Pai Nao Entende nada
Dá-te e não esperes nada em troca, a tua semente dará os frutos que Deus achar que tu mereces!
O irmão ou irmã a quem tu amas, ou ajudas na hora da necessidade, e se esquece de ti na hora seguinte, fará também suas contas com Deus, terá o que precisa e não o que deseja!
Só deves ter em conta os teus gestos, as tuas palavras e os teus pensamentos, que não escapam a Deus, Ele está contigo e tudo sente, e sabe da tua vontade sincera, que tens em melhorares-te como ser!
Tudo o que precisares para isso, Ele arranjará maneira, que não te faltem ferramentas, para trabalhares e concluíres a tua missão.
Espera só em Deus, o reconhecimento correto.
Não se tornem dependentes de nada, nem ninguém! Só somos felizes sem apego, livres, para seguir a vontade de Deus! Porque senão, estamos sempre a caminhar com muletas, faltando, caímos de novo.
Deus não nos força a nada, dá-nos toda a liberdade para escolhermos ser felizes ou errar, e ajuda-nos a emendar o erro se for essa a nossa vontade.
Já que todos fazemos parte d'Ele, Ele sente o bom e o mau em nós.
Então melhor fazê-LO feliz todos os dias da melhor maneira que soubermos e com certeza que sentiremos a mesma felicidade em nós.
A FLOR NASCE ONDE NADA DEVERIA NASCER.
CAP. XXII.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 2025.
A flor nasce onde nada deveria nascer. Não por milagre, mas por insistência ontológica. O deserto não a acolhe, não a protege, não a celebra. Ainda assim ela surge, portando em si uma dor que não reclama e uma beleza que não pede testemunhas. Sua raiz aprende cedo que viver é beber da escassez e transformar a aridez em seiva lenta. Essa flor não ignora o sofrimento. Ela o conhece intimamente e por isso floresce com gravidade.
O filósofo aproxima-se com o passo de quem já atravessou muitas ideias e poucos silêncios. Catedrático do pensamento, erudito da linguagem, traz nos olhos o cansaço de quem compreendeu demais e ainda assim não encontrou repouso. Ele observa a flor não como botânico, mas como consciência ferida. Reconhece nela aquilo que sempre buscou formular. A dor que não se justifica. A beleza que não consola. A permanência que não promete recompensa.
A flor bebe do deserto sem pedir permissão. Cada gota é extraída do nada. Cada pétala sustenta um equilíbrio improvável entre o colapso e a forma. Nela a dor não é acidente. É condição. E exatamente por isso é sublime. O filósofo compreende que toda construção interior digna nasce dessa mesma lógica. Não do excesso, mas da falta sustentada com lucidez.
Quando ele se inclina, não é para colher. É para aprender. A flor não oferece respostas, mas oferece água. Não água abundante, mas suficiente. O suficiente para que o pensamento não morra de sede. Ao beber, o filósofo percebe que também dá de beber. Sua atenção, seu silêncio, sua presença devolvem à flor aquilo que ela jamais pediu, reconhecimento. Entre ambos estabelece-se uma ética muda. A flor ensina a permanecer. O filósofo aprende a não exigir sentido imediato.
Ao íntimo esse encontro revela uma verdade incômoda. O espírito amadurece não quando elimina a dor, mas quando aprende a sustentá-la sem deformá-la. A flor não nega o deserto. O filósofo não nega sua fadiga. Ambos coexistem com o limite. Essa coexistência é o que permite que algo permaneça vivo sem se iludir.
Há algo de profundamente lúgubre nesse cenário. Não há redenção visível. Não há promessa de chuva. Apenas a continuidade austera de existir. Ainda assim, há dignidade. A flor não se curva. O filósofo não se desespera. Entre eles circula uma compreensão silenciosa. A dor pode ser morada. A aridez pode ensinar. O pensamento pode beber sem se embriagar.
E assim, no coração do deserto, a flor segue aberta não para ser vista, mas para ser verdadeira. O filósofo afasta-se transformado não por esperança, mas por clareza. Ambos permanecem. Um enraizado. Outro caminhante. Unidos por uma dor que não pede piedade e por uma beleza que não se explica, apenas se sustenta.
A gente tem medo: medo da vida, medo de nada dar certo, medo do que nos espera, medo de não ser suficiente para nós, medo de não nos encontrar. Em alguns momentos da vida, enfrentamos diversos tipos de medo.
Nos dias mais cinzentos, acordar parecia não fazer sentido. Nada importava e o mundo lá fora perdeu o valor diante da minha dor. Fui engolido pelo medo devastador — e o meu maior medo era simplesmente o de não dar conta diante de tanto sofrimento. Eu me sentia insignificante e carregava o peso do fracasso, preso em um lugar de onde parecia impossível sair. Não era uma questão de não querer sair dali, é que eu simplesmente não conseguia; eu não tinha forças. Eu precisava de algo que me puxasse, que me arrancasse daquele lugar, porque os meus olhos só conseguiam enxergar a dor. Um dia, em meio às lágrimas, eu falei com Deus que, se fosse para viver assim, eu não queria viver, pois não fazia sentido para mim continuar daquele jeito. Foi quando escolhi não desistir e pedi um motivo. E Ele me deu mil e um motivos para estar aqui hoje, para seguir adiante e para lembrar que existe um mundo lá fora esperando por mim.
A gente tem medo: medo da vida, medo de nada dar certo, medo do que nos espera, medo de não ser suficiente para nós mesmos, medo de não nos encontrar.
Ano Novo sem mudança é igual político em palanque: fala bonito, mas não move nada.
Obs: qualquer similaridade é simples coincidência.
Alguns cruzam nossos caminhos e não acrescentam-nos nada, apenas subtraem, outros somam, enriquecendo-nos generosamente, o problema é quando assaltam-nos a paz que a quietude traz.
'Da Inutilidade e Utilidade'
Se dirigir a um público por horas não significa nada, é vazio e inútil, caso não haja entendimento e comunicação real entre ambos os lados, assim como os interesses e respeito devem aparelharem-se num consenso útil.
"Não precisa pedir perdão
á DEUS por algum erro
cometido, você não fez
nada contra ELE e sim
contravocê mesmo.
Se arrependa, volte as
boas ações e siga os SEUS
Mandamentos"
"Ser necessário é necessário, mas diante dos desnecessários, não agrega nada. É palavra pregada no deserto."
"Sou cafuzo, mas não confuso, um tanto quanto Confúcio, nada luso, talvez nem por andança, nem genes, um afrodescendente, amém!"
