Os Dias Passam

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Seguindo estrelas

Fico acordado noites inteiras
Os dias parecem não ter mais fim
E a esfinge da espera
Olhos de pedra sem pena de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
Você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê

Hoje foi um dia normal. Como todos os outros dias normais eu senti fortes emoções. Esperança foi uma delas, ahhh que esperança. E no meu sonho eu estava ao seu lado olhando as estrelas. O céu não estava o melhor para observação mais ao seu lado qualquer céu estaria com fracas estrelas porque a mais brilhante de todas estava ao meu lado. Bom... mais se era um sonho bem que eu podia colocar um céu mais bonito, não?
Nesse sonho estávamos deitados olhando o céu, eu sentia seu rosto junto ao meu, seu cabelo tocando minha face era como um véu. Um lenço que me acariciava enquanto eu observava as estrelas, mais que burrice a minha einh? Observar as estrelas se a estrela em que eu mais pensava estava ao meu lado. Que burrice! Mais já passou, foi só um sonho. Ou não? Nossas risadas... Ahhhh nossas risadas. Incrivel como o timbre da sua voz mexia com meus ouvidos. Incrivel como meus olhos enxergavam o brilho dos seus. Tudo em você era incrivel para mim. O brilho do seu sorriso... pra brilhar daquele jeito só sendo uma estrela mesmo, e que estrela!. E agora eu tenho saudades de você. O sonho acabou. E quando irei sonhar novamente? Alguma previsão?
Minhas pernas não estremecem, minha boca não fica seca, o suor não escorre por minha testa, mais meu coração acerela. Será que isso significa algo?
Sei que uma imensa alegria toma conta de mim quando nos vemos. Pena que sinto pouco essa alegria. Bom, hoje eu cansei de falar disso tudo.
Estou com problemas, muitos problemas. Mesmo assim você conseguiu atrair minha atenção. Espero que nos arrependamos de não termos ido em frente no sonho. Mais ele acabou? De que modo?
Minha cabeça dói, o sono tenta fechar meus olhos, meu cerébro está cansado. Mesmo assim não deixo de pensar em você pois é com o coração. E ele não cansa. Mais o sonho acabou, minha estrela virou um cometa e partiu. Adeus?

Câmbio, desligo.

Acho que em alguns dias a gente acorda meio louca. Não tem outra explicação. Dá uma saudade de coisas que já passaram, de coisas que nem vivemos direito, do que nem sabemos ao certo. E uma vontade de trocar de nome, de corpo, de cabelo, de profissão, de país, de vida.

O que me nutre é a esperança
(mesmo minúscula)




Há dias em que a mente para e o corpo permanece aceso — aceso de impossibilidade.
Penso com precisão cirúrgica, mas não atravesso o quarto.
O chuveiro vira montanha, o cabelo vira florestas que não domino,
a pia é um mapa de guerras que não escolhi lutar.
Abro a geladeira e nada combina com nada;
as panelas, como constelações desconhecidas, me olham de volta.


Eu sei o que fazer.
Eu só não consigo começar.


De fora, pedem senha: “Fala. Pede ajuda. Sorri.”
Quando falo, dizem que me exponho; quando calo, dizem que me escondo.
Se aceito convite, tenho medo de ser peso; se recuso, pareço descaso.
Não é orgulho. Não é ingratidão.
É que o corpo virou freio de mão num carro em descida.
E eu, para não atropelar ninguém, puxo mais forte — e paro.


Meu avô sussurra de um lugar antigo:
“Veja onde deposita a confiança.
O melhor amigo do seu melhor amigo… não é você.”
Aprendi a guardar as palavras para que não me devolvam em lâminas.
Mas guardar também dói — o silêncio incha, aperta, afoga.


Dentro, uma assembleia: anjos e demônios.
Os anjos falam baixo: “Respira. Existe um depois.”
Os demônios gritam com provas: a bagunça, o atraso, a lista de não feitos.
E eu, no meio, tentando não me perder dos dois.
Não são eles que me nutrem; se algo me sustenta, é outra coisa —
um fio de luz quase microscópico,
uma esperança que cabe entre a unha e a pele,
mas que ainda assim puxa o meu nome de volta para mim.


Às vezes olho para frente e só vejo um eco.
Não me reconheço no futuro que inventaram para eu caber.
A estrada é reta, sem desvios: seguir — arrastando ou não.
E, na beira da estrada, um abismo bonito demais.
O desejo de pular tem cores. A vista é linda.
Eu sei. Eu vejo.
Mas fico.
Fico pelo quase, pelo mínimo, pelo que ainda pode nascer do pó.


Há também a casa — esse espelho ampliado.
O acúmulo desenha no chão a cartografia da minha exaustão.
Cada objeto fora do lugar me aponta que falhei em existir.
E, ainda assim, entre a louça e o cansaço, às vezes encontro um gesto respirável:
um copo lavado.
Um fio de cabelo preso.
Uma toalha estendida como bandeira branca.
São pequenos tratados de paz com o dia.


Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.


Escrevo para não me perder de mim.
Se um dia eu cair, que esta página seja pista: lutei mais do que pude.
Se eu ficar, que estas linhas sejam prova: a esperança, mesmo minúscula, ainda alimenta.
E se amanhã for só um pouquinho mais macio do que hoje,
já terá sido milagre suficiente.


Não prometo grandiosidades.
Prometo o próximo gesto possível:
abrir a janela;
encostar a testa no azulejo frio;
deixar a água tocar a nuca como quem batiza;
pentear um nó;
lavar um prato;
responder “talvez” a um convite;
aceitar um abraço que não pergunta nada.


Eu caminho dentro de uma fé tímida — às vezes vacilo, às vezes desacredito.
Olho para o céu e digo: “Se houver um Deus, que me veja quando eu não consigo.”
E quando não sinto nada, ainda assim repito — por teimosia, por pequena ousadia.


Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Se eu chegar, celebra comigo esse quase invisível triunfo:
o fio de vida que atravessa a noite e acende um ponto no escuro.


No fim, é simples e é imenso:
o que me nutre é a esperança.
Por mais minúscula que seja.






Jorgeane Borges
06 de Setembro 2025

Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros judocas.

A única coisa pela qual ansiamos em nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar, sujeitos a todos os tipos de dóceis náuseas, é a lembrança de uma alegria perdida, provavelmente experimentada no útero, e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso) na morte. Mas quem quer morrer?

Jack Kerouac

Nota: On the road

O que seria de dias especiais sem a pessoa especial?
Você eternizou algo importante em mim, eternizou o amor que sinto por ti.
Meus dias continuam ótimos porque te amo e sei que, mesmo não estando ao teu lado, você está feliz.

Marshall: Eu prometo para você, seus melhores dias ainda estão por vir.
Lily: Amo muito você por dizer isso, mas chega uma hora em que isso deixa de ser verdade.

How I Met Your Mother
8.ª Temporada - Ep. 17

Talvez daqui uns dias eu nem me lembre mais de você, talvez daqui uns dias eu não precise sair na rua na esperança de te encontrar, talvez eu não faça coisas absurdas só pra tentar te impressionar, talvez eu não sofra mais por um amor que nunca vai acontecer, talvez esse seja o problema, talvez isso aconteça, talvez não.

Viver com alegria

Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria. Não cultive desafetos, recordando que a aversão por determinada criatura é, quase sempre, o resultado da aversão que lhe impuseste. Aprenda a desculpar infinitamente para que os seus erros, à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados.

Flores na Estrada...
Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele pegava o ônibus das 6:15h e viajava cinqüenta minutos até o trabalho. À tardinha fazia a mesma coisa voltando para a casa.

No ponto seguinte ao que o homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela. Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus.

Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa.

Certa vez o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:

- Bom dia, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora está jogando pela janela?

- Bom dia, respondeu a velhinha. - Jogo sementes.

- Sementes? Sementes de que?

- De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia.

E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom.

- Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos. A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada?

- Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.

- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água.

- Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer.

Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu “trabalho”. O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio “caduca”.

O tempo passou...

Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto, olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias. A paisagem estava colorida, perfumada e linda.

O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.

- A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado.

O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. “Quem diria, as flores brotaram mesmo”, pensou. “Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda”.

Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado: Olha mãe, que lindo, quanta flor pela estrada. Como se chamam aquelas azuis?

Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso.

“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção da semente”.

Um novo mês se inicia... e a nossa esperança sempre se renova... que sejam dias de paz... abençoados com a doce alegria de detalhes lindos esculpidos pelo carinho de Deus... que o amor em nossos corações prevaleça... e assim possamos cultivar com sabedoria o perdão e a humildade... que juntos sejamos mais fortes... para que sejam também de muitas vitórias e aprendizados os nossos dias... que haja harmonia e fraternidade... para que nesta união de amizade... nossa fé seja sempre fortalecida... renascer e ser feliz a cada amanhecer... pois esta é a grande verdade de Deus para todos nós!

❝....Alma limpa.... leve... e pura.... é assim que devemos começar todos os nossos dias.... para que somente o que for sincero... transparente... e verdadeiro ... permaneçam em nossas vidas ..❞

Infelizmente, hoje nos nossos dias atuais, os valores da honestidade estão em ruína moral.

Onde a virtude é trocada por depravação, perdendo as qualidades naturais próprias. No lugar em que a sociedade achar natural a desonra, a injustiça, a iniquidade, a violação do direito, a nulidade e a imoralidade como parte do caráter dos seres humanos.

Vivemos, todos os dias, pequenas despedidas.
O pior é que muitas delas são imperceptíveis.
Acostumados a correr, deixamos de notar
a vida que escorre pelos mínimos detalhes.


Ela passa entre os dedos,
como água cristalina, invisível, silenciosa.
E, no fluxo do tempo, vamos nos despedindo
de olhares, de lugares, de cheiros,
de instantes que se perdem sem aviso.


Só percebemos, tarde demais,
quando a lembrança nos cutuca:
aquilo já passou,
e não voltará mais.

Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados. Não sabe como sou muito grata por nosso pequeno infinito.

Hazel Grace
A Culpa é das Estrelas (2014)

Nota: Filme baseado no livro "A Culpa é das Estrelas" de John Green

...Mais

Que o amor nos transforme, edifique e traga paz. Que os nossos dias tenham luz, serenidade e harmonia. Que possamos compartilhar nossas alegrias com humildade e gratidão, tornando mais afetuosa e cheia de positividade a nossa caminhada!

“Eu não quero muito. Eu só quero um colo que esteja disposto a me abrigar em dias ruins. Um colo pra repousar a cabeça e o corpo inteiro. Um colo que eu possa voltar pra sempre. Só um colo. Um colo sincero, sem obrigações. Eu só quero pés entrelaçados em noites frias. E também mãos entrelaçadas em dias quentes. Quero chocolate de colher na boca, sorvete melando o nariz e pipoca que acompanhe um filme no fim da tarde. Quero bons diálogos quando o mundo inteiro me parecer cuspir ignorância. Quero ser ignorante e ter quem me entenda mesmo assim. Eu só quero me sentir única, insubstituível, essencial. Não peço muito. Peço apenas que você me transmita força, coragem e confiança. Quero me perder e me encontrar nos seus olhos. Quero olhos que me enxerguem além do que permito enxergarem. Quero rodopiar e não me sentir tão tonta à ponto de cair. Quero não cair. Quero braços fortes que não me deixem chegar ao chão. E braços ainda mais fortes que me tirem dele. Eu só quero viver um prazer contínuo e não achar que algo, no fundo, está muito errado por isso. Quero dar gargalhadas e não me importar com o volume exaltado. Quero não me importar, mas ainda assim ser importante. Quero ser. E quero muito. Mas não quero nada. Nada que não me faça flutuar, nada que tire o brilho do meu olhar, nada que me desaprenda a andar. Eu só quero lembrar e rir. E depois chorar. E rir de novo. Quero mergulhar sem me preocupar com a profundidade. Quero não me preocupar mais tanto, tanto e tanto. Eu só quero deixar a mente livre, o coração aberto e os pensamentos fluindo. Quero ser inundado de sensações novas. Quero torcer por algo e sorrir mesmo que dê errado. Quero pular como se alcançasse o céu. E depois me contentar com meus pés no chão.”

⁠Eu costumava desejar que o mundo acabasse. Todos os dias.

Fiz uma dieta rigorosa. Cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas perdi 14 dias.