Padre Fabio de Melo Cultivo
Velocidade
Não se lembram do Gigante das Botas de Sete Léguas?
E
Lá vai ele: vai varando, no seu vôo de [asas cegas, as distâncias... dispara, nunca pára, nem repara para os lados, para frente, para trás...
Vai como um pária
O Silêncio
A luz apaga
O sopro para
O corpo cansa
A alma lança
Um voo leve
Tão breve.
O frio chega
A vida nega
A terra chama
Quem tanto ama
Fica a saudade
A eternidade
A dor profunda
A paz inunda.
mas que exista
GUILHERME DE ALMEIDA
Indiferença
Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto. E assim fazemos, como se com isto, pudéssemos varrer nosso passado.
Passo esquecido de te olhar, coitado! Vais, coitada, esquecida de que existo. Como se nunca me tivesses visto, como se eu sempre não te houvesse amado
Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos, se quando passo, teu olhar me alcança se meus olhos te alcançam quando vais.
Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos. Volta-nos sempre a pálida lembrança. Daqueles tempos que não voltam mais! Guilherme de Almeida
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Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce
e se desdobra e estala num segundo.
ESTA VIDA
Esta Vida
Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer
Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida
Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer
Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!
"Se eu tivesse o domínio do equilíbrio e pudesse voar, te traria a lua Dominaria o meu medo de altura e buscaria no espaço cada estrela."
Sou alguém que fez da escuta um jeito de estar no mundo e da palavra um lugar de encontro. Não tenho pressa de respostas prontas, me interessa mais criar espaço para que cada um possa se aproximar da própria verdade, no seu tempo, do seu jeito. No fundo, é isso que me move: acompanhar processos onde a vida pode, aos poucos, fazer mais sentido.
Seja bom, educado, gentil e amoroso. Mas, quando precisar colocar alguém no seu lugar, faça isso sem remorso. As pessoas sabem exatamente o que fazem; então, jamais passe por cima de si mesmo. Deixe elas frustradas.
O Poder da Excelência Individual: O Motor Silencioso do Bem Comum
Muitas vezes acreditamos que as grandes transformações do mundo dependem de planos complexos ou intervenções externas. No entanto, a base mais profunda da transformação social reside no indivíduo: a célula fundamental de qualquer mudança real. A busca pela excelência pessoal não é um gesto de isolamento ou egoísmo, mas sim o combustível necessário para o progresso de todos nós.
A Liderança que Nasce do Exemplo
No ambiente de trabalho, a verdadeira ordem não precisa ser imposta; ela surge organicamente quando assumimos a responsabilidade individual sobre nossas tarefas. Quando decidimos operar em nosso nível máximo de competência, estabelecemos, sem precisar dizer uma palavra, um novo padrão de referência para quem está ao nosso redor.
Como sugeria Hayek, o progresso humano é fruto de uma coordenação espontânea: o esforço de cada um contribui para um resultado coletivo que nenhum planejamento central poderia prever ou replicar. Ao incentivarmos o crescimento do outro, elevamos o nível de todo o ecossistema em que vivemos.
A Liberdade como Ferramenta de Evolução
Essa mentalidade estende-se para além do escritório, alcançando nossas famílias e momentos de lazer. Uma estrutura social ou familiar forte é composta por pessoas que buscam, de forma autônoma, ser sua melhor versão.
A liberdade individual é o componente essencial do bem-estar social. Em vez de aguardarmos passivamente por mudanças externas, devemos acreditar que o indivíduo transforma o ambiente através de sua própria postura e integridade. É através do desenvolvimento das faculdades de cada pessoa que a humanidade, como um todo, evolui.
O Impacto Global da Responsabilidade
Se cada cidadão assumir o compromisso de dar o melhor de si em sua função, a sociedade passará a se autorregular de forma mais justa. A necessidade de intervenções e controles diminui na mesma proporção em que a virtude e a busca pela excelência aumentam.
Dar o melhor para o mundo é o sinal de que a liberdade, quando caminha de mãos dadas com a responsabilidade, é o caminho mais curto para a prosperidade de todos.
Conclusão
A excelência não é um destino final, mas um modo de caminhar. Quando compreendemos que a busca pelo nosso melhor dá sentido à nossa liberdade, deixamos de ser passageiros das circunstâncias para nos tornarmos os arquitetos do nosso próprio destino.
Ao polirmos nossos talentos e incentivarmos o sucesso alheio, construímos uma realidade onde o progresso se torna inevitável. Afinal, dar o melhor de nós é o maior serviço que podemos prestar àqueles que amamos e ao mundo em que vivemos.
**Autor:** Lyncoln de Albuquerque Toledano
Qualquer macarronada entre pessoas amadas é melhor que o mais refinado dos pratos saboreado em solidão.
Solidão...
Queria eu entender um coração que se afasta, que abandona e que deixa de amar.
Que propositalmente segue seu caminho sem nenhuma explicação.
Deixando no outro ser apenas a dor, a tristeza e a magoa
O amor tem destas coisas hora ama absurdamente talvez ate incondicionalmente.
De outro momento deixa de amar buscando novidade pra sobreviver.
Que sentimento bobo esse que provoca sorrisos e lágrimas
que deixa o chão repleto de flores e deixa o chao um mar infinito
Dentro do tempo que vivo nesta solidão procurei entender o coração, entender este sentimento tão volúvel!
Com isso aprendi a me desapega de sentimentos pra não sofrer mesmo com tempo avante ainda assim coração pode lembrar derrubar ate montanhas.
Quero aprender nesta solidão que pode se viver, de um sonho, de uma palavra e de verdades.
Aprendendo a ser guerreira e lutar, lutar e lutar!
Shirlei Miriam de Souza
Dói tanto quando me olham sem me enxergar. Seus olhos varrem minha alma como vento frio, deixando-a exposta, nua, sem eco. Um joelho ralado sangra rápido, cura com band-aid e tempo; mas um coração partido? Esse fere devagar, sangra em silêncio, eternamente. Cada olhar vazio é uma faca cega, rasgando o que resta de mim. Prefiro a dor física, palpável, à essa ausência cruel que me apaga. Por que ver o corpo e ignorar a essência que implora ser notada?
O barco está afundando,
Antes era um avião caindo.
Parece melhor estar no barco,
Mas não quando se está só;
Desesperados, quase sempre estamos sós.
É estranho se desidratar em meio ao oceano.
Beber a água imprópria pode ser pior que esperar,
Só que simplesmente esperar não te tira dali.
Embora a água seja líquida, ao pular, ela é como concreto.
Por vezes, a gente é obrigado a filtrar a própria urina
E encontrar sustento em nós mesmos, por mais repugnante que seja.
Os sentimentos são significativamente influenciados pelas circunstâncias recentes.
Não passam de fotografias de um momento, capturas de uma realidade descontextualizada para quem precisa tomar decisões que mudem o rumo de uma vida.
Não tomem decisões isoladas no tempo. Tragam à memória as narrativas que os trouxeram até aqui, aquilo que o coração de vocês escreveu em seu amor.
A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.
Caminharei por suas flores e espinhos.
A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.
Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.
Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.
O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.
Só posso ir até onde sei.
Descansar, respirar.
Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.
Vivemos em busca do inacessível. Somos espectadores de esperanças. Alguns sonhos caminham conosco todos os dias, mas infelizmente não nos é possível acordar.
Somos espectadores de ilusões, vivendo presos a destinos que não escolhemos embarcar.
Narrativas escritas para nunca serem contadas, silêncios mais altos do que aparentam ser. Afetos que caminham mas que nunca chegam ao seu destino.
Uma vida dentro de mim que não pode ser vivida, uma alegria que vai e volta, uma dor que não pode ter um fim, porque nunca teve um verdadeiro começo — só a intenção dele.
Um afeto arriscado demais, mas que continua, em busca do inacessível.
Um passado sempre presente.
Mistura de emoções, uma narrativa envolvente: raiva, alegria, medo, dor, rejeição e aceitação
Oportunidades nem um pouco oportunas, pois já escolhi.
...
Enfim, histórias que só podem existir na ficção do meu coração.
É um lugar onde parte de mim reside, mas não decide. Talvez seja melhor assim.
Parte de nossa identidade reside na relação com o outro, na sua aceitação e feedback emocional positivo.
Quando finalmente agi em direção a isso, pude finalmente ser "curado".
Um passado não mais tão presente.
