Pai Nao Entende nada
"Não há nada de errado em chorar, em sentir o peso do vazio ou em achar que o mundo perdeu um pouco da cor por um tempo. Isso faz parte da nossa humanidade. O que não podemos é transformar o luto em moradia."
Do nada, tudo!
E quando eu pensei que eu não era um nada,
Ela veio sorrindo e disse:
Não existe uma pessoa mais preciosa neste mundo, jamais encontrarei alguém igual a você.
🐺
Não me resta mais nada a fazer agora. Acabei errando e, mesmo você não se afastando e não querendo que eu me afastasse, já me olhava com outros olhos.
E agora estou decepcionado comigo mesmo, fui incoerente nas minhas próprias palavras e acabei perdendo a oportunidade com você.
Mas se nada vai me trazer ou devolver o que era antes, não posso me afundar nesse erro.
Fiquei pensando que, se você soubesse que aquela seria a última vez que a gente iria se ver, se ainda me deixaria ir. Acho que você deixaria, enfim.
Chegou no fim quando faltou sinceridade.
"Não sentir vontade de fazer nada" não é tristeza, desânimo ou frustração. É, na verdade, um alívio — um tempo indefinido de descanso, relaxamento e paz. É como se fosse um descarrego de pesos desnecessários, uma eliminação de vontades que, no fundo, nunca foram realmente nossas. Esse momento é de reflexão profunda, um encontro consigo mesmo, uma oportunidade para o autoconhecimento e o autodescobrimento. O "nada" se transforma em uma passagem, nos trazendo de volta à nossa essência, à realidade de quem somos, às vontades simples, reais e verdadeiras, aquelas que se encontram na tranquilidade do ser e não na pressão do fazer.
As pessoas têm um pavor do "não faço nada da vida", sendo que é justamente esse "não fazer nada" que você descobre o que de fato ama fazer na vida. Basta não se cobrar, não se pressionar, não se culpar, que com o tempo, naturalmente, vai aparecendo o que ama fazer na vida.
O niilismo não é uma profundidade, é uma desistência com nome chique. Chamar o 'nada' de filosofia é como chamar o escuro de iluminação; é o refúgio dos que têm medo de construir valor.
Não existe nada mais perverso do que um ignorante tentando validar seu ódio chamando literatura barata de "vontade divina".
Se deus não existe, o religioso é o devoto do vácuo: ninguém adora o nada com tanto fervor quanto aquele que santifica a mentira.
Não existe criação do nada absoluto, apenas transformação da matéria anterior. Se deus existe, ele teria que usar partes do próprio corpo para criar o universo.
Nada nasce do nada. Um deus que cria precisa de matéria, e um deus material não é origem de tudo, mas só mais uma criatura tardia do caos.
A mente precisa de novas ideias para evoluir, mas o deus cristão não trouxe nada de realmente novo nos "dez mandamentos": muitos já existiam como leis em diversas sociedades anteriores.
