Os Dias Passam
A vida é feita de altos e baixos. Esteja preparado para todos os cenários. Viva o hoje, o amanhã pertence a Deus.
Em um momento de distração, me perdi na multidão.
Quando confiei em um irmão, que na verdade não era um irmão, e sim uma pessoa de mal coração.
Por um momento pensei que aquela pessoa era verdadeira. Com seu sorriso me levou ao desespero, de viver um pesadelo, desamparado e sem dinheiro.
Mas aí veio um outro alguém, com intenções verdadeiras, me mostrou o caminho certo. Eu pude novamente sorrir, como criança bem feliz.
Em meio a essas situações, veio à mente o que Deus fez por mim.
Um homem perdido. Sem destino.
Ele deu seu Filho, Jesus Cristo, para assim me redimir.
Por: Luciano Silva Dias
Um dia pedi a Deus para ser forte. Ele me deu motivos para ser.
Pedi a Deus para entender mais sobre a vida. Ele me mostrou como a vida é.
No meu quarto
Lembro-me do tempo em que eu tinha um cantinho só meu.
Uma cama de solteiro, um lençol florido,
um travesseiro macio que guardava meus segredos.
Ali moravam meus choros silenciosos,
minhas alegrias simples,
meu entusiasmo pela vida
e até o descanso depois de um dia cansado.
Havia humanidade naquele pequeno espaço,
uma paz tão minha, tão quieta,
que parecia abraçar meu coração.
Sinto falta desse lugar que era só meu,
desse pedacinho de mundo onde eu me encontrava
e me acolhia.
Carta Aberta: Chovendo Arrependimento
Se nesse momento eu morresse… será que eu me arrependeria?
Creio que sim.
Das coisas que deixei de fazer.
Das coisas que fiz — poucas delas eu realmente me arrependo.
Mas das coisas que não fiz… de muitas eu gostaria de ter feito.
E por que não fiz?
Por medo, vergonha ou timidez.
Acho que por todas essas emoções juntas.
O tempo em que eu fiquei trancado mexeu um pouco com o meu coração.
Eu sei que estou errado nesse momento futuro.
Deixei a única pessoa que realmente gostou de mim ir embora.
Me perdi.
Perdi a minha personalidade para fazer os outros pararem de chorar lá fora e começarem a rir no agora.
Eu não me considero um herói.
Me considero um covarde.
Porque em vez de manter minha personalidade, eu escolhi fugir dela para ser aceito.
Mas adiantou o quê?
Falsas amizades que eu fiz.
Pessoas que me traíram.
Para todos eu desejo o bem… e todos, nem aí, me desejaram o mal.
Tudo o que eu contei, tudo o que eu planejei… eu mesmo destruí.
Mas por que eu não reparei?
Só vai… é o que eu sou.
Eu estava com saudade do teu calor, da tua risada, do teu cheiro, do teu abraço.
Agora, longe, está a chuva lá fora.
Cada gota que pinga se mistura com sonho e saudade.
E a saudade… a saudade não some.
Ela volta.
Volta para mim.
Eu só queria, com você, ter um final feliz.
Talvez agora você não goste mais de mim, pois eu me perdi.
Eu não sou mais o mesmo rapaz.
Gostaria de ser.
Será que ainda tenho tempo?
Será que você não se desfez de vez?
Onde está aquele jovem que uma garota como você um dia quis?
A música…a música…a música…a música…aquela “esfera quadrada” que sobe e desce entre o Homem e os Céus
O meu corpo é um castigo
Uma estância e um abrigo
O meu corpo é meu amigo
Ás vezes também inimigo
Sinto o peso do meu mundo
Nunca o céu desceu tão fundo
Morre um pouco todos dias
De nada vale as homilias
É um templo que se esconde de ti
Dentro de si próprio
É um templo que se agarra a ti
Quando a vida foge
Corpo
Lágrimas,
São o reflexo do teu rosto, fruto do mês de Agosto e de aquilo que há-de vir
Lágrimas,
São as lembranças do teu jeito, aperto e dor bem junto ao peito e o que sobra de mim
Lágrimas,
São a canção que se perdeu e tudo aquilo que era meu, perdeu-se a noite e o luar
Lágrimas,
Sigo o meu rumo mar adentro, contigo no pensamento, não penses que amar tem fim
Não esperes por mim
A dor não tem fim
Não esperes por mim
A vida é assim
Parto rumo ao sentimento
Acompanhada de mim própria
Deixo a tristeza á beira mar
Enquanto grito de revolta
Nesta embarcação que me leva
Até ao fim do horizonte
Em busca de conforto e um momento
Sentir que estou bem longe de ti
“Amor/Traição”
E depois..vem o Amor
E com o Amor..a Desgraça
Amor,
Traição
Perdão?
Nunca
A desgraça de perder a Liberdade
Deixar de ser Eu, nesta busca
(Perder-me em ti, em troca de nada
Ou em troca de algo que eu nunca fui)
Amor,
Traição
Perdão?
Nunca
E agora..vem a Solidão
E com a Solidão..a Esperança
Foram sementes que nenhuma flor brotou
Mesmo que regadas com as minhas lágrimas
Deixaste as marcas em quem um dia sonhou
Desencantado Amor que nunca em ti morou
Parei e perguntei ao vento se havia mais alguém a caminho. No entanto, o vento continuou a assobiar.
A Queda
O sucesso abrupto, escalado ao passo de Hermes ou Mercúrio, devolve ao indivíduo uma falsa sensação de poder e controle.
Essa fugaz emancipação corrompe a lei da evolução estruturada, e por sua vez solidamente sustentada.
Nesta fase de ilusório esplendor, o indivíduo afasta-se do seu próprio reflexo em busca de uma visão globalmente estonteante.
Qual Icarus num rasgado voo em ascensão ao Sol, embalado nesta emoção claustrofobica que lhe asfixia a Razão.
A queda será a sua eterna recompensa.
Então é Natal…
E hoje ele não chegou com luzes, nem risos, nem abraços.
Chegou em silêncio.
Chegou pesado.
Chegou doendo.
Por toda a minha vida, o Natal sempre foi sagrado para mim.
Era o dia em que o coração descansava,
em que a esperança respirava,
em que eu acreditava que o amor sempre dava um jeito de aparecer.
Mas hoje…
Hoje o Papai Noel não me trouxe nada.
Nem um gesto.
Nem uma palavra.
Nem você.
A ceia que preparei com carinho — pensando em nós —
esfriou.
Foi para o lixo junto com os sonhos que eu havia colocado à mesa.
Cada prato era um pedido silencioso de amor.
Nenhum foi ouvido.
O vestido que escolhi com tanto cuidado,
imaginando seus olhos me procurando,
continua pendurado no armário.
Bonito, inteiro…
como eu tentei ser para você.
Invisível, como eu me senti.
A meia-noite chegou.
E onde deveriam existir sorrisos,
existiam lágrimas caindo sem permissão.
Lágrimas que não pedem atenção,
mas imploram para não serem ignoradas.
Esperei uma palavra.
Uma única.
Um “vem”.
Um “eu me importo”.
Mas recebi o silêncio.
Frio.
Cruel.
O silêncio de quem escolheu o orgulho e me deixou sozinha.
Eu pensei que no Natal os corações se amolecessem.
Que o amor falasse mais alto.
Que ninguém fosse deixado para trás.
Mas hoje eu aprendi que nem todo mundo sente como eu sinto.
Eu não queria presentes.
Nunca quis.
Queria você.
Somente você.
Sentado ao meu lado.
Segurando minha mão.
Dividindo o pouco que para mim sempre foi tudo.
Mas você preferiu a distância.
E essa distância gritou mais alto do que qualquer palavra.
Este Natal será inesquecível.
Não pela alegria…
mas pela dor de esperar o mínimo
e receber a ausência.
Esperei cumplicidade.
Respeito.
Atenção.
Carinho.
Esperei ser escolhida.
E não fui.
Dói admitir,
mas dói ainda mais sentir.
Estou sozinha agora porque confiei.
Porque acreditei nas suas palavras.
Porque fiz de você prioridade
quando talvez eu fosse apenas opção.
Poderíamos ter sido felizes.
Mas você só me disse no último momento que não estaria aqui.
Se tivesse sido antes, eu teria chorado…
mas não teria sangrado desse jeito.
Talvez estivesse com minha família.
Talvez não estivesse quebrada.
Eu te priorizei desde o primeiro dia.
Cada encontro.
Cada espera.
Cada silêncio engolido.
Para mim, cada segundo ao seu lado era especial.
Você era o meu homem.
E por você…
eu teria feito o impossível.
Não sou perfeita.
Nunca fui.
Mas nunca te ofereci menos do que amor verdadeiro.
Nunca pedi perfeição.
Pedi presença.
Cuidado.
Respeito.
Então é Natal…
E agora só me resta Deus.
Deus segurando minhas mãos enquanto eu choro.
Deus sustentando meu coração apertado,
enquanto as lágrimas descem sem controle.
E mesmo machucada,
eu ainda faço uma oração silenciosa:
Que o próximo Natal me encontre inteira.
Que eu volte a acreditar na magia do amor.
Que eu esteja segurando a mão de alguém que fique.
Que escolha.
Que cuide.
Então…
é Natal.
E hoje, quem precisa nascer de novo sou eu.
Autora :Ilda Araújo Días
