Paixão Amor
Se sou egoísta ? Existem certas coisas em nossas vidas que são chamadas de exclusivo, o que entre várias definições a que a melhor descreve é esta: "pertencente somente á alguma coisa ou pessoa", não que eu esteja equivocado usando essa expressão para a nossa relação.. por não ter sido assim ao longo da vida, mas sendo diferente de objetos os nossos caminhos se encontram, e essa exclusividade não deveria ser taxada como "egoísmo".
Era uma vez um homem que acreditava caminhar só... não por falta de passos ao redor, mas porque havia se tornado prisioneiro de muros erguidos dentro de si. Vivia entre palavras guardadas, olhares desviados e silêncios pesados como correntes. Até que um dia, como um raio de sol que ousa atravessar as frestas da cela, apareceu ela: uma amiga que não se intimidava com o seu estranho jeito de existir.
Ela o chamou de amigo, mesmo quando ele dizia que não sabia ser. Disse que ficaria, mesmo que o mundo partisse. E prometeu que, se um dia os dois se encontrassem sós no destino, ficariam sozinhos... juntos.
Ele a questionou, como quem duvida da própria liberdade, e ela o respondeu com leveza, como quem não tem medo de cuidar... nem de se deixar ser cuidado. Entre perguntas e provocações, entre o medo do amor e a esperança do abrigo, os dois descobriram que talvez a verdadeira fuga da solidão não estivesse no mundo lá fora, mas nos olhos de quem vê a alma e ainda assim decide ficar.
E assim, entre prisões internas e promessas eternas, nasceu uma história onde dois corações, marcados por feridas, aprenderam que não há maior liberdade do que encontrar repouso um no outro.
E viveram... como sabem viver os que ainda acreditam no amor que se escreve devagar.
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Quando você acordar
Estarei aqui prá você
Se comigo a noite sonhar
Não deixe de me dizer
Como foi o sonho?
foi bom?
Como foi o sonho?
foi lindo?
Como foi o sonho?
meu bem?
Me conta,
Que eu já estou sorrindo!
No começo, não era nada — eu acho.
Só empatia.
Era ela, coitada, tão quieta na tristeza...
Que mundo injusto, que ironia.
Tão meiga, tão viva, agora em silêncio,
Olhos de mel cobertos de sombra.
Quem teve a crueldade de apagar sua luz?
De roubar o sol de quem transborda?
E então me atingiu — direto, sem aviso.
Como pode ela estar assim, partida
O mundo se opôs.
Eles viam semelhanças entre si —
havia uma comunidade significativa para eles,
mas não era suficiente para convencer quem os cercava.
Ele despertou num berço de ouro,
enquanto ela cresceu na senzala sórdida da pobreza.
Ele frequentava cárceres protegidos por nobres e ricos;
ela vivia no mundo da lua, distante e esquecido.
Ele degustava bons vinhos,
sabendo distinguir o valor de cada um;
ela se embriagava com líquidos baratos.
Ele pensava em tudo,
racionava emoções,
expunha apenas o que parecia de bom senso.
Ela era adepta da loucura,
agia pelos impulsos do coração.
Ele aprendia algo novo a cada dia,
falava sobre qualquer assunto,
tinha embasamento científico e circunstancial para tudo.
Ela queria despir-se do conhecimento adquirido,
libertar-se da pressão que lhe impunham para acumular informações.
Contudo, com tantas diferenças escancaradas,
eles se assemelhavam — principalmente na afeição um pelo outro, o queparecia bastar.
Todavia, o mundo venceu.
O mundo era mais forte.
O mundo se opôs!
A estrela de aquário
Lá, no infinito silencioso,
brilha uma estrela azul,
livre, etérea,
bailando a 175 anos-luz de tudo que sou.
Sua luz atravessa distâncias insondáveis,
rompe o tempo com uma paciência antiga,
e chega até aqui,
suave, mas firme,
como o amor que guardo em mim.
Somos como esse brilho:
não importa o espaço,
não importa a ausência,
há sempre um feixe de luz
que insiste em atravessar o escuro
para encontrar quem ama.
A magnitude pode parecer pequena
aos olhos apressados,
mas quem sabe olhar o céu
sabe reconhecer o milagre
de uma luz que persiste,
mesmo frágil,
mesmo longínqua.
E assim sigo,
com o coração elevado ao firmamento,
sabendo que há amores
que não se apagam,
como estrelas antigas
que continuam a iluminar
mesmo quando já partiram.
Sob a luz de Iota Aquarii,
reaprendo a beleza da espera,
o poder do silêncio,
e a certeza serena
de que o amor verdadeiro
é, sempre, uma constelação
que nunca se desfaz.
Vi os olhos mais lindos do mundo, e eles me viram.
Aqueles olhos me viram antes mesmo de eu ver eles.
E quando eu os finalmente vi, me apaixonei.
“Ela”
Não sei se são seus olhos,
um brilho tão radiante.
Ou o sorriso, que me revigora.
Lábios tão vermelhos quanto meu coração,
Acelera tantas batidas em mim, que me perco.
Um amor policromático, sempre brilhante,
Com seu jeito, nenhuma palavra consegue te descrever por completa,
Apenas apreciando você toda, com os meus olhos,
E pensando em nós juntos,
Faz meu dia perfeito.
Chuva e Querer
Lá fora, o cinza da tarde se derrama,
Em gotas que batem na vidraça e chamam.
Caxias se esconde num véu de saudade,
E eu aqui, com a alma em tempestade.
Cada pingo que escorre pela telha,
É um eco distante de uma velha centelha.
Um coração que pulsa, meio calado,
Apenas querendo ser amado.
O cheiro da terra molhada no ar,
Me faz a cada sopro mais te buscar.
Em cada lágrima que o céu despeja,
A minha esperança mais lateja.
Que essa chuva lave o que me inquieta,
E traga em seu murmúrio a resposta mais direta:
Que em meio a essa dança de água e chão,
Floresça um amor para o meu coração.
O tempo e o vendaval
O tempo vem com um vendaval, e leva-se tudo...
Tudo se destrói...
Algumas coisas se constroem.
E o tempo é amiga da perfeição
E se voltássemos ao passado,
Apenas, atravessando uma esquina.
De um lado, os nossos sonhos.
Em outro canto, uma estação...
As nossas lágrimas desgarram em nossos olhos.
É como uma paixão que não envelhece...
Mesmo que permaneça algumas semanas,
O vendaval veio para ficar...
Ficaremos bem, meu amor?
E eu não quero ficar sozinha.
E diante do espelho, não quero mais chorar...
O tempo, geralmente, é cruel conosco.
Não chora, meu amor! O mundo nos dará recompensas.
Essas lágrimas são perdidas...
O tempo é cruel conosco.
É capaz de transformar o paraíso em cidades...
E sobre a mesa de bar...
As nossas lágrimas são os goles intermináveis.
O vento é o tempo...
Que nos corrói por dentro.
E a ideia de envelhecer sem você, não me satisfaz.
Então, ser mais um no meio da multidão, também não satisfaz.
Mesmo que os nossos passos sejam diferentes,
Encontrara-me no mesmo bar...
Só o tempo seria capaz de modificar tudo...
O vendaval destruiu os nossos sonhos.
E é por isso,
Que eu estou recomeçando, como a Chuva ensinou-me.
Titânico Mello
FELIZ ANIVERSÁRIO!
Feliz aniversário de fim.
Feliz chá de término,
de conclusão,
de reciprocidade.
Feliz aniversário de vida,
de muita,
muita,
e muita vida.
Feliz morte de sentimentos,
invenção de relacionamento.
Feliz...
Seja lá o que te dê motivo pra sorrir agora.
E um belíssimo: — Vai se ferrar!
Por me fazer sentir falta daquilo,
por não me quebrar,
mas deixar um pedaço de você em mim.
Feliz...
Quer saber?
Não.
Te desejo confusão.
Uma noite cheia de memórias minhas,
de arrepios de pele toda vez que ouvir alguém te chamar pelo seu nome completo,
como eu fazia.
Um pensamento de erro toda vez que alguém chegar perto demais do seu corpo.
Porque você sabe,
e eu sei:
que me pertence.
Te desejo vontade —
vontade de mim.
Te desejo um sentimento estranho toda vez que lembrar que eu te fiz sentir coisas que você não queria,
mas que foram reais.
Te desejo medo de não se sentir assim de novo.
Te desejo o medo de passar a vida sem mim.
Te desejo arrependimento,
confusão,
e desequilíbrio.
Te desejo falta.
Te desejo o que você provavelmente já sente,
e já sabe.
Como diria Clarice:
Ninguém sou eu,
Ninguém é você,
E essa é a solidão.
''Te Escolhi''
Me rotule
como o homem
que ninguém nunca conheceu.
Em terras gringas,
sem um bom dia
de quem amo —
mesmo assim era seu.
Indiferença,
sua ausência
era estima minha.
Só um profundo:
"Por que?"
Será que isso é realmente o amor?
Poesias,
saudades,
solidão...
Acabou.
Londres, Paris,
Espanha, Cabo Verde,
Portugal, Angola...
Olha lá o brasileiro
morrendo de amor.
A vida ensina mais que a escola,
então entendo
por que homens com H maiúsculo
são promíscuos.
Não é cópia e cola.
Compartilhamos das mesmas ideias,
mas eles mentem e buscam,
enquanto eu falo e busco.
Talvez eu seja
a mente e os músculos,
e eles só... H maiúsculos.
Mas também sinto fome.
E mesmo te escolhendo
entre tantas opções,
nunca deixei de ser homem.
Não é pra me exaltar,
nem dizer que sou foda.
Erro é a sensação de prioridade
a quem parece
que não me escolheu.
Minha palavra é:
eu sou o homem
que ninguém nunca conheceu.
Talvez, quem sabe_
Talvez foi o jeito que ela andava. Talvez a roupa branca que ela usava.
Ou talvez o cabelo, que parecia ser desenhado por alguma calma que eu nunca tive.
Talvez foi o olhar, a forma de seus olhos. Olhos felinos e dóceis que me tiram o fôlego. O tipo de olhar que você tenta fingir que não viu porque sabe que se encarar por mais de alguns segundos, é capaz de se perder e se pôr por entregue alí mesmo.
Ela era linda. Linda de um jeito tão completo que não dava pra descrever sem parecer poesia barata. Não era só o rosto, os traços suaves, ou o cabelo que escorria como se o vento tivesse medo de bagunçar.
É difícil de explicar, pois na verdade, não se trata de algo de se esclarecer mas sim de se sentir.
Dizem que assim é o amor, é algo que não se explica mas se sente, que percorre cada parte de nós.
Que coisa. Nunca me senti assim, muito menos sonhava com isso. Talvez estar apaixonado seja isso. Amor, paixão... essas palavras sempre soaram distantes, meio enfeitadas demais pra mim. Bonitas nos livros, exageradas na vida real.
Acho que me perdi.
Nos seus olhos, nas entrelinhas, nas horas que passaram rápido demais.
Talvez estar apaixonado seja realmente isso.
Não um fogo avassalador, nem uma certeza gritante.
Mas esse silêncio bom que fica depois de te ver.
Esse riso bobo quando lembro de algo que você disse.
Esse medo besta de perder algo que nem é meu — ainda.
E sendo honesto, eu nem sei quando começou.
Só sei que agora, se for pra me perder de novo…
Que seja em você.
Simplesmente você
Quando meus olhos encontraram os seus, foi como se o mundo parasse. Por um instante, desaprendi a respirar… e de repente, você se tornou o próprio ar. Seus olhos, seu sorriso intrigante, o seu jeito de ser — você, simplesmente você.
A palavra “razão” perdeu o sentido, pois ele foi roubado por um tentador par de olhos. E o orgulho que ainda me restava, foi destruído pela soberba do seu olhar desafiador. O amor jamais foi uma opção, mas a razão me foi levada com uma única risada — aquela que me desconcertou por inteiro. E por esse grande feito… me tens, agora, em tuas mãos.
