Pai para Filho Recém-Nascido
Aula de filosofia
Eu só te poderia dar uma noção do nada se não tivéssemos nascido. Agora é tarde, é muito tarde, minha filha... Ah, deliciosamente tarde!
Vivendo em amor e nascido dentro do amor, o que sobra no túmulo quando a vida termina também não é nada mais que o amor.
Ter nascido há dez mil anos atrás não foi um privilégio de Raul Seixas. A diferença é que nem todos nós sabemos demais.
No mundo não há nada que tenha nascido só para si mesmo. Todas as coisas nasceram para as outras. Eu existo para você e você existe para mim.
Trago em meu peito hoje um orgulho de ter nascido a mulher que me tornei. Nas batalhas vividas tirei proveito de quase todas. Mesmo em momentos sofridos, tirei deles as melhores referências.
Hoje minha homenagem vai para todas as mulheres que de uma forma ou de outra lutam para ter seu lugar merecido!
Parabéns!
A cor da minha pele não define meu caráter.
Sou negro nascido em favela, mas escolhi não ser vítima da sociedade.
Tirei dos becos e vielas exemplos pra impor em meio a sociedade, que o sucesso em minha vida veio das minhas escolhas. E eu escolhi não ser um covarde...
É inaceitável pensar que sou melhor ou pior somente por ter nascido negro ou branco, por ter escolhido uma religião ou pertencer a uma tribo.
Uma vez fiz uma pergunta a um velho.
-Será que eu mereço ter nascido?
Ele me respondeu com tanta franqueza.
-Viva e você saberá se merece ou não ter nascido"
VLADIMIR HERZOG ou VLADO HERZOG
Nascido na Iugoslávia em 27 de junho de 1937, Vlado Herzog veio Brasil com os pais, de origem judaica, que temiam a perseguição nazista instaurada em grande parte da Europa durante a Segunda Guerra. Naturalizado brasileiro, passou a assinar Vladimir. Residente em São Paulo, formou-se em Filosofia no final dos anos 50 e ingressou no jornalismo. Dedicou-se também em projetos de cinema, teatro e fotografia.
Na última semana de outubro de 1975, desenhou-se uma crise política a partir de São Paulo. Por suspeitas de ligação com o Partido Comunista, muitas pessoas acabaram intimadas e presas, entre elas intelectuais e jornalistas. Um deles foi Vladimir, que se apresentou para depoimento no DOI-CODI no dia 25 de outubro.
Horas depois, o comando do centro de operações divulgou nota oficial informando que o corpo de Herzog fora achado numa cela, enforcado. As autoridades de segurança explicaram que ele se suicidara, após escrever um bilhete que acabou rasgando.
Então diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo, Vladimir tinha 38 anos, era casado e pai de dois filhos.
Houve um culto ecumênico na Catedral de São Paulo, presidido pelo Cardeal Paulo Evaristo Arns, em ambiente de grande comoção, reunindo uma multidão sem precedentes deste a instauração do AI-5. Um inquerito foi realizado naquele mesmo ano, confirmando a versão de suicídio.
Somente dois anos mais tarde, a União seria culpada pelo assassinato de Vladimir Herzog, graças à perseverança da corajosa família Herzog em busca da verdade. A sentença foi um grande passo na luta pela defesa dos direitos humanos no país. Revelou a articulação do inquérito policial-militar para atenuar a atuação dos órgãos de repressão que, numa época sombria, prendiam, torturavam e matavam quem divergisse do poder político, achando-se donos da vida desses, e de nossas memórias. E abriu precedente para que outras famílias brasileiras pudessem exercer o seu direito: apurar e esclarecer o paradeiro de parentes desaparecidos após prisão política, durante a ditadura.
Se não tivessem lhe extirpado o direito à vida, talvez Vladimir pudesse celebrar hoje com seus familiares e amigos seu aniversário de 75 anos.
Não sei ;/ mas tem horas que num e gostaria nem de ter nascido,porque ai eu não teria nem te conhecido,mas o mais bonito de ter conhecido você foi pelo menos uma vez,eu já ti fazer sorrir,mas ainda não sei se devo continuar ou levantar a cabeça e seguir enfrente,já fiz muito isso mas oque eu sinto por você é forte demais ...
Naqueles dias que você queria ter nascido com o dom de ler pensamentos, corações e as entrelinhas...
Eu teria muito a reclamar, se não houvesse nascido... Estou tendo apenas que (re)fazer algumas calibragens não programadas.
Que culpa eu tenho de ter nascido assim? Louca, cheia de desejos incontroláveis, sem medo, sem limites, e com uma coragem absurda de assumir minhas vontades! Pois é, eu me aceito, eu me amo, e o que você pensa sobre mim não me afeta!
O milhoo e a Galinha
Milho: Nascido de família tradicional, bem criado, educado, e repeitado.
Galinha: Família tradicional, educada, bem criada, respeita, porém tem reputação de que não presta.
Milho: Não faz mal a ninguém, quer apenas o bem perante todos e há todos.
Galinha: Só come, e se importa apenas com seus desejos particulares, e o resto é resto.
-Quero ser um milho.
Queria ter nascido na época das vitrolas.
Dos bons e velhos Flipperamas.
Dos charutos exuberantes.
Ter pego o começo do rock alternativo.
Ter andado de carango pelas estradas vazias.
Ter frequentado a Casa da Eny.
Ter quebrado as suzy's antes das barbie's.
Carrego comigo vontades antigas.
Manchadas de preto e branco.
Eu penso, sinto e desejo.
Coisas que se perderam entre as cinzas e as fumaças
Entre os ossos e os cadáveres dos meus hérois.
Minha boca é o porta voz do meu coração.
Sinto falta das verdades nas coisas.
Está tudo vago, repetido, morno.
Sinto falta das verdades nas pessoas.
Estão todas sem palavras, com falsas promessas.
Sem um pingo de senso comum e senso crítico.
Sem um pingo de amor.
Escuto muito por ai:
- 'Você não deve mudar por nada nem por ninguém'.
Que tolo. Você chegou aqui como então? Do nada?
Você que não deve deixar que as pessoas
Te levem a essência, a alma...
Como um pulhado de farinha nas mãos embora.
Mude por alguém. Mesmo que não haja resultados.
A pior coisa do mundo é ter saudades do que não viveu.
A pior coisa do mundo é ter saudades de si mesmo.
