Pai Nao Entende nada
O que a gente faz quando dá tudo da gente e não recebe nada?
Que seu amor não foi suficiente ou sei lá, você não foi amado como deveria ter sido...
O que a gente faz quando percebe que fez tudo mas ao mesmo tempo não fez nada? E que o amor invés de construir sente sufocou....
A gente se sente incapaz, se sente impotente , se sente enfraquecido...
E com aquele nó na garganta de um adeus que nunca foi dito porque não teve chance ou a pessoa não teve coragem....
Não há nada mais bonito que uma arte nascida de uma dor genuína. Por isso "artistas torturados" costumam ser gênios em suas artes.
- Marcela Lobato
O topo mais alto do mundo não serve para nada se para chegar lá você precisou esmagar quem estava no caminho.
O escárnio é a assinatura de quem não tem nada por dentro para oferecer; a gentileza é o tesouro dos verdadeiramente fortes.
Quem não dá nada aos outros nunca recebe qualquer coisa de volta.
Aquele que só deseja ter mais no fim das contas, é alguém que não tem nada.
E quem nada consegue construir por conta própria, acaba condenado a morrer na solidão.
(Arfa)
Senhor Deus, hoje eu não quero pedir nada. Eu só quero agradecer. Obrigada por cada amanhecer, por cada livramento, por tudo que chegou e até pelo que não aconteceu. Que eu nunca me esqueça: ter-Te comigo já é a maior bênção.
"Minhas alegrias passageiras que se eternizaram e a sabedoria de que não sou nada de novo."
- Insistência, Vida e Poesia
Paz de Viver
Paz de viver é acordar
e não dever nada ao ontem.
É tomar um café devagar
e ouvir o silêncio sem pressa.
É ter o coração leve,
mesmo quando o mundo grita.
É escolher o que soma,
e soltar o que tira a força.
Paz é casa por dentro.
É perdoar, é agradecer,
é dormir sabendo que fez
o melhor que podia hoje.
Não depende de ter tudo.
Depende de ter o essencial:
saúde, gente boa, fé,
e a certeza de que Deus cuida.
Paz de viver é isso:
viver simples, viver inteiro,
plantar calma onde passar
e colher serenidade.Paz de Viver
Paz de viver é acordar
e não dever nada ao ontem.
É tomar um café devagar
e ouvir o silêncio sem pressa.
É ter o coração leve,
mesmo quando o mundo grita.
É escolher o que soma,
e soltar o que tira a força.
Paz é casa por dentro.
É perdoar, é agradecer,
é dormir sabendo que fez
o melhor que podia hoje.
Não depende de ter tudo.
Depende de ter o essencial:
saúde, gente boa, fé,
e a certeza de que Deus cuida.
Paz de viver é isso:
viver simples, viver inteiro,
plantar calma onde passar
e colher serenidade.
Não me importa com quem ficou, nada disso me importa, seu passado será seu passado, o que eu quero é ser seu presente e futuro, entenda garoto tudo o que quero é o seu amor.
No tribunal da verdade , prevalece a justiça, onde nada se esconde que não há de se revelar , pois Deus oferece muitas oportunidades para que a libertação seja alcançada através do arrependimento.
João Batista Barbosa
A FLOR NASCE ONDE NADA DEVERIA NASCER.
CAP. XXII.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 2025.
A flor nasce onde nada deveria nascer. Não por milagre, mas por insistência ontológica. O deserto não a acolhe, não a protege, não a celebra. Ainda assim ela surge, portando em si uma dor que não reclama e uma beleza que não pede testemunhas. Sua raiz aprende cedo que viver é beber da escassez e transformar a aridez em seiva lenta. Essa flor não ignora o sofrimento. Ela o conhece intimamente e por isso floresce com gravidade.
O filósofo aproxima-se com o passo de quem já atravessou muitas ideias e poucos silêncios. Catedrático do pensamento, erudito da linguagem, traz nos olhos o cansaço de quem compreendeu demais e ainda assim não encontrou repouso. Ele observa a flor não como botânico, mas como consciência ferida. Reconhece nela aquilo que sempre buscou formular. A dor que não se justifica. A beleza que não consola. A permanência que não promete recompensa.
A flor bebe do deserto sem pedir permissão. Cada gota é extraída do nada. Cada pétala sustenta um equilíbrio improvável entre o colapso e a forma. Nela a dor não é acidente. É condição. E exatamente por isso é sublime. O filósofo compreende que toda construção interior digna nasce dessa mesma lógica. Não do excesso, mas da falta sustentada com lucidez.
Quando ele se inclina, não é para colher. É para aprender. A flor não oferece respostas, mas oferece água. Não água abundante, mas suficiente. O suficiente para que o pensamento não morra de sede. Ao beber, o filósofo percebe que também dá de beber. Sua atenção, seu silêncio, sua presença devolvem à flor aquilo que ela jamais pediu, reconhecimento. Entre ambos estabelece-se uma ética muda. A flor ensina a permanecer. O filósofo aprende a não exigir sentido imediato.
Ao íntimo esse encontro revela uma verdade incômoda. O espírito amadurece não quando elimina a dor, mas quando aprende a sustentá-la sem deformá-la. A flor não nega o deserto. O filósofo não nega sua fadiga. Ambos coexistem com o limite. Essa coexistência é o que permite que algo permaneça vivo sem se iludir.
Há algo de profundamente lúgubre nesse cenário. Não há redenção visível. Não há promessa de chuva. Apenas a continuidade austera de existir. Ainda assim, há dignidade. A flor não se curva. O filósofo não se desespera. Entre eles circula uma compreensão silenciosa. A dor pode ser morada. A aridez pode ensinar. O pensamento pode beber sem se embriagar.
E assim, no coração do deserto, a flor segue aberta não para ser vista, mas para ser verdadeira. O filósofo afasta-se transformado não por esperança, mas por clareza. Ambos permanecem. Um enraizado. Outro caminhante. Unidos por uma dor que não pede piedade e por uma beleza que não se explica, apenas se sustenta.
Capítulo XIX
ONDE NADA FICARÁ, EXCETO O QUE NÃO FOI TOCADO.
Livro: Não Há Arco-iris No Meu Porão.
Autor:
* Escritor:Marcelo Caetano Monteiro
* Joseph bevouir - Escritor.
“Entre mim e Camille, não há distância. Há reverência.”
— Joseph Bevoiur, pensamento não pronunciado, jamais escrito.
Não haverá eco.
Não haverá papel amarelado,
nem vestígio deixado entre tábuas podres ou livros ressequidos.
Nada restará ao mundo
daquilo que entre nós jamais foi dado,
e por isso permanece.
O que houve se é que se pode chamar de haver não se dobra em datas,não cabe em epitáfios,
não tolera testemunhas.
Foi um amor tão absoluto
que não ousou acontecer.
E é por isso que resiste.
Pois tudo o que se consuma,
morre.
Camille Marie Monfort existe em mim como um cântico que jamais foi entoado,mas que ressoa em cada vértebra da minha alma.
Não se toca Camille.
Ela não habita o passado, nem o futuro.
Ela está no centro exato da ausência.
Cada vez que tentei nomeá-la,ela me escapou.
Cada vez que a desejei,
ela me silenciou.
E por isso a amo.
E por isso não a tenho.
E por isso — ainda assim sou inteiro com ela.
(Este capítulo não será encontrado. Ele apenas acontece quando alguém o sentir e depois, se dissolve. Assim como ela.)
É melhor criticar a conduta de um amigo e perder a sua amizade do que não fazer nada e vê-lo cair no abismo.
