Paixão
A Matéria das Palavras
Na rua do teu peito
caminha a minha
enfurecida paixão
permitida e condenada
por uma mácula de sal
no exílio de uma lágrima
caída e despida por ti.
Nessa deriva em riste
como uma ilha crua
vertida no hino de pedra
que carrega no rosto
a velhice corrosiva
nos endereços da memória.
No caderno aberto do passado
à distância de um destino
no lado desfiado da carne
na rescisão do pacto com o tempo
desce a matéria das palavras
e na rua do meu peito
movem-se por sílabas
as artérias do teu nome.
"" Épicos de ilusão
Camuflam a falsa felicidade
Sorrisos comprados em bares
Paixões pagas a preço de ouro
Amor assim, nem pra você
nem pra mim
É Solidão sem fim...""
Um lugar onde você não cabe
mas sabe onde é
seria bom tempo de paixão
dar fim à solidão
sem querer lhe ferir ainda que possa preferir
a verdade de uma situação que não cabe mais
desperte o sentido olhe o antigo
vá sem olhar para trás
por que lá você já sabe como é
e o futuro é só um muro
que terá de pular
para viver o que tem de bom do lado de lá...
FILHO DA PAIXÃO
Ei, vou sorrir, respirar, transpirar, degustar, saborear, emocionar me, sou nascido e vivido, cantarei canções para o meu coração falando de amor; amor como daquela mulher que abraça me beija me empolgada, não vou dizer a cor da pele dela nem pouco o seu nome porque o amor não tem definição, ele é o adulto da paixão.
Ame intensamente
Viagem na Paixão
Derrame lágrima, sinta o gosto dela, apresente seu sorriso com gargalhadas imensas, no silêncio ou em multidão. Tenha consciência no nascimento: somos alegria instantânea sem lembrarem.
Na morte tristeza eterna com as lembranças.
“Para mim, seguir escrevendo sobre o Reiki é importante, principalmente, pela paixão ardente que tenho por desmistificar tabus criados por alguns. Acredito que escrever seja minha principal missão.”
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''Somos como ferro e imã, atração perfeita ! Paixão no primeiro olhar . Assim roubaste o meu coração. Magia celestial'' (Mario Valen - Olivia Campos - Patife)
Saul Freitas
23 de maio de 2014 às 15:07 ·
... a paixão,
não poucas vezes,
é a única rédea solta que nos
permitimos - e, não poucas
vezes, a única capaz de
nos causar desordens
por inteiro!
Nas veredas da vida a minha alma não cansa...
Minha paixão aos céus é grata...
Enquanto caminho sobre as pedras caladas...
E todo este feitiço e esse enredo...
Há se essas mesmas pedras falassem...
Contariam as magias, os mistérios e tantos outros segredos...
Viram o nascer e a morte...
O inocente olhar...
O puro e o perverso...
Viram a lua e o seresteiro...
A matrona e o embusteiro...
Viram as mocinhas assanhadas...
O cio dos rapazotes...
Ouviram os gritos de dor...
Sob o fragelo do chicote...
Tanto viram e ouviram...
Mas nada testemunham...
Nem mesmo o sangue...
Escorrendo pela fronte...
Se se pode gritar a Verdade...
Por que escolhida essa sorte?
Minha terra...
Onde tenho o meu pão e a minha casa…
Minha terra onde meu pai nasceu…
Aonde a mãe que eu tive e que morreu...
Minha terra que fala onde nasce o dia...
E que as noites são cantadas...
Minha terra...
Minha pousada...
Onde caminho sobre as pedras tão caladas...
Sandro Paschoal Nogueira
Quanto dura uma paixão?
Uma paixão não dura nada... Apenas dura a eternidade do sorriso que te cativa...
No fim de um dia...
No meio da madrugada...
Depois...
A alegria se torna amarga...
Caco de vidro que sob o sol...
Cintila e se apaga...
Agora...
Na superfície da luz procuro a sombra...
Seguirei a estrada...
Não deixarei para depois...
Abrirei as janelas de minha alma...
Para que entrem as estrelas...
Na rua, onde os ventos se cruzam, quem sabe, talvez...
Outra paixão desponte...
Os destinos se decidem...
A vida que tudo arrasta...
Arrasta os amores também...
Veneno absorvido pela ingratidão...
Vieste...
E fora vencida minha solidão...
Mostrate-me o que eu não conhecia...
Mas partistes...
De forma tão fria...
Levando consigo pedaços de meu coração...
A qual brincaste jogando-o no chão...
Vencido o sofrimento...
Da sorte sem piedade...
Sem ti correrá tudo sem ti...
E mais uma vez passarei...
Por essa tempestade...
Sandro Paschoal Nogueira
"Em Teus Olhos"
Em teus olhos, um universo se abre...
Um mundo onde me perco de paixão...
Sinto que estou vivo, em teu amor...
Vibrando meu coração...
A tua pele, um sol que me aquece,
O teu toque, um fogo que me consome.
Em teus braços, encontro meu refúgio,
E sinto que estou em casa, com você.
Rio profundo,
Que nos leva ao mar do infinito.
Duas almas, que se encontram,
E se perdem no amor, sem limite.
Em teus olhos, vejo o futuro,
Repleto de amor e luz.
Ao teu lado,
Para sempre,
O amor nos conduz...
Sandro Paschoal Nogueira
