Paisagem
não sou,estou longe de ser o homem mais desejado,
mas sou concerteza dentro de uma paisagem triste,
um dos mais felizes do mundo,
tenho a quem amo,
ao alcançe dos meus braços.
O trem passou...a paisagem agora é outra...tem-se uma estação de destino, a estação do desembarque. Não quero mais descer no desconhecido, no improvável, não quero mais perder-me, buscando desesperadamente a saída, e com isto entrando em vagões desconhecidos. Saindo muitas vezes mais perdida do que antes.
O trem passou... e graças aos céus a paisagem é paz...
Quando fico sem pensar
Quando olho a paisagem
Quando ando devagar
Quando choro sem motivo
Sempre fico a observar
As lágrimas em meu rosto
Se eu não posso disfarçar
Os soluços do meu choro
E então vem você
Com o melhor dos seus abraços
Eu me sinto tão segura
Quando estou nos teus braços
E se você não está aqui
Deixa estar, isso faz parte
Porque quando tú estás
Só sei fazer-nos rir.
Não deixe que sua vida vire simplesmente uma paisagem. Viva.. curta... aproveite o hoje pq amanhã poderá não existir mais.
A paisagem ao longe é muito bela, estando lá, tudo é comum e repetitivo. O mesmo acontece com os homens.
Senti a brisa que chegava á minha janela
Observei a paisagem lá fora, tudo era tão fresco.
Conte-me um segredo, pedi ao pássaro que avistava.
“O dia está lindo, minha menina”, disse-me ao pé do ouvido.
Concordei assim balançando a cabeça. Realmente o dia está lindo, senti assim com o coração.
A vida é como uma janela: Através dela vemos uma paisagem e vemos como ela é bela, porém quando nos distraimos, sem querer nossa respiração "embaça" essa janela fazendo com que mude nossa percepção. Não deixe que suas ações embacem a vida! Viva ela intensamente!
A razão atrapalha o curso da vida que, por suas razões, muda o percurso e a paisagem torna-se cada vez mais simplória. Perde todo o mistério e a beleza. Estamos caminhando rumo a um abismo onde não existe mais nada, apenas razões, boas ou más, não importa, não vêm ao caso, pois não nos seduzimos pelo acaso. Apenas pelas boas más e velhas razões!
Como numa noite escura e fria, eu preciso de você, como em um dia feliz a frente de uma paisagem linda, eu quero você.
Ela, tinha olhar de paisagem, do tipo que não se prendia a detalhes, era tão leve que chegava a dar medo de tocar. Ele, era o perfil desapegado, descrente, desligado, autosuficiente. Se encontraram num dia assim sem aviso, nem quente, nem frio, chovia levinho sem apagar o sol insistente de setembro. Se toparam numa rua, num parque, entre folhas secas e bancos de pedras, entre crianças e pessoas anônimas, não que tenham colidido fisicamente, mas suas vidas, ou apenas seus olhares, se enlaçaram sem pedir opiniões, e assim foi.
Ela, gostava do vazio, do simples, do abstrato que dava espaço para ela ser o que quisesse afinal. Ele, curtia as aventuras, as intensidades, as loucuras que não davam espaço para pensar no que queria ser enfim. Se encontraram num ano qualquer sem planejamento algum, sem idéias, nem futuros, pareciam-se nas diferenças sem deixar de se completar, não que fossem metades, nem que procurassem continuar ser no próximo. Ele aventurou-se nos vazios. Ela intensificou os simples. Os dois enlouqueceram de um amor abstrato, e não há quem diga que daria certo, e assim deu.
Ela, encantou-o com a leveza, mostrou os sonhos, as estrelas, os grãos de areia e o som dos pássaros nos amanhecer de sábados. Ele, conquistou-a com o inseguro, apresentou sensações, recordações, cores para os seus espaços p&b, enxeu de fotografias suas paredes outrora vazias, desnudas, sem qualquer tipo de ilusões, desiluções, passados, pessoas. Se envolveram sem idealizar segundos, sem olhar pro fundo, sem tocar o chão. Apagaram a existencia da saudade, a probabilidade de acabar e deixar sequelas..
Pra ela paredes de fotografias velhas, recordações que destruiriam o vazio, o abstrato, o simples ato de não ter, não querer, não sentir.
Pra ele a necessidade de simplificar, de abrigar, de se deixar, de se levar.
Seus olhos tinham o brilho das cores da aquarela,
Seu cabelo ao vento era a paisagem mais bela,
Tinha a complexidade de uma Vênus moderna,
Ascendeu ao azul do céu nos seus próprios pensamentos,
Não pensou no seu futuro, ela era o momento,
Vi a ponta dos seus pés no gelado do cimento,
Entre olhares meu desejo, povoar seu pensamento. ♪
NOITE...
Lua, estrela, núvens,
sonhos, desejos, ilusão.
A paisagem é escura
tudo é silêncio,
tudo é paz...
Uma paz irreal,
uma paz quieta, calma,
uma paz sem paz...
NOITE.
Momento de pensar, sonhar
recolher do ser.
Momento de confronto,
confronto entre sonho e realidade.
NOITE...
Momento de viver,
momento se sonhar,
momento de ser...
Ser da noite...
Vai chegar um dia que a paisagem de árvores perderá espaço para as paisagens de grandes construções.
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