Paixão Amor
Sabe o amor que te declarei! Tento desenhar com palavras, é essa beleza que ansiosamente espero que percebas.
COMPOSTO DE AMOR (soneto)
No eu também, o que em mim vistes
Avultando o encanto, dando portento
Ao próprio feitiço, elogios e fomento
Deveras díspar das que outrora ouvistes
És amor, sem dúvida, paixão. Portanto
Pense nos desencontros que sentistes
Tão secos, ásperos e de causas tristes
Que por mim, eu me derramo em pranto
Amador, me aflige, e é tão medo tanto
Que a dor inventa, tenta, o que não existe
Em tempo algum, pesar sem algum canto
Aí, em lugar de acalmar, a aflição insiste
Não desiste, é dos loucos, sem espanto
Dos amantes, assim, o tal amor consiste
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
15 de agosto de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Eu acredito em amor a primeira vista. Destino, o universo, tudo isso. Mas não como você está pensando. Não quero dizer que nossas almas foram divididas e você é minha outra metade para todo o sempre. Só acho que você precisa conhecer algumas pessoas. Eu acho que o universo as coloca no seu caminho.
A intensidade da paixão é proporcional ao quanto você consegue ser tolerante com os defeitos e os erros do seu amante.
SONETO AMORÁVEL
Eu disse a mim mesmo que viveria sem você
Ledo engano, o meu coração não me obedece
Não sou forte o bastante, como se quisesse
Ser. Repito a cada instante, mereço? Por quê?
Às vezes o tempo fica sem o dia, ali vazio
E a obscuridão da noite me traz a solidão
Nada digo, nada tenho, eterna imensidão
Sem você, o querer escorre pelo beiral frio
Não sei mais ser forte, no horizonte a alma
E eu aqui perdido num labirinto de trauma
Quanto mais tento sair, mais a desarmonia
Eu menti para mim mesmo, até machucar
Que eu saberia poetar sem poder te amar
Aqui eu, ainda, lhe poetando amor na poesia...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 de novembro de 2019 – Cerrado goiano
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Eu te entrego uma lua de papel neon
como prova do meu amor.
Não posso te oferecer a lua verdadeira.
Ela deve ficar no céu para inspirar o mundo dos casais apaixonados.
Memórias
As memórias aquecem e arrefecem o coração,
São símbolos da tristeza e da paixão.
Há quem as chame de feridas por sarar,
Às vezes doem tanto que até custa respirar.
Afetam as almas puras e sinceras,
Alegram as almas pequenas e severas.
São companheiras da saudade,
Cortam-nos os sonhos e a realidade.
Rasgam os tecidos carnais,
São como cicatrizes fatais.
Fazem alguém chorar e rir,
Prendem-nas no tempo,
Quando alguém as sente, tentam fugir.
Já eu espero que o vento
As leve e nunca as deixe cair.
A tua voz dizendo amor
Foi tão bonito que o tempo até parou
De duas vidas uma se fez
E eu senti nascendo outra vez
Aprendiz da Solidão
Sou aprendiz da solidão
Nestes montes altivos
Pudera ser ti, minha paixão
A tira-me desta prisão
Cavalgue a eternidade
Lá irá me encontrar
No balanço contínuo
Ao fim irei me lançar
A chama do amor..
Terás frio na barriga quando encontrar
Ela que esteve a espera do seu dia chegar
Verás que nada se compara ou fora sentido
Sentirás o prazer de um sentimento correspondido
Arderá um calor que se confunde ao fogo
Navegando nas curvas que forma seu corpo
Projetará o universo nunca descoberto
Desvendando os caminhos do futuro incerto
Com a mais pura certeza de uma louca paixão
Contagiando os desejos que desperta emoção
A mente embaralha e direciona de um tudo
Gozará finalmente do melhor amor do mundo.
"Com amor se vai além,
pois só o amor transcende
os limites do possível para
possibilitar o impossível ."
RAZÕES DO AMOR
O amor ama aquele a quem se ama
Nas razões de o amante saber sê-lo
Ama porque se ama. O peito chama
Que arde, o verdadeiro calor e zelo
O amor é dado, é graça, de graça, apelo
Do coração... é odor que d’alma derrama
Um intricado e emaranhado longo novelo
Que tem a doçura na sua adocicada trama
Eu amo porque amo, assim, poder tê-lo
Perto de mim, e nunca demais pra mim
Então, nos sonhos sonha-lo sempre belo
O amador foge a regulamentos vários
Nos dicionários sai da explicação, enfim,
Sem amor, os amantes são solitários. (sem fim...)
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/02/2020, 11´54” - Cerrado goiano
SONETO DO DESEJO
Quero-te no desejo sem fim
Um beijo que poete o amor
Aos sons dum anjo querubim
Assim.... no coração amador!
Que o olhar feche ao rumor
Da desdita, e vire-se pra mim
E beije-me com todo ardor
No meu amor que está afim
Viva só para a minha vida
Num esterno doce querer
Sem você ela é repartida
Quero-te no meu peito, ser
Prazer, e aos teus pés caída
A minha paixão, o meu viver!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/03/2020 – Cerrado goiano
