Orfaos do Amor
O amor parece ridículo aos olhos meus
Tão incerto, tão volúvel, tão errático
Um jogo de azar, feito de modo tétrico
Um ímã que atrai, com poder hipnótico
Inebriado por seu efeito etílico
Caímos na sorte do sentimento único
Tão clichê, tão banal, parece satírico
Mas é real, é verdadeiro, é mágico
Por vezes nos perde, prova a bondade
Mas nos ensina a perdoar, a sermos fortes
Nos faz ver além, do ímpeto da vaidade
O amor pode ascender, e não ser ridículo
Basta deixar de lado o medo da sorte
E acreditar na sua pura verdade.
Evan do Carmo
Impossível viver só, sem amor ao lado,
A vida, então, seria um engano profano,
Pois o amor, divino sentimento abençoado,
É o doce canto que transforma o ser humano.
Como um vinho que embriaga a alma inquieta,
O amor encanta e envolve com sua magia,
Em seus braços, a solidão se desfaz completa,
E a vida ganha uma nova sinfonia.
No encontro dos corações, nasce a poesia,
Um vínculo eterno, sublime e sagrado,
Do amor, a essência que nos guia e alumia.
Impossível ser feliz, solitário e isolado,
O amor é o elo que entoa a melodia,
Um abraço divino, um encanto enlaçado.
Evan do Carmo
Depois das palavras que ouvi,
Teu rosto mudou, se afastou de mim,
O amor que era fogo e abrigo,
Agora é silêncio, vazio e frio.
Vivo ao teu lado, mas me sinto só,
Cada palavra tua já não entendo,
O abismo entre nós é um golpe,
um soco no estômago.
Quem és tu, que já não reconheço?
Será que mudaste, ou fui eu que mudei?
Ou sempre foste assim, só eu que não via?
Esse estranhamento é uma ferida
que arde em meu peito.
E me pergunto se um dia ainda te acharei.
Sombras da existência
Trabalha sem amor, na vida escassa,
Caminha sem um norte, em sombras frias.
O tempo se desfaz em agonia,
E o olhar se perde, onde nada passa.
O sangue, já sem cor, sem fé, sem brasa,
Flui lento, em gestos vãos, sem fantasia.
Nos corpos que se movem, a apatia,
Na rotina apagada, nada abraça.
Sonhos desfeitos, vida sem encanto,
O grito preso, a voz que já não clama,
Na noite que se alonga, só o pranto.
E o fim se aproxima, fria trama,
A escuridão avança com seu manto,
E o que restará? Só a voz que chama.
Nem com Vinicius nem com o Tom
Que um amor, tem que triste pra ser bom,
com isso eu Não posso concordar,
nem com o Vinicius nem e o Tom.
Que o amor, não é belo assim
como se canta, não suporta
a miséria que o espanta
Quando falta o pão, pede perdão
e desencanta.
Quando falta o pão, pede perdão
e desencanta.
Se o meu amor fosse canção
Se o meu amor fosse canção
Seria música de Tom Jobim
Seria música de Tom Jobim
De natureza, bela, de luz e de sol
Seria pra mim sinfonia perfeita
Do começo ao fim.
Se o meu amor fosse canção
Seria ópera de Wagner
Romance de Isolda e Tristão
Queixa do Caetano
“Qualquer Coisa” vã
Travessia do Milton
Sina do Djavan.
Se o meu amor fosse canção
Seria assim, cheia de defeitos
Melodia incompleta
Rascunho de poeta
Poema sem som.
Soneto ao meu amor
A lua brilha, espelho do luar,
Reflete a luz que vem do seu senhor.
Assim sou eu, que busco o teu olhar,
E encontro em ti a fonte do amor.
No céu sereno, a lua em esplendor,
Inspira sonhos, faz o mar cantar.
Mas, sem o sol, é triste e sem valor
Perdida e fria, não pode brilhar.
Assim era eu, sem tua luz em mim,
Um ser sem rumo, triste a vagar.
Contigo, amor, conheci vida enfim,
E em teu carinho, volto a resplandecer.
És meu sol, que me faz renascer
E sem ti, não saberia sequer viver.
Oração do Silêncio
Ouvi o som do vazio, meu amor,
o eco de mundos suspensos no espaço,
como se o universo guardasse um segredo
no instante em que tua prece tomou forma.
Era um murmúrio antigo,
feito da respiração das estrelas,
um canto sem voz
celebrando a existência
num espelho onde o infinito se reflete.
Nos teus lábios, senti o renascer da matéria,
não como milagre, mas como fluxo,
como se o beijo fosse a maré se entregando ao vento.
Era a força que tudo move,
o gesto eterno que o cosmo repete
quando o dia se dissolve em sombras
e a noite se abre em promessas veladas.
Na reverência do teu gesto,
teu amor, meu amor,
era mais que oferenda:
era força que unia nossos mundos,
era órbita e atração em harmonia,
era o corpo compreendendo os ciclos do tempo
no instante em que se curvava.
Tu me tocaste com a alma entregue,
não em servidão,
mas na dança de corpos celestes
que encontram equilíbrio na troca.
Fomos constelações em convergência,
não por acaso,
mas porque o universo escolheu
aquele momento para ser eterno.
E ali, onde o vazio tornou-se canção,
onde a matéria renasceu em ternura,
aprendi que amar é dançar com o cosmo,
sem nunca precisar de respostas.
Buscar a santidade e não ter amor no coração é pior do que ser desprovido dos dois.
Seja santo; mas ame.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Escolher ser amigo de Deus, deve ser uma atitude motivada por amor a Ele. Como se, por gratidão, lhE retribuíssemos o Amor que Ele nos dedicou primeiro. Tal decisão, se encarada assim, certamente terá êxito.
(Fabi Braga, 11/09/2014)
O Amor só se torna algo penoso para se doar, se ainda resta algum egoísmo em nós.
Nos decepcionamos com as pessoas, exatamente porque ficamos a esperar que elas nos retribuam o mesmo carinho que lhes devotamos.
Parece ser algo bem justo e razoável.
Mas com esta expectativa, corremos o sério risco de bater de frente com as falhas que as pessoas carregam consigo.
E eis que uma nova frustração surgirá!
Pense na forma como Deus nos ama. Ele insiste em se dedicar a nós, apesar de nossos tantos tropeços.
Olhe para o próximo como para um espelho. Ele é semelhante a você, nas possibilidades de falhar e acertar.
Desarme-se! Ame! Ame incondicionalmente. Distribua amor por aí! O mundo tá precisando! E pare de esperar algo em troca!
Fique frio. Essa semente não falha.
Você colherá amor! Ainda que não seja no mesmo lugar em que semeou.
(Fabi Braga, 22/09/2014)
É impossível que, uma vez que o Amor de Deus passe a transbordar em ti, não queiras repartí-lo; E olhando em volta, fazê-lo notório.
(Fabi Braga, 04/10/2014)
O Amor inclui.
Isso me leva a concluir que, com exceção de eventuais resoluções emitidas por Deus - Justo que é e sendo Ele mesmo a Fonte do Amor, TODA e QUALQUER forma de "exclusão" que vemos é proveniente do desamor.
Não consigo compreender, muito bem, o porquê de algumas pessoas preferirem deixá-lo (o Amor) do lado de fora.
Tão precioso ele é...
E se após tantas conquistas, você imagina que já conseguiu TUDO, Convido-te a revirar tua bagagem.
Veja se aí dentro existe AMOR.
(Fabi Braga, 10/11/2014)
O fato de Jesus ter profetizado que o amor de muitos esfriaria, não significa que tenhamos que nos conformar com isso.
Seria o mesmo que observar uma edificação preciosa desabando dia após dia, lentamente, e não fazer nada para impedir...:/
Mova-se para aplacar a indiferença ao redor.
O amor tem o poder incrível de se espalhar. Acredite nisso! ^_^
Faça a diferença!
Ame!
(Fabi Braga, 28/12/2014)
Um amor forte, mas que, por razões do destino, seguiu caminhos distintos. Talvez não fosse o tempo certo, talvez o universo tenha outros planos… Mas quem sabe, em outra vida, os reencontros não precisem de despedidas.
Era uma vez um quase-amor...
Desses que não se nomeiam com facilidade, mas se sentem na pele, no peito e até nas pausas da respiração. Um sentimento que nasceu rápido demais, intenso demais — talvez demais para caber nos moldes do que se espera de um amor tranquilo.
Ele chegou como quem não queria nada, mas logo tomou tudo. Fez morada nas conversas, nos olhares trocados, nas entrelinhas não ditas. E ela, mesmo desconfiada, se entregou como quem reconhece uma alma antiga. Havia ali uma conexão que não precisava de explicação. Só existia.
Mas era um laço torto. Um passo à frente, dois atrás. Um carinho de manhã, um silêncio à noite. A ausência dele não era total, mas era constante o suficiente pra doer. Ele aparecia, mas não permanecia. Dizia muito, mas demonstrava pouco. E ela, ainda assim, insistia. Não por falta de amor-próprio, mas porque acreditava — talvez mais do que devia.
Ver o afeto dele derramado em outros cantos era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Era se dar conta de que o espaço que ocupava era pequeno demais para o tamanho do que sentia. Ela saiu das redes dele, mas nunca conseguiu sair, de verdade, da memória. Porque amor que marca, marca até no silêncio.
E ele? Ele sentia. Sentia a falta, o peso da ausência dela, o vazio onde antes havia vida. Só não sabia — ou não conseguia — dizer. Talvez porque nunca aprendeu que o amor precisa ser assumido, não disfarçado. Que sentimento escondido vira ferida em quem espera.
No fim, ficaram os dois: ela com o peito cheio de palavras engolidas, ele com a alma carregada de tudo que não soube viver. Não houve briga, nem ponto final. Só um "quase" que doeu mais do que qualquer fim.
Porque há amores que não terminam, apenas se perdem.
E há pessoas que, mesmo indo embora, continuam morando em nós.
Feito eco.
Feito lição.
Feito eternidade disfarçada de acaso.
Se os relacionamentos não tivessem fim, as histórias de amor não seriam memoráveis... Como fantasmas, com assuntos inacabados, assombram as nossas mentes e corações com aquela pergunta: Como teria sido se...?
O amor, vasto em sua complexidade, tece a mais profunda emoção que a alma humana pode abraçar. Seu impacto, como um rastro de estrelas no firmamento de nosso cérebro, é tão intenso que pode eclipsar memórias de relações passadas. O amor é uma jornada vivida, por vezes perdida, mas jamais olvidada... nele aprendemos a dançar com a saudade, a viver na ausência daquele que um dia pintou nossos dias com as cores da felicidade.
Sob o céu estrelado, a doce melodia,
Tu dizes ser louca por mim, amor que contagia.
Na dança do destino, somos loucos a sonhar,
Unidos em desatino, juntos a navegar.
Teu sorriso é a luz que guia minha jornada,
No abraço do tempo, minha alma acalentada.
Oh, como anseio por tua voz, a saudade que traz,
Em cada pensamento meu, és o eterno compaz.
Nossos corações entrelaçados, laço etéreo e forte,
Nessa história de amor, és minha sorte.
Jamais poderias saber, o quanto és meu alicerce,
Em teus olhos, vejo a vida, o amor que floresce.
