Pai Nao Entende nada
Me diga, por favor, qualquer coisa bonita. Senão morrerei hoje!Senão morrerei agora. Você entende o que é morrer? Eu gosto de escrever poemas pra você. Eu gosto de escrever quando estou triste. Quando estou com raiva de nós, tenho vontade de gritar. Sabe o que eu queria gritar agora? Que te amo, apesar de tudo. Apesar mesmo. Eu não sei quando morrerei, mas se eu morresse hoje, você me diria coisas bonitas?
Ninguém entende esse amor que sinto por você. Para ser sincera, nem eu mesma entendo. Só sei que sinto e que nunca diminuiu um mm sequer.
Eu sou do tipo de pessoa mais difícil de lidar, a pessoa que você entende uma hora e, depois de algumas palavras você já não entende mais. Sou errante, sou errado, sou “o erro” de tudo, não consigo socializar muito bem com as pessoas, mas me apego fácil perante dois dias de uma boa conversa. Desmorono por dentro por coisas fúteis que não afetam uma criança de 9 anos. Esse sou eu, difícil de ser, de conviver, de viver.
Aquilo que me interesse é somente viver, entende o que quero dizer? Pensar positivamente, puro e claro. E poderei caminhar sempre com a cabeça erguida a fazer as coisas livremente.
Depois de um tempo você entende,
Que ostentação é ser feliz e ter pessoas verdadeiras nesse mundo de mentiras.
Quando perguntarem, com desdém, se você entende de vinhos ou de arte, por exemplo, diga que você entende de você e que sabe exatamente o que você gosta e o que você não gosta. Comigo tem funcionado!
Graças a dureza da vida e ao mau tempo,
A gente entende que a força em superar é do tamanho da fé que depositamos em nós mesmos e na grandeza dos céus.
Quanto mais desejamos vencer mais perto chegamos do que viemos almejando.
É quando o nosso coração mais dói
que Deus vem,nos abraça
e maravilhas acontecem.
12/11/18
Aos 15 anos a gente quer abraçar o mundo e entende que nem toda dança será uma valsa de iniciante. Falamos mais alto. Enfrentamos e magoamos duramente aqueles que ainda não entenderam que estamos crescendo e ainda nos enxergam como uma criança. No fundo, não compreendemos nada e queremos explicar tudo. E entre achismos e achados, vamos redescobrindo o sentido. Vamos apurando os sentidos. Entre experimentos e amores, vamos vivendo os sentimentos. Fazemos confusão por tudo e gritamos por nada. Gritamos contra tudo e acreditamos que todos estão contra os nossos sonhos. Não queremos revolução, só uma revolta sem causa específica atenta as vontades. Aos 15 anos fazemos besteiras, falamos bobagens e enfiamos o pé na jaca. Não somos tão livres, mas ao mesmo tempo estamos presos na arrogância desmedida. Ignorantes na arte do querer por querer. Aos 15 anos somos ventania. Caminhamos nos equilibrando em um fio de lã entre a tristeza e a alegria. Temos medo de cair, mas podemos voar. Na verdade enxergamos as asas, mas não sabemos exatamente como usá-las.
Ninguém entende ninguém. Tudo é interstício e acaso, mas está tudo certo.
O silêncio é minha nota musical que me fala, me ouve, me entende, me cala. O silêncio em mim é harmonia.
Quem dera eu fosse capaz de compreender a perfeição do amor ou fosse eu capaz de entende-ló em toda sua magnitude e fervor, certo estaria nesse momento se capacidades eu as tivesse ao menos poder explicar ao meu coração o porque de tamanha dor. Mesmo assim eu não tenho dúvida que um fadário de dissabor lhe torna mais vivo que um fado de uma vida inteira VAZIA sem saber, conhecer ou poder sentir a virilidade e alacridade do que é AMAR
Gosto de conversar contigo, sabe, me completa, fala minha língua, me entende como ninguém. Oh, suavidade do teu jeito, que acalma minha ansiedade. Tranquilidade dos eleitos que só uma perfeita afinidade permite. Conversar sobre coisas amenas, perguntar, "como foi seu dia?", "como é que está?", "tá bem?". Sobre coisas grandes, atualidades, assuntos sérios de todo mundo, coisas corriqueiras ditas no noticiário das 8. Vale a intenção, a consideração, a disponibilidade. O mundo é tão hostil, tudo tão brutal, um soco na boca do estômago da realidade, só tédio, tristeza, monotonia, cada um por si, na sua redoma de vidro, armadura de cavaleiro medieval, frieza glacial. Tua presença é qualquer coisa de luz, um farol no mar bravio ao marinheiro desesperado, a chama de uma vela na escuridão brutal, uma estrela na noite fria dos meus dias, uma musica não sei de onde, um som de flauta, tu não chega como qualquer um, surpreende, chega chegando, entende? Um dia sem você faz muita falta, fica um vazio, um oco nas horas, incompleto. A velha historia do bater o ponto, marcar presença, ser o diferencial, fazer a diferença.
Ser flor fez ela se cobrir em espinhos.
E só entende isso quem já passou por essa sensação de ser usada.
Sabe aquele tipo de garota que te espera com janta pronta, que compra a calcinha pensando em surpreender?
Sabe aquele tipo de mulher que faz planos, que desenha as etapas da vida e faz questão de colocar alguém junto dela Pois é, ela já foi dessas. Acreditava nas palavras, muitas vezes foi contra a própria intuição, brigou com família e amigos para provar que aquele cara valia a pena.
Ela era assim... flor... e como toda flor aprendeu da pior forma o porquê de as flores mais bonitas precisarem de espinhos.
Parece por vezes fria e distante? Não aceita qualquer convite? Desconfia das palavras e de pessoas que chegam oferecendo muito? Saiba que em outras épocas ela se entregou, ela acreditava e apostava alto no relacionamento.
Até que um dia ela percebeu o preço de ser flor. Precisava decidir entre mudar o que era ou aprender a defender-se. Hoje, essa garota tão diferente, segue sendo flor, mas já não é para qualquer um, não é qualquer mão que lhe toca nem qualquer palavra que a faz entregar os perfumes.
Ela aprendeu na dor que antes de ser flor precisa ser-se também espinhos.
Felipe Sandrin
