Paixão
Sou o trem dos meus trilhos, sou o condutor dos meus caminhos, dias podem ser corridos, tento terminar com o melhor que posso deixar.
Se você, chega na minha porta, alguma coisa pode acontecer. Se seu sorriso é arma de conquista, a noite pode enlouquecer. Um drama do meio conto, um limite a meio fio, uma declaração na passarela, um romance a luz de velas, o encontro tem um dedo de prosa, sentimentos ardentes, respostas as avesas, oportunidades confusas, nada realmente tem razão, quando se pensa em amor, o teto vira chão.
Olhar no paraíso
Cada sonho é um delírio.
Cada vontade traz um martírio.
Cada minuto é um suspíro.
Desnudo e imperfeito.
Quando seu corpo por inteiro.
Venerado como monumento.
Se transfere pra areia.
O prazer me incendeia.
Uma vertigem em cadeia.
No apogeu de sua beleza.
Como um lapso de sentido.
Um olhar no paraíso.
Rainha do deserto (versão 2)
Pedras a rodeiam,
desenhando suas asas,
jogada num cinturão de poeira,
o sol drena a água das raízes,
sobre sua cabeça emulando uma coroa.
Calibres de areia se moldam,
sobre as curvas do corpo emulando um vestido.
A encapada flutua nas areias quentes do Saara,
o véu distorce ao vento,
até ladeira abaixo ornamentada.
Guiada por calangos e dromedários,
abutres e carcaças,
levando fé, paixão e garra,
ela é a rainha do deserto,
a cigana flamejante das terras
áridas e quentes,
escultura de areia que resiste as dunas,
a seca, as tempestades e a poeira,
na imensa vastidão desértica.
Não há lugar que possa correr
Se seus olhos penetram a invadir-me,
Tempestades de sentimentos caem sobre mim,
Como choro, regurgitadas,
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me,
Emoções caem inquietas sobre mim,
Como desejos, insopitáveis,
Se seu amor eclode a refugiar-me
Redoma de acalento assenta sobre mim
Como amparo, escudado,
Não há nada que possa fazer,
Não há lugar que possa correr.
Perfume
Quero sentir aquela única noite,
Com as luzes vibrantes,
Que nos refletiam na parede,
Quero ter a realidade dos sonhos,
Viver o calor real,
Quando os corpos se juntam,
Passaram-se dias,
Correram-se anos,
Nunca mais nos encontramos,
E meus pensamentos voltando,
Como déjà vu de emoções,
Indescritível,
Inesperado,
Intenso,
Guardo naquela rosa,
O aroma da lembrança,
Num vidro blindado,
Um frasco de cheiro,
O perfume cuidado,
Do que restou do romance,
Sua essência,
Que se impregnou em mim.
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
Se seus olhos penetram a invadir-me...
Tempestades de sentimentos caem sobre mim...
Como choro... Regurgitadas...
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me...
Emoções caem inquietas sobre mim...
Não há nada q possa fazer...
Não há lugar q possa correr...
Se o seu amar é meu viver, o meu viver é o seu amar. Sacudimos o chão e enfurecemos o mar. Num eloquente tsunami de amor.
Suas frases machucam-me, seu sorriso atiça-me, suas mãos arrepiam-me, sua ausência enlouquece-me, isso tudo por que amo-te horrores!
É estranho como o tempo passa, e as vezes que eu sentia o seu cheiro, sua boca quando tocava meus lábios, faziam o calor subir dos pés e se concentrar no lado esquerdo do meu peito.
Ô-ô-ô Maria,
Cê me alucina e me faz querer você,
Deixa eu ser teu João,
E te amar como jamais alguém amou alguém assim.
Você é meu sol, minha luz,
E eu sou teu girassol,
Que segue tua beleza e sedução,
E busca o mel dos teus lábios, minha doce paixão.
Como um beija-flor busca o sabor do néctar,
Quero sentir o doce gosto do teu beijo,
E juntos, vivermos essa sintonia e essa dança,
Que nos leva para além do mundo e além do tempo.
Então, ô-ô-ô Maria,
Deixa o orgulho de lado, vem cá pro meu lado,
E vamos juntos, nesse caminho sem fim,
Que nos leva para um lugar onde o amor é só o começo.
Escrever
Gosto de escrever...
Enquanto escrevo meus pensamentos vão além
Minha imaginação voa
Minhas mãos deslizam
E sai um poema.
Adoro escrever...
Enquanto escrevo é em você que eu penso
Minha alma canta
Meu coração bate descompassado
Ao descrever o que sinto.
Amo escrever...
Enquanto escrevo a tristeza não chega
A felicidade explode
A vida enaltece
A saudade não bate.
De tanta paixão pelos escritos
Deixo aqui minha vida
Na certeza de nunca ser esquecida.
Conheci a Loucura
e logo me apaixonei!
De imediato fiquei triste
Por saber que a amei
Desejei não a ter conhecido
Dela até me despedi
Mas já estava tão entorpecido
Que em suas curvas me perdi
Da Razão me desgostei,
Sua graça não mais vi
Diante da sua falta que amei
Mas sem esperar fiquei assim
Sem a Loucura que amei
Sem a Razão que esqueci.
(Gregório Jr.)
Não a toa a arma do cupido é um arco: seus dardos são maliciosamente lançados e cravados no peito de um desavisado.
Suas pontas são embebedadas na imagem de alguém aleatório a quem passamos a admirar, e por mais que se tente, não conseguimos arrancar aquele dardo, então vivemos a perambular, com a imagem cravada pelo anjo, que o escolheu para amar.
O amor dói! são flechas impiedosas de uma criança; lançadas, nos enganam com a aparência da ingenuidade, doçura, inocência e leveza... Cada flecha é lançada ao seu tempo, fazendo com que a solidão seja a primeira companhia do atingido.
O cupido sofre com o esquecimento de também atingir o outro da imagem, e assim, o solitário sofre até aquele arqueiro decidir alvejar a quem deveria também no peito cravar a imagem daquela vida sofrida por amar.
Não adianta fugir, chorar, se esconder, fazer calar, se isolar, dormir... essa dor não se cura só! o amor só possui um antídoto: o amar. Até que se tenha, vira obsessão, sonhos, planos, imagens... Sem o outro não há alívio para sua dor, não há remédio para sua febre.
Ai do escolhido!, o amor fere a pele e atravessa o peito, sua dor é profunda e constante, seu arqueiro não usa critérios ou padrões, apenas atinge quem de peito aberto fica da vida a esperar, por isso ganha forças, foco e objetivos ao ser escolhido para amar.
A amizade Perdida
Da mesma forma que a vogal "i" está antes do "o", a palavra AM_I_GO precede a palavra AM_O_R;
Coincidências a parte, não apenas na ordem alfabética, mas também de necessidade social: Vivemos sem o "amor" de nossa vida, porém, não suportaríamos viver sem ter ao menos um amigo verdadeiro...
Essa importância também se revela na quantidade, amamos apenas UMA pessoa, enquanto podemos manter uma relação COLETIVA com amigos! e se mesmo assim só tivermos um amigo, ah! esse sempre vai ser mais importante que o nosso amor!
Mas, mesmo com tanta importância percebida, ser amigo é um desafio constante, quase um sacerdócio: Não pode se apaixonar por seu amigo, não pode ter ciúmes de sua amizade, não se deve criar expectativas além daquelas que apenas você pode proporcionar.
Não é fácil ser amigo... Ser o primeiro em ordem de chegada, e nunca na escolha do coração; por mais que seja sempre amado, nunca será o desejado, que faz o coração bater desacelerado, que dilata as pupilas, que desconcerta, que embaraça os cabelos, que rasga a roupa, que desarruma os lençóis...
Normalmente um amigo não se importaria com o segundo lugar, pois no pódio do coração, o primeiro lugar é do amor que escolhemos, e os amigos nunca devem ascender a tal posto, pois é muito arriscado se manter lá, e caso não permaneça, se perde não só o primeiro lugar, mas qualquer posição na vida de quem nunca poderíamos perder como amigo.
SEGREDOS
Todas as noites ela visita seu sonho,
Durante o dia, não sai de seus pensamentos.
Já a imaginou em todos os momentos,
E tento mostrar em cada texto que componho.
Todas as vontades ela nem imagina,
Por mais que se diga, não da pra mensurar.
A todo momento, com ela, queria estar,
E poder, a ela chamar, de sua menina.
A verdade é que, por mais difícil que pareça isso,
Ele sabe que juntos tem tão pouco tempo.
Mas sua companhia deseja sempre, e a todo momento,
Nem que só por um instante, só pra ver seu sorriso.
O grande problema é que desde o primeiro olhar,
Ele já sentia que com ela nada era igual.
Diferente das outras, com ela era especial,
E lá no fundo, sabia e queria por ela se apaixonar.
A convivência só aumentava seu anseio,
Os dias com ela nele só deixavam mais perguntas.
Com vontade e paixão, cada vez mais profundas,
Queria viver com ela, e só não conseguia achar um meio.
Desde que a conheceu, só pensava ou queria seu abraço,
Por mais insano que isso possa ser.
Mas nisso tudo, juízo não parecia ou queria ter,
Pois em seu coração ela já ocupava todo espaço.
Fato que ele o tempo todo sentia medo,
De perder aquilo que nunca um dia foi seu.
De abrir mão de um amor que ainda não aconteceu,
Dela ir embora tão logo, e tão cedo...
Seu coração por ela fora atingido como um torpedo,
E no papel ele revela aquilo que nunca é dito.
O que sente por ela, aqui fica escrito,
Mas lá dentro grita, por que aqui, não passa de segredo.
Se tem duvida de como deve chamar,
Chame do que quiser, afinal é por você Eliza.
Esse sentimento que hoje é furacão, mas chegou como brisa,
Afinal nome não importa, desde que você eu possa amar...
Desculpe...
Desculpe... Acho um erro te querer pra mim.
Afinal, de todas as pessoas no mundo,
Eu não imaginei nem por um segundo,
Que fosse um dia gostar de alguém assim!
Desculpe... Se não entendo o seu espaço.
Penso coisas que vão além do racional,
Vivendo esse namoro impossível e irreal,
Mas do meu coração, ocupou cada pedaço.
Desculpe... Por não poder ser o que merece.
Mas como mensurar o seu valor,
Se o julgamento é ofuscado por amor,
E o sentimento o coração não se esquece.
Desculpe... Talvez eu não seja bom escrevendo.
Sobre o que sinto e nunca digo,
Sei apenas que quero ficar contigo,
E despertar algo em você enquanto está lendo.
Desculpas na verdade não servem pra nada.
Afinal são apenas palavras aqui escritas,
De sentimentos e coisas nunca ditas,
Que se resumem em te querer como minha amada.
Enfim, seguimos vivendo essa doce experiência.
Sentindo amor, calor e cumplicidade,
E nos momentos de maior simplicidade,
Possamos nos entregar, e viver toda essa indecência.
Não sei se traduzi um pouco do que sinto.
Mas quero que saiba de verdade,
Que por você quero mais do que saudade,
Quero poder te amar, e me perder em seu labirinto...
" As rosas perdidas"
Em um belo dia de sol sair de casa, em busca de uma linda rosa para dar vida ao meu belo jardim.
E pelo caminho encontrei várias flores; Margaridas, Orquídeas, Gardênias e Jasmins.
Encontrei também Girassóis, Bromélias e até brotos mirins.
E durante o caminho me deparei com um vasto vale, cheios de lindas rosas.
Havia de todos os tipos ; brancas, vermelhas e amarelas.
todas lindas, radiantes, perfumadas e charmosas.
vislumbrando-as, empolguei-me.
E sair aproveitando-me de todas que podia.
Sem saber no momento o que fazia.
E nessa euforia inconsciente, me ferir com umas, despedace outras e esnobei outras tantas!
Sem saber que aquela e a rosa de minha vida.
Meu Deus! O que foi que eu fiz? Quanta bagunça!
E já sem esperanças, tive a sorte de encontrar , em um pequeno pomar, um botão de uma triste rosa.
e então sem muito pensar, a arranquei e decidir essa levarei para casa.
A coloquei no bolso. E sem muito cuidado, ela sempre escorregava despetelando-se ao cair no chão.
Quando a olhei, vi que só havia sobrado o talo e algumas folhas já murchas pela exaustão.
E mais uma vez, sem ter a mínima consciência de que aquela era a única flor que tive realmente em mãos, numa atitude egoísta e medíocre, a lancei em qualquer direção.
E em toda essa trajetória, sem ao menos me dar conta que estava sendo mesquinho, e que só estava pensando em mim...
...fiquei perplexo ao chegar em casa, notando que em volta dos meus braços havia um buquê de capim.
(Esta é uma dedicatória a um anjo chamado " Mariana". que me ensinou que sempre devemos dar "ênfase" aos detalhes que a vida sempre nos oferece!
