Pai e Mae Importancia na minha Vida

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Amor por Engano

O meu carinho,
Perdeu-se;
A minha paixão,
Arrebatada foi;
Minha ilusão,
Não existiu;
Meu olhar de encontro ao seu,
Já passou;
As tuas sensações,
Nunca senti (percebi);
Teu toque,
Não testemunhei;
A tua verdade,
Não entendi;
As tuas declarações,
Não ouvi;
As tuas (falsas) cartas de amor,
Não li;
O gosto da tua boca,
Nunca provei (não gravei);
O teu cheiro,
Esqueci;
Tuas doces expressões,
Nem sequer as guardei,
Meu amor a você,
Senti;
Amor por engano,
Senti.

O que me fez seguir Jesus Cristo não foi só desejo da minha salvação, mas foi o desejo de poder serví-lo eternamente.

A bebida é a bengala de um velhinho que mora em minha personalidade. Mas tenho certeza de que uma criança que existia em mim, antes de tantas coisas acontecerem, um dia voltará. Só então saberei quem sou.

Maysa

Nota: Em entrevista à revista Manchete

Sei que olhei a face dele. E de certa forma a sua face era a minha face...

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem. Dessa vez eu já vesti minha armadura, e mesmo que nada funcione eu estarei de pé, de queixo erguido. Depois você me vê vermelha e acha graça, mas eu não ficaria bem na sua estante.

E quando o mundo tentou me botar pra baixo, eu sorri e mostrei que minha fé era mais forte que todos eles juntos.

Sou um pouco dos meus amigos,
um pouco da minha casa,
Sou parte do que me faz feliz,
uma parcela de sonhos.
Sou de tudo um pouco, um pouco de tudo.
Sou parcialmente um ser bizarro,
logo, sou um ser humano.
Sou uma saudade ambulante de um passado,
e uma expectativa insistente de um futuro melhor.
Sou o ódio e a simpatia,
o sorriso e a cara amarrada.
Sou os erros que cometi,
e os passos certos que dei.
Simplificadamente; sou uma vida que já viveu,
e ao mesmo, tempo uma vida que ainda está para viver.

Não era mais a sua ausência que me feria, mas minha crescente indiferença a isso.

Vi que você estava online e a minha vontade era de deixar o orgulho de lado e te mandar um ''Oi'', te perguntar como estavam as coisas. Mas lembrei que já fiz tantas vezes isso, e sempre que eu volto atrás, você segue. Sempre quando te procuro, você some. Sempre que falo com você, minhas mensagens ficam pra depois. Voltei pro meu lugar, respirei fundo e repeti em silêncio: ''dessa vez eu não vou falar''. Passaram horas, dias, semanas. Até que você aparece com um ''Oi'', fingindo estar interessado em minha vida quando na verdade só queria saber se eu estava bem sem você, porque enquanto eu estava mal você sequer se importou. Dessa vez, deixei o celular em cima da cama. Sem me interessar pelo barulho da notificação, deixei a tua mensagem ali: descendo, descendo, descendo. Enquanto eu sigo, em frente, pra frente, livre e sem você em mente.

Amor proibido

De que adianta prender minha voz?
De que adianta me fazer sofrer?
De que adianta proibir meus sentimentos de se expressarem?
O amor que o coração guarda, não há quem tire.
Não há morte, não há novos amores, não há tempo que cure.
Ele só faz crescer, eu aceito, aceito a limitação desse amor.
Mas nunca, nunca vou aceitar que tente calar meu coração.
Minha voz está calada, pois não posso gritar e expressar meus sentimentos.
Mas vai chegar o dia que a coragem vai falar mais alto em mim e eu vou dizer ao mundo
que te amo! Que amo, com o amor que nunca amei ninguém.
Não aguento mais chorar, não aguento mais levar um sorriso no rosto.
Sorriso falso, pois ele só é verdadeiro quando você está comigo.
Não sei qual é o meu problema, não sei o que devo fazer.
Meu mundo está embaralhado, mas toda vez que penso
que ainda posso te ver, que ainda tenho você.
Eu tenho a certeza que não posso desistir. O tempo é a melhor escolha.
Não para te esquecer, mas para fortalecer o que eu sinto por você.

Você é a minha melhor amiga e também o meu amor. Eu não sei qual dos dois lados eu prefiro. Eu amo cada um deles, assim como amo a nossa vida juntos.

Você não merece esse amor, esses textos e esse tempo que perdi. Você não merece minha agonia, aflição ou até mesmo o meu jeito de falar o seu nome – que chega até ser enjoativo, de tão meloso. Não merece o meu amor expansivo e dolorido, nem a minha solidão.

Eu vou ser sua melhor amiga
E você vai ser meu namorado
Sim, você pode segurar minha mão
Se você quiser
Porque eu quero segurar a sua também
Nós seremos parceiros e amantes
E compartilharemos nossos mundos secretos

Eu quero me soltar,viver minha rebeldia,
rir do meu destino e redesenha a minha história.

Me vejo agora no término de minha viagem; meus dias de trabalho concluíram. Vou agora ver Aquela cabeça que por mim foi coroada de espinhos, e Aquele rosto que por mim foi cuspido. Até agora a fé tem me dirigido, porém em diante será Aquele cuja companhia constitui minhas delicias. Tem-me agradado ouvir falar de meu Senhor, e onde quer que tenho visto na terra o rastro de seus pés, ali ansiei pôr também meu pé. Seu nome tem-me sido mais aromático que os mais deliciosos perfumes, e sua voz docíssima, e mais desejei eu contemplar seu rosto do que o homem pode ansiar pela luz do sol. Sua palavra tem-me servido de alimento escolhido e de antídoto contra meus desmaios. "Me susteve e guardou de minhas iniqüidades; sim, meus passos fortaleceu em seu caminho"

John Bunyan
O Peregrino

Arrepio é forma que meu corpo escreve em braile "continue", quando beijas a minha nuca ou quando passas levemente os dedos na minha pele, após me fazer amor.

Da minha consciência ancestral:

Ontem, sentada frente ao espelho
Ia cuidar dos meus cabelos
Com o creme de alisamento

Abri o pote e o forte cheiro
Adentrou­‐me as narinas tão violento
Fazendo‐me fechar os olhos
Por um momento

Abri­‐os novamente e ela estava lá
Sentada ao pé da cama a me mirar
Pés e mãos acorrentados
A lágrima no rosto a brilhar

De onde vem, sussurrei
Do outro lado do mar
O fedor aqui é tão forte
Já não posso respirar

Ontem, sentada frente ao espelho
Ia cuidar dos meus cabelos
Esperava a chapinha esquentar

Estiquei a primeira mecha
Mas, descuidada queimei a testa
Senti a pele a latejar

Fechei os olhos, contendo a dor e o ódio
E quando os abri, ela já estava lá
Na bochecha uma cicatriz
Quem lhe fez isso? Saber eu quis

Ela levantou‐se e tocou minha queimadura
Depois falou­‐me com ternura:
Agora a qualquer lugar onde eu for
Saberão sempre quem é meu senhor

Ontem sentada frente ao espelho
Resolvi amar os meus cabelos
Sussurrei seu nome com zelo
Esperei ela se sentar

Ela se achegou sem receio
Recostou minha cabeça em seu seio
Começou a pentear

A cada mecha, a cada trança
Uma memória, uma lembrança
Que o medo não pode apagar

Minha frieza comprime meus sentimentos, controla meus atos e expande o meu afeto.

Prefiro ser violento se houver violência em meu coração, do que negar minha essência...

Ele tem um jeito de me tocar, de caminhar com as mãos no espaço entre minha pele e a roupa, sem parar de me analisar o corpo, cheio de fome e ternura e calor. Eu sei que foi por isso que voltei, que volto, toda vez. É quando eu fico por baixo que a verdade se esfrega nos meus olhos e se infiltra pelos meus poros. Com o mapa do meu corpo, ele me prende nos meus becos e dança nas minhas avenidas. Eu não tenho saídas.