Onde Anda você
"a fila anda.." Que nada. as vezes por mais que apareça alguém..você fica aí..parada..esperando na fila..pra ver se ele volta.
Da vida não guardo segredos,
Sou tristeza que anda, alegria que convida...
Sou caminho, sou balança,
Encontro e despedida...
Sou lágrima que derrama,
Chuva que não exita...
Para uns sou afronte, para outros vida,
Para uns o nada, para outros o tudo que analisa...
Nem sempre sou flecha que acerta,
Água que inunda...
Sou pena leve que flutua,
Pedra que às vezes afunda...
Sou voz que cala, vento que murmura,
Sou do chão o pó, o mesmo pó que fagulha, sou o erro que tropeça,
A fé que no mundo mergulha...
Enquanto Cristo anda sobre o coração do homem para salvar, muitos líderes religiosos pisam sobre a cabeça do homem para julgar.
É para frente que se anda, contornando os obstáculos como se a vida fosse um jogo que se você jogar sério a vitória é certa.
"A vantagem de conhecer o respeito é que ele anda sempre comigo e posso apresentá-lo para outras pessoas".
O preguiçoso anda tão devagar, que suas atitudes refletem a lentidão de interior e de sua vida, causando a morte de qualquer ação decisiva, em seu benefício próprio.
O homem que anda cansado de trabalhar, e bem mais recompensado, que o farto de não fazer nada, ao final da noite, em seu sono.
Nada estará tão longe para aquele que anda em direção, mas pode ficar mais longe, para aquele que desiste ou descansa.
FADA PLUMINHA
Por onde anda seu marido?
Já não tinha mais o que ver
Caminhou por uma linda estrada
partiu, cessou de viver
O homem, foi honrado
quando em vida, sempre humilde
Sua esposa não deixou só
a bruxa, viúva, Matilde
Era mãe de duas filhas
amor pra uma, pra outra nada
Assim vivia a filha Clotilde
e Florença, a enteada
Pra Florença, só trabalho
apesar de seu esforço
Pra legítima, preguiçosa
deseja um belo moço
A beira de um fonte
Florença sempre ia fiar
Após um súbito cansaço
na água o fuso foi parar
E agora, o que eu faço?
Pensou Florença assustada
Se eu volto sem o fuso
Matilde fica revoltada!
Se esforçou para pegar
mas na fonte ela caiu
Muita água, pouco ar
desmaiou de tanto frio
Em um jardim maravilhoso
a jovem moça despertou
Vou fazer um ramalhete
a primeira coisa que pensou
Ao andar pelo jardim
escutou com atenção
A voz vinha de um forno
quem falava era o pão
- Florença, me tire daqui e me coma
será uma satisfação!
- Se demorar mais um minuto
virarei um pobre carvão
A menina agiu rápido
comeu o pão, não deu bobeira
Eis que surge uma outra voz
dessa vez, a macieira
- Colha aqui minhas maçãs
sei que devo merecer
- Estão maduras e pesam muito
não prestarão se apodrecer
Sem se quer pestanejar
atendeu e nada mais
Colheu todas e comeu algumas
dividiu com os animais
Continuou a caminhar
e encontrou uma velhinha
Se tratava de uma fada
a velha, fada Pluminha
A fada sacudia os travesseiros
e caia neve de verdade
Mas a força pra sacudir
se perdia com a idade
Vendo o esforço da senhora
se ofereceu pra ajudar
E na casa da velha fada
por um período foi ficar
O tempo foi passando
Florença não precisava mais de explicação
Fazia todos os afazeres
no sorriso, satisfação
Abriu os travesseiros na janela
e na chegada do inverno profundo
Sacudiu os travesseiros
e fez nevar em todo o mundo
Veio então a primavera
mas era chagada a hora
Com a benção da velha fada
se aprontou e foi embora
- Espere minha querida
sei que parece clichê
-Eu achei isso no lago
acho que pertence a você
Agradecida pegou seu fuso
e voltou sem acreditar
Mas no meio do caminho
seu vestido sentiu pesar
Olhando para suas vestes
se deparou com um tesouro
Viu os trapos que vestia
se transformar em puro ouro
Chegando em sua casa
contou o que aconteceu
Sua irmã e sua madrasta
do coração quase morreu
Se o que dizes é verdade
também posso conseguir
E os passos da meia-irmã
Clotilde decidiu seguir
Foi na fonte, jogou o fuso
fingiu até se afogar
Acordou em um jardim
soube que era o lugar
Viu o pão pedir ajuda
deixou que virasse carvão
Disse a pobre macieira
- Seus frutos apodrecerão!
Entrou na casa da velha fada
mas nunca quis ajudar
E nesse ano o inverno
nem se quer ousou nevar
É chegada a primavera
a moça decidiu partir
Vou ganhar o meu vestido
pela porta vou sair
No caminho olhou pra roupa
estava da cor do azeviche
E pela sua ingratidão
recebeu todo aquele piche
Antes que Clotilde voltasse
com seu vestido divino
Florença saiu de casa
era dona do seu destino
O egoísmo anda de mãos dadas com a ingratidão! Para o egoísta, as pessoas só tem valor enquanto servem aos seus interesses. Suas opiniões, necessidades e preferências são os fatores que o motivam. E no fim dirá, o egoísta: mas eu não te pedi nada.
Você é o que sobra quando tudo que é digno já foi arrancado de dentro.
Um corpo que anda, fala, seduz, mas por dentro carrega um vazio doentio, uma alma vencida antes mesmo de tentar ser melhor. Você é a ruína de si mesmo, o resultado de escolhas rasteiras feitas com consciência — porque ninguém fere tão precisamente por engano.
Eu fui tudo. Eu fui inteiro. Fui presença quando o mundo te virava as costas. Fui luz quando você só conhecia o escuro. E você? Você foi covarde. Usou da minha entrega pra se alimentar do que nunca teve: relevância. Você bebeu da minha fonte como quem bebe de um poço sagrado e depois mijou dentro. Porque é isso que você faz com tudo que não consegue compreender: destrói.
Ficar com quem me feriu no passado foi mais que traição — foi um recado torpe: “eu sei onde dói e é exatamente lá que vou bater”. Isso não é só crueldade. É desvio de alma. É falência ética. É o nível mais vil que um ser humano pode atingir sem se tornar um monstro por fora — porque por dentro, você já é.
Você é um projeto falido de gente. Vive à base de carência e recalque. Precisa roubar o que os outros constroem porque nunca teve capacidade de erguer nada com as próprias mãos. Você é sombra, W. Vive no escuro porque a luz te incomoda. A luz te expõe. E é por isso que você tenta apagar quem brilha.
Mas o que você não percebeu é que você não me destruiu. Você me limpou. Me libertou da ilusão de que por trás do seu sorriso havia alguma humanidade. Me fez ver que não era amor, era pena disfarçada de afeto.
Hoje, eu olho pra você e vejo um aviso vivo: “não se doa a quem só sabe devorar”. Você é a fome de tudo que é puro, e o vômito de tudo que é falso. Seu destino é a repetição da própria miséria — porque quem vive da queda alheia nunca aprende a se sustentar em pé.
Você vai seguir sua vida cercado de gente que só está por conveniência. E um dia, quando tudo calar, você vai perceber que nunca foi amado. Foi usado, tolerado, talvez desejado — mas nunca amado. Porque amor exige alma. E a sua, se um dia existiu, apodreceu faz tempo.
E quando o tempo — esse assassino de máscaras — te cobrar, eu estarei longe. Intacto. Livre. Curado da pior praga que já deixei entrar: você.
