Pais de Adolescentes

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ENTRE PAIS E FILHOS.
EVOLUÇÃO E RESPONSABILIDADE NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS À LUZ DA CONSCIÊNCIA ESPÍRITA.
A travessia histórica que experimentamos caracteriza-se por acentuado progresso técnico e simultânea instabilidade moral. A inteligência humana amplia suas conquistas científicas, mas o discernimento ético nem sempre acompanha tal expansão. Essa assimetria produz um fenômeno recorrente nas sociedades de transição. A ilusão de que liberdade exterior equivale automaticamente a maturidade interior.
A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec em 1857, estabelece distinção rigorosa entre progresso intelectual e progresso moral. Em "O Livro dos Espíritos", questão 780, afirma-se que o progresso moral acompanha o intelectual, mas nem sempre o segue de imediato. Há descompassos. Há atrasos da consciência. A ampliação de direitos civis e a multiplicação de recursos tecnológicos não garantem, por si, elevação ética.
Nesse cenário, a missão dos pais adquire relevo singular. Segundo a questão 582 da mesma obra, a paternidade e a maternidade constituem verdadeira missão. Missão não no sentido místico superficial, mas no sentido ético de incumbência deliberada. Educar um filho é participar do processo evolutivo de um Espírito que retorna à experiência corpórea com necessidades específicas de aprendizado.
A reencarnação, fundamento pedagógico da lei de causa e efeito, indica que cada criança traz consigo tendências, inclinações e desafios anteriores. Não se trata de determinismo, mas de predisposições que requerem orientação consciente. Pais e mães não recebem páginas em branco, mas consciências em elaboração. A tarefa educativa consiste em favorecer a retificação de inclinações inferiores e o florescimento das virtudes latentes.
Sob perspectiva psicológica, tal compreensão encontra paralelo nas teorias do desenvolvimento moral. A criança nasce com disposições temperamentais, porém a estrutura ética consolida-se pela interação com figuras parentais. O lar é o primeiro espaço de internalização de normas, de construção de autocontrole e de aprendizagem empática. A ausência de limites claros compromete a formação da segurança psíquica. Permissividade não é sinônimo de respeito. É frequentemente abdicação da responsabilidade formativa.
A mãe, historicamente associada ao cuidado primordial, exerce função estruturante na formação do apego seguro. Estudos da psicologia do desenvolvimento demonstram que vínculos estáveis favorecem a regulação emocional e a capacidade de confiar. Contudo, reduzir a maternidade a sentimentalismo seria empobrecer sua grandeza. A mãe educa também pela firmeza serena, pela coerência moral, pela presença vigilante que orienta sem humilhar.
O pai, por sua vez, não pode ser compreendido apenas como provedor material. Sua atuação consistente contribui para a consolidação do senso de responsabilidade e para a interiorização da autoridade legítima. A figura paterna simboliza referência normativa. Quando equilibrada, favorece a autonomia responsável. Quando ausente ou incoerente, pode gerar fragilidade na estrutura identitária.
Na perspectiva espírita, educar é cooperar com o aperfeiçoamento de um ser destinado à continuidade da existência além da matéria. Essa concepção amplia a gravidade de cada gesto cotidiano. Palavras impensadas, omissões reiteradas, exemplos contraditórios produzem marcas profundas. A educação não ocorre apenas nos grandes discursos, mas nos hábitos diários, na forma como os pais lidam com frustrações, conflitos e deveres.
A autoridade genuína fundamenta-se no exemplo. A tradição moral sempre reconheceu que o caráter se transmite mais por convivência do que por instrução verbal. Pais que exigem honestidade, mas praticam duplicidade, comprometem a credibilidade da própria orientação. A coerência entre discurso e conduta constitui o eixo da pedagogia doméstica.
Importa igualmente compreender que responsabilidade não significa controle absoluto. O excesso de vigilância pode sufocar a individualidade em formação. Educar é equilibrar afeto e disciplina. É permitir experiências graduais de autonomia, mantendo diretrizes firmes. A liberdade saudável é aquela que se exerce dentro de referenciais éticos estáveis.
A época contemporânea desafia a família com estímulos constantes, relativização de valores e cultura de imediatismo. Nesse ambiente, a missão parental torna-se ainda mais exigente. Exige presença qualitativa. Exige diálogo fundamentado. Exige consciência de que cada geração transmite à seguinte não apenas patrimônio material, mas herança moral.
A evolução coletiva principia no núcleo familiar. Reformas sociais autênticas emergem de consciências bem formadas. O lar antecede a escola e o Estado na construção do caráter. Quando mães e pais assumem a educação como dever sagrado e racional, contribuem para a edificação de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Educar, sob a ótica espírita, é também caminho de autotransformação. Ao orientar um filho, o adulto confronta suas próprias imperfeições. Aprende paciência. Desenvolve empatia. Exercita renúncia. A parentalidade converte-se, assim, em instrumento de progresso mútuo.
Liberdade verdadeira é aquela que se harmoniza com responsabilidade. Evolução autêntica é a que integra conhecimento e virtude. Mães e pais que compreendem essa distinção tornam-se artífices silenciosos do futuro moral da humanidade. No recolhimento do lar, longe dos aplausos públicos, forjam-se consciências capazes de renovar o mundo.
Educar é plantar no presente a dignidade que florescerá nas gerações futuras, e cada gesto consciente no interior da família é semente de um amanhã mais lúcido e mais nobre.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

Que privilégio tiveram seu pais
que ao nascer, admirou tanto você!
Viu seus olhos brilharem e quando você
chorava, Eles estavam ali falando...
- Está tudo bem!
- Está tudo bem! Estamos aqui...

Criança mimada é falta de educação, sim. E a culpa é dos pais!

Estamos criando uma geração de crianças mimadas, mal educadas e que não sabem ouvir um “não” sem agir como se seu mundo tivesse acabado. Elas não possuem uma educação emocional saudável e, por isso, não sabem lidar com as frustrações que a vida coloca em seu caminho.

E, por mais que seja difícil de aceitar, na grande maiorias das vezes, a culpa é dos pais, que não são preparados para a responsabilidade de criar uma criança, como todas as nuances que esse trabalho apresenta.

A psicóloga Laurema Suckow de Castro acredita que essa geração de “crianças mimadas” está se formando influenciada por diversas mudanças que estamos vivendo nos âmbitos social e econômico.



“O pais e as mães estão muito mais ausentes, trabalhando muito. As crianças ficam muito ligadas a aparelhos tecnológicos, com pouco contato com a família. Isso desencadeia um comportamento social sem muitos limites”, diz.

Para compensar a falta que fazem, os pais acabam desencadeando um comportamento vicioso. Eles oferecem bens materiais para os filhos e evitam repreendê-los, já que a culpa da ausência já dói demais. Os filhos, por outro lado, ficam confusos e muitas vezes se aproveitam da culpa dos pais para ganho próprio e agem sem nenhuma consideração e respeito, comportamentos que permanecem até a vida adulta, influenciando diretamente em sua qualidade de vida.

“Uma criança mimada é uma criança que tem baixa tolerância à frustração. Não sabe ouvir um não e não consegue se comportar bem socialmente (…) Esse “não consegue” passa pela questão da criança saber que os pais não vão repreendê-la em um lugar público, por isso acaba colocando a família em situação constrangedora”, explica Laurema.

Como lidamos com essa situação?
É muito complicado saber o que fazer em determinadas situações. Sempre temos as melhores intenções no coração, mas colocá-las em prática pode ser mais complicado do que parece. Por mais que desejemos ser amigos de nossos filhos, em alguns momentos temos que ser pais de verdade, ser firmes e tomar decisões que não nos agradam.

Precisamos estabelecer limites, compreendendo que eles são fundamentais para formar o caráter de nossos filhos e que a educação é melhor herança que podemos deixar para eles.

Apesar de parecer simples, muitos pais não conseguem estabelecer limites saudáveis para os filhos e acabam colocando essa responsabilidade para os outros, escolas, especialistas, o que não é certo. É uma habilidade que precisam desenvolver, porque crianças precisam de limites colocados pelos pais. A função dos pais não é apenas dar amor e carinho, é também educar.

Laurema comenta que está cada vez mais comum os pais encontrarem explicações científicas para os comportamentos mimados de seus filhos, diagnosticando-os como hiperativos e explica que há uma grande diferença entre as duas coisas:

“Há diferenças grandes entre uma criança com alguma síndrome e uma criança sem educação, sem limites. Os pais não podem confundir. Na dúvida, é importante buscar orientação.”

Além disso, também oferece dicas especiais para lidar com as crianças mimadas e manhosas:
Tenha controle da situação. Lembre-se: quem sabe o que é melhor para as crianças são os adultos e não elas.
Seja firme. Não volte atrás em uma decisão. A criança precisa confiar e sentir-se segura com a decisão do adulto.
Não sofra. Saiba que dar limites é positivo para a criança. Uma criança mimada é manipuladora e sabe o “ponto fraco” dos pais. Não caia no jogo.
Fuja do consumismo. Não tente compensar o tempo que você passa fora com presentes. O que vale é a qualidade do tempo também, portanto, presentes, só em datas especiais.
Dê tarefas para que as crianças cumpram, de acordo com a idade e maturidade delas. Estimule a independência.
Faça combinados e mantenha as regras. Antes de sair de casa para um passeio, lembre os acordos da família: nada de birra, manha ou pedir para comprar alguma coisa. Não dá para fazer tudo o que as crianças querem, isso prejudica um crescimento saudável!

veja como Deus guardou o que Abraham Lincoln, tinha de melhor para o seu país e seu povo...
esperou ele ter a maturidade e responsabilidade dos 60 anos, e com experiência de suas derrotas.
para ele dar o seu melhor que ele tinha para seu povo e seu país...
e você não pense e nem lamente seus tropeços e derrotas.
você pode esta sendo preparado para vencer a melhor batalha de sua vida.

O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.

Durante muito tempo, pais e mães se orgulharam de dizer: “meu filho é obediente”. E, por trás desse orgulho, quase sempre havia um menino ou uma menina que sabia exatamente o que devia fazer para não contrariar os adultos, para não desagradar, para ser aceito. Crianças silenciosas, contidas, adaptadas. Crianças que aprendem cedo a dizer “sim”, mesmo quando querem dizer “não”.

Mas obediência cega não é virtude — é risco.

⁠Nunca esconda dos seus pais os seus maiores segredos, pois os seus amigos não estarão lá no buraco que está cavando com suas mentiras.

Inserida por artigos_diversos

Coronavírus.
Chegou para unir uns, separar alguns e mudar a forma como todos viam a vida.
Infelizmente muitos só aprenderam com a pandemia, passando cada minutinho com a sua família, percebendo o quanto é importante a vida, a família, seu relacionamento.
Cada abraço e beijo que desejaríamos dar em filhos e amigos que estão distantes, mas até quem está perto temos que demonstrar todo o carinho que não era demonstrado antes por falta de tempo, ou até de percepção mesmo.
Ame hoje, abrace hoje, aproveite sua família hoje, pois amanhã pode faltar alguém e será tarde demais.

Amor sólido

É comum ouvirmos a citação do belíssimo texto do capítulo 13 da primeira carta aos coríntios em cerimônias de casamento. Todavia, esse texto foi originalmente endereçado a uma igreja. Por isso, podemos dizer que esse escrito paulino carrega a referência sobre a necessidade de caminharmos amorosamente em qualquer tipo de relacionamento. Segundo o apóstolo, o caminho do amor é "sobremaneira excelente." (1 Co 12:31)

Contudo, esse caminho parece ter sido esquecido pelo ser humano contemporâneo. Vivemos em um mundo "capitalcêntrico" que nos julga num piscar de olhos pelo que temos e não pelo que somos. Afinal, a engrenagem de ouro que faz a sociedade funcionar é o consumo. Todos os anos somos convencidos de que o celular que possuímos já não serve, de que nossas roupas já estão fora de moda, de que nosso computador está obsoleto e de que, para fazer a engrenagem girar, devemos consumir ainda mais. Entretanto, um grande problema causado por esse "modus vivendi" é que esse tipo de lógica migra para nossas relações e gera o que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de amor líquido. As pessoas vivem relacionamentos sem solidez e que não perduram pelo fato de, mesmo sem saber, estarem consumindo o outro.

Se quisermos fugir dessa liquidez, devemos relembrar as orientações de Paulo sobre o amor. Para ele "o amor não busca os próprios interesses", "tudo crê, tudo espera e tudo suporta". Por isso, o outro não é consumível e descartável, mas imprescindível. Como escreveu Erich Fromm em "A arte de amar": "O amor imaturo diz: eu te amo porque preciso de ti. O amor maduro diz: preciso de ti porque eu te amo." Ou seja, nunca construiremos relações consistentes e maduras se, ao primeiro sinal de insatisfação com o outro, simplesmente o descartarmos.

Portanto, que "emanemo-nos amor", como diz uma canção popular e percebamos a importância de construir relacionamentos sólidos e profundos que perdurarão para a eternidade como nosso maior legado.

Não há nem nunca houve um projeto sólido com ênfase na cultura, na política deste país. Os governantes simplesmente não sabem o que fazer com ela.

Miguel Falabella

Nota: Fragmento revista ISTOÉ de 28052008

Quando em algum país o governo comete injustiças, então o único lugar onde um cidadão honesto pode viver, é na cadeia.

O Brasil é um país úmido e hereditário. As coisas se estragam com a umidade e passam como estão para a geração seguinte, aí se estragam mais.

Tom Jobim

Nota: Em entrevista ao GLOBO ao completar 60 anos, em 25/01/1987.

Existem 3 tipos de amores, de pais, de filhos e de companheiro/a.Nenhum substitui o outro. Mas amor infinito e que nos protege e nos dá segurança é o amor dos pais.

Os baixistas são incompreendidos,
Os vocalistas cantam para você dormir,
Os bateristas batucam para você acordar,
Mas os guitarristas, ah os guitarristas...
Dedilham até te levar ao céu!

Há um tempo dentro do tempo, que não é este tempo, tem outro ritmo de tempo que se está a aproximar. Rui Pais

A Amizade vedadeira

Inserida por Luanagatinha123

Quando tiveres uma lágrima de tristeza, parte-a ao meio, dá-me metade e chorarei contigo. Quando eu tiver um sorriso de alegria dou-te inteiro so para te ver feliz!

Hoje não sou nada! !Mas amanhã? Então não me julgues hoje, para não ter que te condenar amanhã
(Rodrigo Aragão)
Se me perguntar se vou chorar quando você morrer, a minha resposta é não!!!
Pois eu vou morro também!

Inserida por Luanagatinha123

Os amigos que morrem são arbóreos,
plantados e memoráveis como freixos.
Um freixo, que vejo entre árvores
como a aura, o tronco novo
sulcado de rasgões, a raiz curta
comparável à memória viva enterrada.
Têm uma única forma até à morte, próximos do Sol,
que torna as outras árvores mais ténues que os isolados freixos.

Inserida por pensador

Porque deste a teu filho asas de plumagem e cera
se o sol todo-poderoso no alto as desfaria?
Não me ouviu, de tão longe, porém pensei que disse:
todos os filhos são Ícaros que vão morrer no mar.
Depois regressam, pródigos, ao amor entre o sangue
dos que eram e dos que são agora, filhos dos filhos.

Inserida por pensador

A partir do silêncio as formas vão ganhando corpo com a alma de cada artista. Rui Pais

Inserida por ruiemanuelpais