Paixão
Quem domina suas paixões decide melhor do que aquele que permite que suas paixões escrevam sua sentença.
As paixões são os ventos que movem nossas velas: às vezes nos lançam contra as ondas, mas sem elas permaneceríamos eternamente ancorados.
A paixão pode incendiar a existência; é a gentileza reiterada que consegue iluminá-la por muito tempo.
O homem raramente obedece à razão que proclama; primeiro é conduzido pelas paixões, depois convoca a inteligência para transformar seus desejos em argumentos e o Direito em justificativa.
A razão frequentemente chega depois da paixão, não para governá-la, mas para lhe redigir a sentença, conferir-lhe aparência de verdade e, quando necessário, convertê-la em norma.
O homem não é governado apenas pelas leis que o Estado escreve, mas pelas paixões que a consciência oculta; frequentemente, a razão apenas fornece ao desejo a linguagem sofisticada com que ele se absolve.
Pensamos controlar nossas convicções, mas frequentemente são nossas paixões que lhes escrevem a sentença e contratam a razão para defendê-las.
Nenhuma grande transformação histórica nasce apenas da razão abstrata; paixões, interesses e conflitos também movem os homens e remodelam as instituições.
Quanto mais profundamente compreendemos as causas de nossas paixões, menos o medo, o ressentimento e o desejo conseguem transformar nossa consciência em instrumento de suas próprias forças.
Uma paixão começa a perder seu domínio quando a consciência deixa de apenas sofrê-la e passa a compreender as causas que a produziram.
A razão não é a ausência de paixão, mas a capacidade de impedir que a paixão se apresente como verdade.
É comum sentir uma forte ligação emocional, que pode ser interpretada como paixão, ao se dedicar à Evangelização. Essa paixão surge do amor a Jesus Cristo e ao próximo, impulsionando a pessoa a compartilhar a mensagem do Evangelho com entusiasmo. A evangelização, quando feita com sinceridade e amor, pode despertar sentimentos intensos, semelhantes aos da paixão, pois envolve a entrega pessoal e a busca pela transformação do outro.
É comum sentir uma forte ligação emocional, que pode ser interpretada como paixão, ao se dedicar à Evangelização. Essa paixão surge do amor a Jesus Cristo e ao próximo, impulsionando a pessoa a compartilhar a mensagem do Evangelho com entusiasmo.
“Sou apaixonado por gente doida pela liberdade, pelas malucas de igualdade, ávidas de fraternidade.”
