Orfaos do Amor
Thales, não o de Mileto, mas o amigo de Oswald, também de Andrade.
Homem de letras e muita representatividade.
Quem gosta de Lobato, do sítio, Emília e sua festa deve já saber que antes teve "A filha da floresta".
Não importa o quão conturbado seja o cotidiano. Enfrenta-se conflitos afetivos, cansaço físico e mental, mas, após uma breve noite de sono, estamos prontos p/ passar por tudo novamente. No entanto, há momentos em que só o colo sincero da mãe e o cuidado atento do pai renovam as forças [física, psíquica, emocional e espiritual]. Há uma necessidade natural de estarmos em casa - real ou simbolicamente falando - para nunca esquecermos quem de fato somos e, assim, poder seguirmos com a consciência tranquila nessa jornada de aprendizagens desafiadoras que é a vida.
Se um principio pode ser definido, não é Tao. Tao é um principio, a criação, por outro lado, é um processo.
O discípulo deve tomar o caminho do mestre como referencial, mas seguir sempre aquele que lhe é próprio.
Os caminhos seguem juntos mas só se unem no fim do percurso.
Seguir é imitar, imitar é reflexo e reflexo não é a coisa em si.
O marionete segue o caminho do manipulador, ele pode parecer ser quando na realidade não é. Seguir literalmente o Mestre é como ser um marionete que ativado pelas mãos do operador; parece ter vida quando na realidade não a tem, e assim sempre estará no depois.
A meta do discípulo é chegar ao Absoluto e no Absoluto, em Brahman, no Tao, não existem "depois".
O Mestre não deve almejar que o discípulo o siga como um autômato, mas tornar-se consciente, e com a mente aberta, afastar preconceitos e prevenções.
Os preconceitos não surgem sozinhos, sempre são estabelecidos por alguém. Seguir preconceitos é imitar o autor, é acompanhá-lo, é o caminhar depois e não se chega depois ao Infinito.
Um mestre é um farol orientador, um ponto de referência no caminhar, mas o caminho é de cada um.
Muitos não chegam a ser mestres porque desejam seguidores e não companheiros seguindo juntos em direção à uma meta única.
verso 1 do Tao Te Ching interpretado por José do Egito
Os preconceitos não surgem sozinhos, sempre são estabelecidos por alguém. Seguir preconceitos é imitar o autor, é acompanhá-lo, é o caminhar depois e não se chega depois ao Infinito.
Muitos não chegam a ser mestres porque desejam seguidores e não companheiros seguindo juntos em direção à uma meta única.
O Mestre não deve almejar que o discípulo o siga como um autômato, mas tornar-se consciente, e com a mente aberta, afastar preconceitos e prevenções.
O mestre deve compreender o Principio do Gênero - Mestre num momento e discípulo no seguinte, pois não existe aquele que não tem algo a ensinar assim como o que não tem algo a aprender. Mestre num momento discípulo no seguinte e assim sucessivamente. Aquele que se diz mestre apenas é um discípulo a mais.
Impor gera a desobediência, o mostrar gera o observar, o observar gera o imitar. Assim o mestre deve saber que o discípulo tende a desobedecer quando algo lhe é imposto, mas tende a imitá-lo quando apenas é observado. Forçar o criar discípulos gera anti-discípulos, não querer criar discípulo cria-os... esta é a lei da polaridade. Sabendo como funciona o princípio da polaridade ele o mestre não gera pressões, espera o fluir natural, aguarda o germinar da semente do exemplo. O Mestre planta e espera...
As pessoas são medíocres
Não valorizam o ser
Somente o ter
Será que eu existo?
Só pensam nelas mesmas
Falta o amor nas pessoas
Amam somente coisas
As pessoas são medíocres
Será que eu existo?
São rasas
Totalmente superficial
Vêem apenas o que lhe agrada
Não veem flores, somente espinhos
As pessoas são medíocres
Será que eu existo?
Em tempos de internet nem pais
Falam com os filhos
As pessoas não se comunicam mais
Perderam a noção de espaço e tempo
As pessoas são medíocres
Será que e existo?
Não me assustaria se
Tudo se acabasse em tragédia
Pois as pessoas são medíocres
Será que eu existo?
Quando as pessoas são tolas, nem o mais alto dos conhecimentos conseguirá deixa-la sábia, se ela não o quiser.
É, não somos mais um casal. Tenho trocentas coisas para falar em relação a isso, mas alguma coisa me tapa a boca e não consigo pronunciar uma palavra sequer, olhando para você. Passamos algumas semanas juntos, não sei se chegou a parecer um relacionamento. Encaro o que tivemos como uma espécie de troca de tempo perdido que queria se tornar útil, construído por beijos e abraços demorados nos intervalos da escola. Eu me sentia sortudo por estar ali, contemplando seus fios de cabelo que adoravam atrapalhar nossos beijos. Sorte é um negócio antagônico à tendência que eu tenho de cagar com tudo, mas, por incrível que isso seja, o azar não deu as caras. Era estranho pensar que as coisas estavam dando certo, apesar de eu não saber exatamente o que isso significa. Algo bonito estava nascendo. Era só olhar os nossos olhos cruzarem com toda a timidez do planeta para ter certeza. Três segundos era o tempo máximo que conseguíamos nos olhar simultaneamente, até a vergonha graciosa entrar em ação e nos interromper. Meu olhar para a esquerda, o seu para a direita. Eu para o nada, você para o tudo. Eu para o passado, você para o futuro. Assim como nossos olhares, nossos planos eram diferentes. Meu ceticismo e pessimismo te observavam com receio, sua expectativa e a fé enorme no amor me olhavam com vontade de amar de novo. Não consegui lidar com as nossas diferentes intuições e nossas intuições acabaram não sabendo lidar com o que tínhamos. Nos conhecemos estranhamente e terminamos da mesma forma. Só não houve adeus porque as partidas concretizadas perfuram demais o coração. Então, ficamos assim, fingindo não gostar e gostar ao mesmo tempo, de uma maneira tão esquisita que nem um de nós dois consegue explicar. E não foi preciso cobrar explicações e diferentes perspectivas do nosso fim. O silêncio é o meio de comunicação que encontramos para nos conectar ao quase amor que só existe na nossa imaginação.”
