Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Ossos do Ofício

Cerca de 745 frases e pensamentos: Ossos do Ofício

- Amizade é um ofício;
- Paixão é ferramenta;
- Tempo é a formula;
- Amor uma dádiva.

Com amizade você desenvolve a paixão, Que somado ao tempo, é igual amor.

Assim temos: Amizade x Paixão + Tempo = Amor

Formula do amor.

A influência positiva é um mérito a ser conquistado, é como o ofício de professor. Ninguém aceita uma imposição arbitrária como “ajuda”. A pessoa deve ser convencida por uma argumentação mais forte do que a opinião pessoal que ela possa ter.

⁠A advocacia criminal não é ofício para os fracos de alma nem para os tíbios de consciência. É vocação reservada àqueles que, mesmo diante do clamor social, do preconceito institucional e da solidão dos tribunais, sustentam a palavra como escudo e a Constituição como espada.

Carrego no peito o ofício da ternura,
nos gestos pequenos onde o tempo se curva.
Um café repartido, o silêncio de um olhar,
e uma vida inteira que cabe na palma da tua mão.

Teu abraço me veste de calma e chão,
nele sou menino, sou abrigo e sou raiz.
Na simplicidade clara do que é amor,
descubro em ti a morada do meu existir.

Há dias em que eu penso que viver é um ofício delicado.
Não um trabalho de esforço, mas de escuta.
A vida não se revela no barulho das conquistas, mas nas frestas pequenas do tempo —
num olhar demorado, no cheiro do café, num pôr do sol que insiste em ser bonito,
mesmo depois que tudo parece cansado demais.


A existência é uma travessia.
Nascemos com o coração limpo, e ao longo do caminho vamos colecionando memórias,
feridas, amores, ausências e fé.
É assim que a alma aprende a ter forma —
como um vaso moldado por tudo o que nos toca e, ao mesmo tempo, nos parte.


Há quem diga que o tempo cura.
Eu acho que ele apenas ensina.
Ensina que crescer é se despedir com mais ternura,
que envelhecer é aprender a deixar os dias passarem sem tanto medo de perdê-los,
porque o que realmente fica não é o que vivemos,
mas o modo como fomos tocados pelas coisas simples.


A efemeridade é uma professora exigente.
Ela sussurra, com voz mansa e firme: “Nada é para sempre, e é justamente por isso que vale.”
E então percebemos que o amor, a dor e a saudade são da mesma família —
todos nascem daquilo que um dia foi vivo e, por isso mesmo, nos deixou marcas.


Viver, no fundo, é aceitar ser passagem.
É entender que o corpo se cansa, mas a alma não.
A alma é o que sobra quando o tempo se recolhe —
é o que permanece quando tudo o que é visível já partiu.


Talvez o sentido da vida não esteja em buscá-lo,
mas em permitir que a vida nos encontre
nos instantes em que deixamos de correr atrás dela.

O exercício terapêutico é bastante gratificante, não obstante, pode ser por vezes um ofício incômodo, principalmente quando nos contam certas histórias tão semelhantes que permearam as nossas vidas.

⁠“No prelúdio de cada verso, reverberar o amor é ofício sagrado — mitigar dores com palavras é dom dos que transformam silêncios em luz, e saudade em esperança viva!” ©JoaoCarreiraPoeta.


Campinas, 13/12/2025.

⁠Dedicar-se a uma conversa é ofício de toda mulher;

​No som que acorda, o galo em seu ofício,
E o vapor do café, fresco e propício.
Mas o coração bate forte, a memória voa,
Pois o cheiro do bolo de milho ecoa.
​A Vó, de avental, mãos que fizeram magia,
Transformava o milho em pura alegria.
Não era só bolo, era história contada,
Com a manteiga derretendo, a infância guardada.
​E no fim de tudo, a fatia na mão,
O abraço apertado, o mais puro perdão.
Saudade que arde, mas também conforta,
Pois o sabor da Vó jamais se transporta,
Ele vive em mim, em cada despertar,
No cheiro de café e no galo a cantar.

O ofício do sofrimento

Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.

Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.

Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.

Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.

O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.

Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.

À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.

E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:

quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.

⁠Todo escritor que leva a sério seu ofício mais que sagrado, deve se comportar no mundo como um grão de areia. Não deve esperar que pessoas comuns reconheçam seu gênio criativo. Outra coisa é saber que sua obra sempre ficará inacabada, nunca seremos completos ou ficaremos satisfeitos com o que já produzimos.

Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Ser um homem comum,
que não raro se passa por outro
neste teatro do absurdo,
como personagem de um drama fictício.


Às vezes é bom calar a voz,
segurar a pressa, suspender o vício.
Ficar sozinho, sem ser solitário,
num pacto mudo como um sacrifício.


Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.


Andar nas nuvens, dançar na chuva
e aprender o caminho do vento.
Saber que tudo passa
e que a vida cobra o tempo esquecido
no porão da memória.

Veja bem as pessoas com que compartilhas teus segredos certos amigos merecem um ofício fúnebre do que tentar levar certos segredos ao túmulo!

Espalhar flores é meu ofício; a minha razão para amar.

Enganos foram ferramentas afiadas, os usei para polir meu ofício, agora o corte é preciso.

A cura é um ofício demorado, a alma não se regenera, ela é pacientemente remendada, ponto a ponto, com o fio da perseverança.

A dor se torna eterna quando lhe negamos o ofício de parteira para o nascimento de uma versão superior de nós mesmos.

Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.

Eu vivo. Isso é o bastante para um poeta cujo ofício é transformar a dor em beleza.

Não se exige a prática de determinado ato de ofício. Se houver ato de ofício estaríamos diante de uma causa de aumento do pena.

Inserida por Eticamicina5mg