Os Dias Passam
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão. Sentidos confusos que passam em vão. Talvez seja o momento de desacelerar o verso, e ouvir o que sustenta o poema, sair um pouco do sistema, desacelar o passo e observar o ritmo da respiração. Não se trocam pedras em vão. Mas não há briga onde há comunhão, afinal todas as árvores foram um dia sementes, que hoje dão sombras aos viventes. Alguns temas são sensíveis, podem gerar dor em que vê. Gatilhos que a alma lê. Mas se há vontade de entendimento, façamos da paz nosso alimento. E mais que paz, plantemos no solo leveza, doçura e delicadeza, se assim foi no começo, pois que permaneça e que jamais se esqueça, se já fomos amizade encantada, na cidade que vê e não fala. Pois que eram sinceros os nossos passos. Uma árvore de quase vinte anos foi regada muitas vezes e hoje colhemos o verde das folhas vivas e as flores que abundam nos nossos olhos. E nos vejo árvore frondosa, que de ternuras se faz formosa. Somos uma árvore antiga que cresceu em meio a cantigas e muito mais se faz especial, se permanece no tempo real. E é precioso observar que somos duas sementes de uma árvore só. O amor se desencontrou no tempo, mas nunca se desencontrou nas almas. Assim penso, se assim sinto. A distância não apaga a verdade se te leio e te ouço. E você é abrigo, se músicas e poemas, alimentam minha emoção, tantas vezes fragilizada, mas atenta, na melodia que acalenta. E te faço esse poema, se o tempo passou e permanecemos. Um amor calmo, que o tempo não arrastou. Queria ver seu rosto e te abraçar, mas nem sei bem como te encontrar em mim, temo que seu amor tenha chegado ao fim. Ainda assim escreverei sobre seu olhos cor de mar, onde quero para sempre navegar.
MOMENTOS
Momentos que passam,
Momentos que ficam.
Momentos que marcam,
E aos poucos edificam.
Momentos que ferem,
Momentos que curam.
Há lágrimas escondidas,
Que somente Deus segura.
Momentos de alegria,
Momentos de dor.
Dias de incerteza,
Procurando o Teu amor.
Momentos de silêncio,
De luta e solidão.
Mas Tua voz tão mansa
Traz descanso ao coração.
Em todos os momentos, Tu estás aqui, Senhor,
Quando falta a esperança, Teu abraço traz calor.
Se o mundo me esquecer, Tua graça não me deixa,
Pois em meio às tempestades, Tua presença é fortaleza.
Tu és Deus dos dias bons,
Dos dias de aflição.
Em cada instante da vida,
Seguras minha mão.
E quando eu não entender
Os caminhos que percorri,
Lembrarei que nunca sozinho
Nenhum passo eu vivi.
Pois o Deus que fez o tempo
Também cuida de mim;
Transforma dores em bênçãos
E o deserto em jardim.
Em todos os momentos, Tu estás aqui, Senhor,
Minha rocha, meu abrigo, minha fonte de amor.
Se a noite for escura, Tua luz irá brilhar,
Pois o Deus de todos os tempos nunca vai me abandonar.
Cícero Marcos
Os seus 20 anos passam, e ligeiro... espero que chegando aos 50 , você se orgulhe da menina dos 20 que ficou lá atrás! e da mulher madura que se tornou.
Escolha certo para não se arrepender depois!
Eu acredito que as coisas ruins passam, que sempre existe uma nova oportunidade e que nem tudo está perdido, ainda há um jeito. Vivo o tempo que ainda me resta e isso e inegociável, irremediável em mim, porque a vida não espera a gente parar de reclamar para acontecer.
"Quando a força decide antes da razão, os fatos deixam de ser escrutinados e não passam de uma simulação, dando lugar a acusações sem provas, julgamentos sem escuta e punições sem justiça. A verdade, ainda que íntegra e coerente, torna-se vulnerável quando não encontra instituições capazes de defendê-la, e o poder que não reconhece limites transforma o processo em mera aparência e a lei em instrumento de vontade. Por isso, a verdadeira justiça não poderia nascer da superioridade do mais forte, mas da existência de freios que submetam o poder à razão, porque onde a força governa sem limites, a inocência é sempre a primeira vítima e a civilização começa a ruir em silêncio".
Muitos buscam pelo prazer,
que depois acaba em confusão,
trocam a paz por nada
e passam pela vida em vão!
Quando o Mundo Chama de Difícil Aquilo Que Só Era Diferente
Há mulheres que passam a vida inteira tentando ensinar os filhos a caber no mundo.
Mas talvez a pergunta mais importante nunca tenha sido essa.
Talvez a pergunta correta seja:
por que o mundo ainda tem tanta dificuldade em acolher mentes que funcionam de formas diferentes?
Durante anos, olhamos para crianças neurodivergentes tentando encontrar apenas déficits, dificuldades e limitações. Como se tudo precisasse ser corrigido. Como se existir de maneira diferente fosse um erro de fabricação humana.
Mas a ciência começou a mostrar algo profundamente transformador:
cérebros diferentes não são cérebros inferiores.
São cérebros com caminhos próprios.
A neuroplasticidade revelou algo que muda completamente a forma como entendemos desenvolvimento humano, aprendizagem e inclusão: o cérebro está em constante adaptação. Ele aprende, reorganiza, cria conexões e responde ao ambiente o tempo inteiro.
Isso significa que amor, acolhimento, vínculo, segurança emocional, estímulos corretos e pertencimento não são apenas conceitos afetivos. São fatores biológicos que influenciam diretamente o desenvolvimento cerebral.
E talvez seja exatamente aqui que muitas famílias se quebram.
Porque mães chegam em consultórios carregando medo, culpa e exaustão. Recebem termos técnicos, laudos, avaliações, encaminhamentos… mas quase nunca recebem tradução humana para aquilo que estão vivendo.
Ninguém prepara uma mãe para ouvir que o filho é diferente em uma sociedade que ainda pune diferenças.
Ninguém explica o tamanho do luto invisível que nasce não pelo filho real, mas pela destruição das expectativas que foram construídas antes dele nascer.
E, ainda assim, diariamente essas mães levantam.
Pesquisam.
Aprendem.
Tentam.
Erram.
Recomeçam.
Em silêncio.
Existe algo profundamente cruel na forma como a sociedade exige que crianças neurodivergentes se adaptem o tempo inteiro, mas raramente se dispõe a adaptar o ambiente para recebê-las.
Chamam crianças sensíveis de difíceis.
Chamam crianças intensas de problemáticas.
Chamam crianças hiperfocadas de estranhas.
Chamam crianças que não suportam excesso de estímulos de mal-educadas.
Mas poucas pessoas perguntam:
o que acontece dentro desse cérebro?
como essa criança sente o mundo?
quanto esforço ela faz diariamente apenas para existir em ambientes que a esgotam?
Talvez uma das maiores violências da atualidade seja obrigar pessoas neurodivergentes a passarem a vida inteira tentando parecer neurotípicas para serem aceitas.
E isso começa cedo.
Começa quando uma criança aprende que precisa mascarar comportamentos naturais para não ser rejeitada.
Quando aprende a esconder sensibilidades.
Quando percebe que o problema nunca é exatamente sua existência, mas o desconforto que sua diferença causa nos outros.
Mas existe algo extraordinário acontecendo ao mesmo tempo.
A ciência moderna começou finalmente a confirmar aquilo que muitas famílias já percebiam no cotidiano: crianças neurodivergentes frequentemente possuem formas únicas de percepção, criatividade, associação, memória, profundidade emocional e construção cognitiva.
Muitas não enxergam o mundo pior.
Enxergam diferente.
E diferença nunca deveria ser tratada como ausência de valor.
O problema é que fomos educados dentro de modelos que tentam padronizar seres humanos. Como se desenvolvimento tivesse uma única rota correta.
Mas desenvolvimento humano não é linha reta.
É singularidade.
Cada cérebro possui ritmos, conexões, sensibilidades e formas próprias de aprendizagem. E quando uma criança encontra ambientes seguros, respeitosos e emocionalmente regulados, algo impressionante acontece: ela floresce.
Não porque foi “consertada”.
Mas porque finalmente teve espaço para existir sem violência constante.
Talvez o futuro da inclusão não esteja em ensinar crianças neurodivergentes a sobreviverem no mundo.
Talvez esteja em ensinar o mundo a não destruir crianças que nasceram diferentes.
E isso exige mais do que discursos bonitos.
Exige escuta.
Presença.
Informação acessível.
Empatia prática.
Ambientes menos hostis.
Educação emocional.
E principalmente: coragem coletiva para abandonar modelos ultrapassados de normalidade.
Porque nenhuma criança deveria crescer acreditando que precisa diminuir sua essência para merecer pertencimento.
No fundo, inclusão verdadeira nunca foi sobre tolerar diferenças.
Sempre foi sobre compreender que a diversidade humana é justamente aquilo que torna nossa existência tão extraordinária.
Inspirado nas reflexões presentes em “Sementes de Singularidade”, de Diane Leite.
Muitos passam a vida inteira esperando o momento perfeito, o sinal perfeito, a oportunidade perfeita… enquanto o tempo escorre silenciosamente entre os dedos.
Ter a visão desperta justamente para isso: a consciência de que o agora é o único lugar onde o poder realmente existe.
Viver o agora não significa agir por impulso. Significa assumir responsabilidade pela própria existência. Decidir agora. Mudar agora. Evoluir agora. Tudo aquilo que depender de mim, será feito por mim. Sem terceirizar culpas, sem esperar validação, sem viver anestesiado pelos padrões inconscientes da sociedade.
A constância vale mais do que a motivação passageira.
A dedicação constrói o que o discurso jamais sustentará.
O comprometimento revela quem realmente está disposto a transcender a própria limitação.
Não é sobre pertencer a este mundo e seguir cegamente suas programações, máscaras e ilusões. É sobre viver consciente dentro dele. Observar sem ser consumido. Caminhar sem perder a própria essência. Aprender a dominar a si mesmo antes de querer dominar qualquer coisa ao redor.
A verdadeira revolução começa quando o indivíduo desperta para o próprio potencial e entende que sua mente pode ser prisão… ou libertação.
Cada escolha molda teu destino.
Cada hábito fortalece tua consciência ou alimenta tua escravidão interna.
E no fim, a maior batalha nunca foi contra o mundo… mas contra a versão inconsciente de si mesmo.
Você é dessas pessoas que se parecem com esses cometas que só passam uma vez pela terra e tals.
- dele para mim-
Todas as pessoas que passam em nossa vida deixam marcas. Algumas deixam pegadas de luz e outras de fogo.
Essa raiva, esse ressentimento, não passam de medo disfarçado. É forte, muito mais do que se imagina. Pode transformar tudo ao redor quando se escolhe dar o seu melhor, com justiça e resiliência. Um dia, você olhará para trás e saberá que fez o que era certo. A compaixão e o perdão são o único caminho para a redenção. Que Deus guie seu coração, para que você siga em paz.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Nem sempre é fácil enxergar ou compreender a presença de Deus em nossas vidas. Muitas vezes, passamos por momentos de dor, tristeza e desafios que nos fazem questionar a existência divina. No entanto, se prestarmos atenção aos detalhes, veremos que, mesmo nos momentos mais difíceis, a presença de Deus nos sustenta de maneiras inimagináveis.
Ele pode se manifestar através de um abraço reconfortante, de uma palavra amiga que chega no momento certo ou até mesmo de um olhar gentil que nos transmite paz. São nesses pequenos gestos que percebemos o cuidado do divino em nossas vidas.
Quando parece que estamos à beira do abismo, Deus nos estende a mão e nos sustenta. Ele nos dá força para seguir em frente, mesmo quando parece impossível. Sua presença nos dá a certeza de que não estamos sozinhos, de que há alguém maior olhando por nós.
Essa presença divina nos sustenta nos momentos de incerteza e nos ajuda a encontrar esperança onde não havia. Ela nos faz lembrar que somos amados e que não há desafio que não possamos superar com o auxílio do divino.
- Edna de Andrade
Os momentos felizes da vida passam rápido demais, mas deixam marcas eternas no coração.
E talvez seja por isso que a saudade exista: para nos fazer reviver cada risada, cada conversa e cada instante especial ao lado de quem fez a vida valer a pena.
A amizade é assim… mesmo quando o tempo passa, os momentos continuam vivos dentro da gente, guardados com carinho na memória e no coração.
Ian N.T
Identidade da Excelência é quando a qualidade e a alta performance deixam de ser esforço e passam a ser quem você é.
O pensamento amansa,
o corpo descansa.
Paredes que abraçam,
horas que passam.
No ninho do agora,
a paz mora fora e dentro.
