Padre Fabio de Melo Cultivo
Para muitos, as flores do jardim alheio despertam desejos inenarráveis, enquanto isso, os seus canteiros fenecem pelo descuido.
Os ciscos incomodam muito, sobretudo, quando estão nos olhos... mas, existem outros ciscos que aniquilam nossas almas.
Dificilmente a convivência, com os indivíduos que concebem a audácia de se acharem os criadores de tudo, registram marcas amenas.
De tanto voltar ao seu ponto de partida, percebi que o poço profundo criado pela repetição transformou-se em mina de lamentações!
Não acaricio os espinhos, mas compreendo a necessidade de conviver com eles considerando que eles mantêm a beleza das rosas!
A essência dispersada no espaço que respiro, embora não me acalente a alma... pode ser o sentido questionável da permanência não pretendida! Por isso, abstenho-me dela!
Cante e conte enquanto há canto e pequenos trechos de uma caminhada!
Não se assoberbe da voz e, tampouco, dos caminhos!
Eles podem, quando muito, com o silêncio isolar-te no mundo ou findar-te pelo cansaço!
Não me imagino sofrente e, muito menos, sofrível. Existo comedindo os espaços e insisto, sobremaneira, para não causar sofrimento e ver as minhas penas misturadas ao cumprimento das dores!
Ir e vir... Direitos e roteiros distintos... Início ou fim. Sair ou chegar. Focar o que se quer e seguir.
Abri os olhos para contar novo dia... e uma infinidade de pontos surgiram em minha lembrança como agradecimento ao Criador. Vivamos em paz e com amor.
