lamente -
Sê forte, e resiliente,
E viva carinhosamente.
Temos um oceano e conchas,
- e um só destino
Colorido como os corais,
Para escrevermos silentes,
Navegando sobre as ondas...
Quem te disse?
Fotografia é poesia,
Se ela não sabe,
A pessoa desconhece,
Ou mentiu vergonhosamente...
A fotografia registra,
Inclusive, até a mente;
eterniza aquilo que se sente.
É a arte de trazer tudo
Num clique o segundo, e o mundo,
Doce, triste e profundo.
Falando sempre silenciosamente,
Sobre o espaço e a vida,
Em todas as gotas,
No desabrochar de cada tulipa,
- ao Sol
Como um brinde em celebração
- sempre -
à verdade!
Porque a fotografia
é a arte franca;
A fotografia
é a arte
que nunca engana.
Que te disse que poesia
não é fotografia?
Mentiu deslavadamente...
A poesia é a fotografia de tudo,
- ela registra além do que você pode ver
É a arte que mais sabe envolver,
Transparente, assimétrica e melodiosa,
Falando abertamente ao teu coração,
Segurando na tua mão,
Olhando nos teus olhos,
Regando os teus sonhos,
Preparando o jardim da tua emoção,
- em devoção ao luar dos amantes
Dos bons gostos e das doçuras plenas,
- fragrâncias eternas -
Plenas, marcantes e serenas;
Assim a poesia mexe com o mundo,
- ninguém duvida
Misturada com a fotografia,
Combina bem a franqueza de viver a vida.
Escuta o barulho do vento,
Brinde o que vem de dentro,
Tudo requer rito e celebração,
Viva intensamente a sua paixão.
A mística divina não se explica,
Ela dá sinais, e sempre convida
À olhar para frente e para cima,
Ela é fonte de toda a sabedoria.
Escuta o barulho de dentro:
É o coração que está batendo
Avisando que o amor chegou,
E dentro de você está vivendo.
Como as ondas do mar,
Para lá e para cá
Estou a embalar, e a pensar:
Que um dia eu hei de te 'amar'!
A celebração será ao pé do altar,
Nós vamos juntos jurar:
Que nos amaremos sempre mais...,
Em dias solares e em noites de luar
À espera de todas as mil auroras,
Austrais e boreais,
Todos os dias nunca nos bastarão,
Nos amaremos sempre e muito mais...
Caminho sobre teu chão relvado,
É a minha busca pelo teu passado,
De fazer da democracia um sonho,
Por muitos a ser alcançado,
O futuro é filho do passado,
- Isso jamais poderá ser negado! -
Enfeitado pelos parterres,
O futuro segue com esperança,
Iluminado por grande beleza,
Que deixam os corações alegres,
Com os olhos nas alturas,
E os pés na terra;
Contemplando as tuas aves serenas,
Cuidando das flores,
E escrevendo todo os poemas
No afã de melhorar o mundo,
Desafiando as guerras e os séculos,
Firme tu te afirmas, e permaneces.
O pôr e o raiar do Sol,
A dança das horas,
As pereiras e as macieiras,
O teatro de marionetes,
As tuas artes célebres,
Ali se encontram perenes.
Muitos não se lembram,
Outros sequer percebem,
A vida flui como as suas águas,
O Palácio de Luxemburgo,
Hoje é a sede do Senado da França,
Nasceu graças ao sonho da Rainha,
- com sorte, consorte
Enfrentando toda a sorte,
Mulher de fibra, romântica e de força,
Escreveu a sua história no tempo,
Ali está a sua trajetória,
Da soberana Maria de Médici.
A mão feminina,
A Liberdade, Igualdade e Fraternidade,
- valores da República
Que perpassam os Estados,
Dignos de eterno louvor e de veneração,
Eles deveriam existir em qualquer Nação.
O barco no exato lugar
Desse jeito a navegar,
Tudo é poesia,
- Até o teu olhar
Assim é o amor:
um suave navegar.
Com encaixar,
Balançar,
E embalar;
Assim é o amor
A nos encantar...
Aqui em Balneário
Guarda algo secreto,
Doçura, poesia,
Generosidade,
A História de um amor,
O nosso particular universo.
Não vai passar,
É poesia,
É doçura,
Não vai passar,
Porque é para sempre.
Há um céu eternamente,
É esperança,
Faz noite e dia,
Faz sol e chuva,
Que se renovam,
Porque é para sempre.
Não vai passar,
É verdade,
É esperança,
Porque é eternidade.
Há uma renovação,
É sede de viver,
É vontade de ter,
Não vai passar,
Porque é insistente,
Eu quero você hoje e sempre.
Trago em mim cada pedaço,
De todas as mulheres,
Que me ensinaram a amar.
O destino soube marcar,
Aprendi com o tempo,
Além de ti e de mim,
A colher flores e amar.
Trago dessas mulheres,
Os temperos e os segredos,
Que ainda hei de te entregar.
Os sonhos e os anseios,
Nascidos do destino,
Para mim e por ti,
Sinais previstos a nos devorar.
Noite estrelada,
Aqui em Balneário,
Brisa macia,
Alma amainada.
Caminhei até o jardim,
Para ouvir o silêncio,
Que habita em mim,
Sozinha assim...
Crendo que está escrito,
- nas estrelas-
O amor e o destino,
Estão no nosso caminho.
Noite estrelada,
Alma desacorrentada,
Desapegada,
Flutuando libertada.
Eu deveria viver sempre assim:
em plena contemplação
com um bloco de escrever,
e com você no meu coração.
E sempre que surgisse a inspiração,
eu a simplesmente colocasse no papel.
Eu deveria viver sempre assim:
encontrando bons motivos
em todos os sinais da Natureza,
para escrever versos de amor sem fim.
Porque você é a minha inspiração,
A minha poesia e canção do céu.
Tenho todos os motivos para ser assim,
Escrevendo mesmo até sem motivo,
Encontrei o meu maior presente do destino.
O meu coração ao vento,
Segue o teu atento,
Buscando cada alento,
Ele é puro sentimento,
- é pressentimento
E anunciação ao mundo,
De todas as noites escuras
Que não pudemos desfrutar;
A liberdade é nossa...,
Ela está para chegar...
Entre
todas as esperas,
Da minha [vida,
Ninguém duvida,
Que nunca desisti,
De ser tua,
E em cada [linha,
Em cada pêlo,
Em verso,
Verdade,
Prosa,
Nostalgia,
- e inteira [poesia.
Em mim há uma fé,
Um querer que se expande,
Um coração pulsante,
Uma bondade que se intensa,
Em mim há todo o universo,
Embalado pela espera,
Pela sede e pela fome,
De te querer imensamente,
De estar contigo,
- Eternamente! -
Entre
escombros
o planeta,
Repleto
de corações
destruídos,
De homens armados
[fardados ou não,
Corações destroçados,
[atormentados,
Que preferiram
os caminhos
[complicados.
Ao invés de amar delicadamente,
Amparando-se com doçura,
Porque se sentem poderosos,
Destruindo corações,
E os chamando de fracos,
Assim se deleitam as raposas...,
Mas algo em nós carrega a luz,
Do amor e dos séculos,
Da eternidade e de toda a bondade,
Sofremos, experimentamos e choramos;
Desafiamos leões e generais,
- acreditamos
Sei que vamos vencer...,
Vamos nos pertencer...,
A nossa liberdade está chegando...
Nesse festival de doçuras e intenções,
Você me procura sempre,
Estou sob o efeito das tuas tentações,
O teu olhar discreto provoca
Grandes e doces sensações...
É cativante porque tens recato,
Fazes de mim um verão escaldante,
Até no inverno, excitante;
Derrete-me toda feito gelo,
A minh'alma nunca teve segredo.
Tuas curvas e minhas curvas,
Discretamente iluminadas,
Lembram até montanhas,
Aprecio as nossas manhas,
É nesse nosso amar que me perco.
Tronou-se um desejo
Que tem o teu nome!...
Para uns é um escândalo,
E para outros é singelo
Tal como um dia do Sol.
Estou em tuas mãos...,
Como uma delicada flor,
Eis um desejo secreto,
Um tormento severo,
Que só passa no teu colo,
Ele é o meu alento...
Embora, eu seja angélica,
Também sou carnal,
- devoradora
Como uma fera faminta,
Rezo que se consinta..
Estou em teu coração,
Sou chama que abrasa,
- e só aumenta
O meu nome é labareda,
A lascívia que te inunda,
Pedindo que eu te aqueça...
Feito a palha que procura pelo fogo,
Feito a abelha desejando a flor,
Eu sei de tudo! Queres além do firmamento,
Aspiras todos os meus beijos e o meu amor.
Com a mesma graça da borboleta,
Ardendo como fogueira,
Orgulho dessa paz que me faz tua,
Fonte que esbanja, e sabe ser serena.
Florida , invicta e encantada,
Estou a tua espera,
Aguardando por uma investida tua,
Não tenho cheiro da liberdade,
Eu sou a liberdade,
Sei que procuras pelo meu amor.
Eu tenho um corpo que te inebria,
Um sorriso que te ilumina,
O carinho na dose certa,
A gentileza que te afaga,
Sou a presença que não se acaba,
Surgi para ser a tua amada,
Eu sou presença que se faz estrelada.
Tu me procuras porque além das doçuras,
Também possuo loucuras santas,
No fundo as minhas asas de anjo vem da alma,
Tenho calma para ler a tua palma,
Eu sou cigana.
As tuas mãos lisas e serenas,
As nossas carícias intensas,
Passos que sabem por onde ir,
Mãos que sabem desenhar,
Bocas que sabem para onde ir.
Sonhos que escolheram se abrir,
Como veredas mansas e serenas,
- desabrochando plenas
Entre jasmins e orquídeas,
Como o balanço das palmeiras.
O amor é do tamanho do mundo,
Ele brilha em noite sem luar,
Através dos teus olhos escuros,
É a eternidade num segundo,
É verso a se propagar como profecia.
Talvez você não saiba,
Talvez sequer desconfie,
Ou não tenha percebido,
A vida segue um ritmo,
Possui um maniqueísmo,
Comanda até a vontade,
Só não domina a saudade.
Ah, talvez! Esse talvez...
Que morde a beira do lábio,
Ousado e larápio...,
É passo com sutileza,
Requer toque com firmeza,
Porque no fundo é safadeza,
Assim alcança o astrolábio...
Vejo o cair da noite acetinado,
Como se eu estive no teu colo,
Doce, quente e perfumado...,
Aos beijos molhados e cálidos,
Os dois apreciando o Balneário,
Saídos do meu imaginário...,
Experimentando esse rimário...
Tenho muito para te contar,
Você pode até não acreditar,
Querem a minha fé roubar,
Mas eu não vou deixar.
O amor não fugiu do mundo,
Ele só resolveu se refugiar,
Para se preservar,
E não deixar a chama apagar.
Quero os teus lábios beijar,
Neles encontrei o teu encantar,
Bem junto do teu afagar,
Senti a minha alma adoçar...
A tua voz lívida, caro e augusto,
Tentando mostrar através da poesia,
- imprensa
Para fazer esse Brasil um país mais justo.
