Os Dias Passam

Cerca de 40618 frases e pensamentos: Os Dias Passam

utopia?

Tem dias em que acordar parece menos um começo e mais uma conferência.

Antes mesmo de levantar da cama, existe uma lista invisível esperando por ele. Não são grandes sonhos escritos em papel, nem promessas bonitas feitas para o futuro. São necessidades pequenas, quase ridículas quando colocadas lado a lado, mas que juntas dizem muito sobre quem ele se tornou.

Precisa de dinheiro. Não pelo dinheiro em si, mas pela tranquilidade que ele promete. Precisa guardar, investir, construir alguma coisa que permita olhar para a velhice sem sentir que o futuro é uma ameaça. Existe uma vontade cada vez maior de sair do lugar onde está, conhecer outro país, aprender outra língua, começar de novo em algum canto onde ninguém saiba seu nome.

Precisa ser forte também.

E talvez essa seja uma das coisas mais difíceis.

Porque existe uma contradição nele que ninguém vê de primeira. Por fora, aprende a ser durão. Engole certas palavras, segura algumas vontades, finge que determinadas coisas não doem. Mas por dentro continua sendo sentimental demais. Ainda se importa. Ainda espera. Ainda sente falta. Ainda consegue transformar uma conversa pequena em alguma coisa enorme dentro da cabeça.

Precisa falar com alguém.

Não necessariamente para ser aconselhado. Às vezes, só precisa encontrar alguém que também esteja cansado de guardar coisas dentro de si. Alguém que não tenha medo do silêncio depois da conversa. Alguém que entenda que existem sentimentos que não querem solução, só companhia.

Precisa escrever também.

Talvez seja por isso que transforma tanta coisa em texto. Porque quando não consegue dizer, escreve. Quando não sabe para quem falar, escreve. Quando alguma lembrança insiste em voltar, escreve. Como se cada palavra colocada no papel fosse uma maneira de impedir que alguma parte dele desaparecesse.

Precisa de uma vitória do Palmeiras, dessas que fazem o mundo parecer menos complicado por algumas horas. Precisa de uma música certa no momento certo. Precisa de uma noite em que o celular fique virado para baixo e a cabeça finalmente fique quieta. Precisa rir de alguma coisa idiota. Precisa encontrar motivos pequenos para continuar acreditando que a vida não é feita apenas das coisas que deram errado.

Precisa cuidar da família.

Precisa cuidar de si.

Precisa ter fé, mesmo quando não entende muito bem o que está esperando.

E, principalmente, precisa de carinho.

Talvez esse seja o item mais difícil de admitir.

Porque dinheiro se procura. Trabalho se conquista. Uma passagem pode ser comprada. Um idioma pode ser aprendido. Um carro pode ser trocado. Uma cidade pode ser deixada para trás.

Mas carinho não funciona assim.

Carinho precisa vir de alguém.

E talvez por isso ainda exista, em algum canto dele, aquela pergunta que não sabe morrer, será que alguém ainda gosta dele? Será que alguma pessoa ainda pensa nele quando uma música toca? Será que alguém sente vontade de mandar uma mensagem e desiste? Será que existe alguém passando pela mesma rua, no mesmo horário, carregando uma saudade que ele desconhece?

Ele não precisa necessariamente de uma resposta.

Precisa apenas saber se ainda existe alguma coisa esperando por ele do outro lado.

E é curioso perceber que, no meio de tantos planos grandes, ele ainda se pega querendo entender coisas pequenas.

Por que o coração insiste justamente onde a razão já colocou uma placa dizendo para não entrar?

E, no fim, talvez seja essa a maior contradição da vida adulta, a gente passa anos tentando descobrir como construir um futuro, enquanto continua fazendo perguntas que parecem ter sido inventadas na infância.

Ele quer dinheiro, uma casa, uma vida em outro lugar, estabilidade, conquistas, viagens, histórias.

Mas também quer ser compreendido.

Quer alguém para conversar.

Quer alguém para amar.

Quer alguém que olhe para toda essa confusão e, em vez de perguntar por que ele é assim, simplesmente diga que entende.

Talvez seja isso que ele esteja procurando.

Não uma vida perfeita.

Só uma vida em que suas necessidades não pareçam exageradas.

Uma vida em que possa ser forte sem precisar esconder que sente.

Em que possa ir embora sem sentir que está fugindo.

Em que possa construir o futuro sem precisar abandonar tudo o que ainda sente.

E talvez, no fundo, ele tenha acordado naquela manhã apenas para descobrir que ainda precisa de muita coisa.

Mas também descobriu uma coisa importante

ainda existe vontade.

E enquanto houver vontade de conhecer o mundo, ganhar dinheiro, escrever, amar, cuidar, acreditar, viajar, torcer, recomeçar e entender por que certas coisas são proibidas sem que ninguém saiba explicar direito…

ainda existe vida acontecendo.

Mesmo que, as vezes, ela pareça apenas uma longa lista de coisas que ele ainda precisa.

Tédio


Tédio...
pra vida não há remédio,
drama dos dias divididos,
mal vividos,
desiludidos.
silêncio que ecoa no vazio,
sombras de um tempo perdido.
Trama da vida,
mil começos,
nenhuma saída...
vida demasiadamente longa,
demasiadamente breve,
(des)afortunadamente,
quem a escreve sabe o que escreve

Viver com medo de decepcionar os outros é carregar um peso invisível todos os dias. Muitas pessoas aprendem, desde cedo, a agradar, corresponder expectativas e esconder sentimentos para não serem rejeitadas. Aos poucos, passam a medir o próprio valor pela aprovação alheia e deixam de ouvir a própria voz. O problema é que, nessa tentativa constante de ser suficiente para todos, corre-se o risco de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo.
Esse medo pode parecer cuidado, responsabilidade ou até amor, mas, quando se torna excesso, vira prisão. A pessoa começa a dizer “sim” quando queria dizer “não”, aceita caminhos que não deseja seguir e silencia partes importantes da própria essência. Com o tempo, já não sabe mais o que sente, o que quer ou quem realmente é.
Por isso, amadurecer também significa entender que decepcionar faz parte da vida. Nem sempre será possível atender às expectativas de todos. E tudo bem. Mais doloroso do que desapontar alguém é olhar para dentro e perceber que, para agradar o mundo, você abandonou a si mesmo e esqueceu seus sonhos pelo caminho.

Às vezes imagino um relógio que anda para trás. Os ponteiros giram devagar, desfazendo os dias, trazendo de volta momentos que já se foram. As palavras duras que disse voltam para dentro da boca. As lágrimas que caíram secam e desaparecem. O tempo, que costuma correr sem piedade, de repente obedece ao meu desejo mais secreto: voltar.
Nesse relógio invertido, eu poderia consertar erros, abraçar quem perdi, dizer “eu te amo” antes que fosse tarde. Poderia viver de novo as risadas simples, os cafés tranquilos, os sonhos que deixei dormir. Mas será que eu realmente mudaria tudo? Ou será que, no fundo, esses erros e dores são o que me trouxeram até aqui?
O relógio que anda para trás nos faz sonhar com uma segunda chance. Ele revela o quanto carregamos arrependimento no peito. No entanto, talvez a verdadeira sabedoria esteja em aceitar que o tempo só anda para frente. Os ponteiros não voltam. O que podemos fazer é olhar para trás com carinho, aprender com o que ficou e viver o agora com mais presença e menos pressa.

A vida é um presente de Deus a ser celebrado todos os dias!

Em silêncio, sem que ninguém saiba, eu choro a morte do meu filho todos os dias. Hoje me perguntaram por que eu chorava, se alguém havia morrido. Quando disse que era pelo meu filho, ouvi como resposta: "Mas já se passaram sete anos?". Preferi não explicar, apenas calei. As pessoas realmente não entendem que o tempo não apaga a ausência de um filho.

Dias de luta, dias de luta, sucinta glória.

Entre o Indizível e o Infinito.


Há dias em que me leio por dentro e me descubro escrita nas entrelinhas de Clarice.
Porque nela encontro esse espelho raro,
onde o íntimo não se esconde apenas pulsa.


E quando encosto meu silêncio no silêncio dela, entendo por que diz:
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”


Talvez porque eu também deseje o indizível, o que não cabe no mundo, mas insiste em caber dentro de mim.


Vinícius, então, chega como quem abre uma janela para a alma respirar o que é essencial.
Ele afaga minhas dores,
desamarra minhas paixões, e relembra que o amor não precisa permanecer para ser eterno:
“Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”


E é nesse infinito breve que encontro a beleza do que sou e do que sinto.


Sigo assim, entre Clarice e Vinícius, como quem caminha por um corredor de luz e sombra, observando meus próprios contornos, aceitando o que é brasa, acolhendo o que é vento.


Na elegância dos meus pensamentos soltos, me reinvento.
Na profundidade dos versos que me escolhem, me encontro.
E na vida, essa poesia que não se explica e continuo sendo rascunho e revelação.

O Meu Tormento
Todos esses dias têm sido um tormento em minha vida,
A incerteza dos sentimentos e o silêncio
Têm me tirado o sono e a vontade de viver.
Os dias se passam,
E eu estou ali, no meio de todos,
E ao mesmo tempo não estou.
Assim estou,
Perdida em meus próprios pensamentos.

⁠Poderia amar todos os dias
da minha vida coma mesma intensidadeque me apaixonei.
Talvez até mesmo me perder
no meio do caminhocom a ilusão de quepoderia te esquecer.

Alguns dias nos faltam palavras, talvez isso seja reflexo do excesso delas em nosso coração. Dos sentimentos que vamos acumulando no peito, por inúmeras razões, e que não deixamos transbordar. Pelas palavras e sentimentos que aprisionamos diariamente, quando decidimos nos calar para não ofender, para não magoar o outro.
É que ao longo de nossa jornada, por vezes, passamos muito mais tempo nos preocupando em ser o que os outros gostariam que fôssemos, do quê o que realmente gostaríamos de ser. Passamos muitos tempo preocupados em agradar aos curiosos olhos de pessoas estranhas ao nosso universo tão íntimo e pessoal que, por vezes,nos esquecemos que nós é que precisamos ser agradados. Colocar-se em primeiro lugar, nessa jornada rumo à felicidade, não é egoísmo! É estabelecer prioridades e ser principal delas. É ter amor próprio, é se perceber como um ser que precisa de cuidados para, somente depois, cuidar de outros. Quem muito vive para agradar aos outros, se perde e passa a viver "a vida do outro". Por isso, hoje mesmo, defina os rumos de sua vida, retome o poder sobre suas escolhas, sobre o seu bem estar. Coloque-se como prioridade absoluta! Dê um basta a tudo que lhe rouba a paz, o sorriso, a tudo que lhe tira do foco e que não te permite ser plenamente feliz consigo mesmo.

Quanto de peso você adquiriu nos últimos anos? E nos últimos dias?
O peso a que me refiro é aquele que você carrega em seu coração. Aquele peso que ficou depois que você ouviu aquela palavra dura, aquela crítica de quem você menos esperava...
Aquele peso que ficou, depois daquela discussão que poderia ter sido evitada...
Aquele peso de quando você se decepcionou com quem nunca esperou.
Pra quê carregar tudo isso? Porque não se livrou dessas bagagens desnecessárias? Sabe, continuar carregando esse peso, além de comprometer a sua saúde (física e emocional), te impede de progredir, de trilhar seu caminho. É cansativo demais,penoso demais.
Carregar tanta carga, é o que tem te impedido de chegar onde você merece e precisa estar.
Faça as pazes com seu passado; livre-se desse sentimento que te magoa tanto, fale sobre o assunto; resolva todas essas pendências emocionais. Perdoe e permita-se ser perdoado. Decida deixar o que não deu certo para trás, a livrar-se, de uma vez por todas, desses pesos que o incomodam e impedem de progredir. Agarre-se ao que você tem agora: o seu presente. O seu futuro depende disso! Invista em si, em sua paz interior e siga mais leve e vá mais longe

Ter esperança é se pôr em estado de espera. Ser alguém que espera por algo, ou dias melhores. Momentos ruins são passageiros. Apenas espere que eles passem e confie que os momentos extraordinários cheguem.

Eu queria ser seu colo nos dias difíceis, não seu lenço.
Lenços são descartáveis. Colo é acolhimento, é carinho, é troca.

"Cada experiência é uma oportunidade de reflexão e mudança. Aprendemos todos os dias."

Bom dia, pra você que está lendo está mensagem! Quem busca o Senhor todos os dias, faz porque tem fé, e é pela fé que tudo acontece. Deus não esquece dos que o buscam com humildade. Deus envia seus anjos para derrubar as barreira a sua frente e si mantenha firme na fé. Amém.

A inversão de valores está exagerada nos dias de hoje

⁠Ter plena consciência que está num labirinto, com os dias, meses e anos sucedendo, tempo passando, a idade aumentando, a saúde minguando, angustiado, ouvindo e sentindo a vida transcorrer lá fora e confinado, penitenciado e desesperançado no labirinto, sem saída. Ufa! Nossa! Acordei, era um pesadelo e faça o favor de acordar também!

Nos dias de hoje, ler boas notícias está se tornando uma verdadeira utopia; mais raro ainda é poder vê-las ou ouvi-las nos meios de comunicação. A narrativa predominante parece sempre alimentar o medo, o conflito e o desencanto, relegando ao silêncio as pequenas conquistas e os gestos que poderiam inspirar esperança. Nesse cenário, a ausência de boas notícias não significa que elas inexistam, mas sim que deixaram de ocupar o espaço que merecem na vida coletiva.

Nos dias de hoje, o que não falta, a cada esquina das redes sociais, são orientadores, influenciadores e doutrinadores, pretensos paladinos da verdade e supostos condutores para o sucesso, ávidos por likes e compartilhamentos, que se materializam em grana, e grana fácil, sem suor.
Quando a internet era ficção, as pessoas conversavam mais. O contato físico emanava melhor percepção, seja pela sensibilidade e intuição do que se ouvia, seja até pelas expressões faciais.
O livro físico cumpre papel essencial. O autor de uma obra, seja ela assertiva ou disfuncional, faz com que a leitura e a releitura exijam do cérebro maior atenção, crítica, avaliação e, sobretudo, filtro pelo pensar, sem condicionamentos por likes, compartilhamentos e comentários; ou seja, apenas você e o autor.
Concluindo: sou do time do filtro, do pensar e do raciocinar e, em alguns casos, da meditação sobre o que é divulgado nas redes sociais, antes de emitir juízo de valor e construir uma opinião.