Onda do Mar

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Ah, o mar , velho mar
Pudesse eu admirá-lo sempre
Mar com ondas muitas vezes suave
Em outras trazendo medo
Apure os ouvidos e escute sua canção
ora leve
ora bravia
Mas sempre em preciosa sintonia
Mar que se joga até a praia
e leva dali sentimentos
ora bons
ora ruins
de quem por ali caminhou
Não deixa rastro
Não deixa pegadas
Quebra-se contra os rochedos
E faz estremecer de medo
Ah, a grandiosidade do mar
Nos diz muito sobre a Natureza
Basta para ele olhar
E em Deus acreditar

edite lima 60
novembro 2023
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Lembranças...de ontem!

Desabam no mar pingos celestiais
Anseio ascender em ondas de sussurros
Porque deixei de voar nas ilusões...
Mas vejo pássaros trajados de tantas cores
E Gaivotas voando sobre o mar...

O silêncio da solidão mostra-se aos meus olhos
Eu queria mais um tempo no teu infinito e
incomensurável mundo...

Como nos acalma as juras de amor
Ainda me inflama à alma tuas palavras...

Na voraz caminhada dos difíceis dias
Tão-somente quero esquecer as mágoas...

Será na primavera que tua alma posso achar
Para onde se ausentou teu coração?

Mais tarde quando estiver silencioso meu espírito
porque meus pássaros silenciaram...e não mais houver o amanhã
Uma voz fale aos teus ouvidos....de todos os meus sonhos
E guardes de mim dentro de ti....as lembranças deste amor de ontem!

⁠O amor é como o mar, imenso e profundo,
Com ondas que nos envolvem sem aviso,
E nos levam em direção a um mundo
De sensações incríveis, sonhos e sorrisos.
O amor é como o sol, quente e brilhante,
Que nos aquece mesmo nos dias frios,
E ilumina nosso caminho adiante
Com uma luz que vem do coração.
O amor é como a flor, delicada e bela,
Que nasce em meio às pedras do caminho,
E perfuma a vida de quem dela cuida
Com um aroma doce e suave como mel.
O amor é a força que nos move e inspira,
Que nos faz sentir vivos e mais humanos,
E que nos une numa só harmonia
Com tudo o que há de bom nesse enorme universo.
Por isso, que o amor seja sempre celebrado,
Em todos os cantos e recantos da vida,
Como uma luz que jamais se apaga,
E uma fonte de esperança renovada

CARTA I: A Condenação


Eis que a multidão estava tão agitada como as ondas do mar, e exclamavam — homens e mulheres, jovens e idosos — com tom azedo:


— Heeee! Heeee! Matem-no! Matem-no!
— Deem-no de comida aos cães!
— Rebelde! Rebelde! Rebelde! Rebelde!


Então condenaram-me por agir indiferente à multidão. Apedrejavam-me antes mesmo que eu lhes revelasse os seus pecados. Queriam silenciar-me antes que o karma e a justiça testemunhassem por mim.


Houve alguns que se ofereciam como escravos às mãos que tiranizavam a nação; outros reduziam-se a servos daqueles que dissipavam os poucos fragmentos de dignidade ainda existentes entre nós. Por recusar servi-los e por negar-me a participar das suas práticas imundas, sentiram-se confrontados pela minha posição.


Antes que me lançassem à masmorra, arrastaram-me com cordas diante de nomes pomposos. E, no cemitério da minha esperança, apenas tumbas se formavam.
As crianças riam; os velhos zombavam de mim. E os meus próximos… esqueceram que eu existia. Diante deles fui visto como vento: invisível, intangível. Aliás, o vento ainda é perceptível; infelizmente, para mim, ninguém me percebia. A minha presença, para eles, reduzia-se a números, diminuindo pouco a pouco, até que não restasse unidade alguma.


Fui abandonado e entregue pelos meus próprios amigos, vizinhos e parentes, que também vociferavam pela minha sentença ao lado da multidão:


— Condenai-o! Condenai-o!
— Enforquem-no! Enforquem-no!
— Joguem-no ao calabouço! Joguem-no ao calabouço!


Uns até debochavam, dizendo:


— Não és tu o herói? Então por que não ages contra nós? Onde está a tua coragem?


E soltavam gargalhadas em tom agudo:


Hahahahaha! Hahahahaha! Hahahahaha!


Outros cuspiam-me no rosto, enquanto os opressores falavam:


— Não sabes tu que não deves ir contra as leis da sociedade?


Então respondi-lhes:


— De que servem as leis se não visam proteger os fracos dos poderosos? De qualquer maneira, este julgamento não busca a verdade; apenas ratifica a culpa de quem é vítima.


Eles insistiram:


— Todos estamos subordinados às normas da sociedade. O que te dá o direito de desobedecê-las?


E eu respondi:


— Seja qual for a resposta — satisfatória ou não — o resultado será o mesmo: condenação. A lei está ao vosso serviço, não vós ao serviço dela.


Novamente perguntaram:


— Quem pode estar acima das normas? Por acaso não são elas que nos orientam?


Então respondi-lhes:


— As normas não podem estar acima da vida. Somos nós que as criamos; nunca elas que nos criam. Somos nós que as instituímos para que nos orientem.


Furiosos com a minha resposta, disseram:


— Desgraçado! Como te atreves a desrespeitar-nos? Já que não queres submeter-te, far-te-emos arrepender deste dia.


A multidão, cega e incauta de esclarecimento, apoiava veementemente os opressores. Não conseguiam distinguir o certo do errado; o puro do impuro; o joio do trigo; a tartaruga do cágado; o leopardo do guepardo.


E eu olhava para eles como um bando de jumentos sem direção. Então perguntei-lhes:


— Se a lei não condenasse os mais vulneráveis,
vós temeríeis as tropas que vos deviam proteger?
Não ousaríeis confrontar o que vos oprime?
Não teríeis o direito de exigir que vos tratassem com justiça?
Não protestaríeis contra aqueles que vos governam?


Os lordes, temendo que tais perguntas despertassem o povo e que, conscientes da verdade, pudessem rebelar-se, imediatamente ordenaram que me conduzissem à prisão de Kakanda, para que, dentro de dois dias, se realizasse o meu julgamento.


Durante esse intervalo, não comi nem bebi.
Dois dias depois daquela agitação diante dos lordes, organizaram um banquete para celebrar o meu julgamento e rir-se do meu atrevimento. Estavam presentes homens de todas as classes — nobres e plebeus — reunidos para assistir ao meu juízo.


"E, enquanto brindavam à minha sentença, eu era conduzido às trevas do calabouço."


In Cartas de Um Condenado. ✍️

LIVRE AO MAR
Na terra, preso estou.
Livre em ondas serei.
Junto ao meu barco vou.
Neste mar viverei.


Os ventos do leste guiam-me ao sol,
Neste maravilhoso anoitecer.
Ventos leves nas velas me levam
A procura do meu tesouro, viver.


Ondas, tormentas e tufões começam
Na chuva noturna, o vento forte sopra e me quebra
O casco do barco parte no atlântico. No fim viverei?


A deriva...
Jovem ao mar, sem salvação...
Livre agora sou...

E assim seguimos… nadando entre ondas de saudade, guiados pela fé de que, um dia, o mar se acalmará e as águas que hoje doem se transformarão em calmaria. Porque, no fundo, o luto é só o amor tentando aprender a respirar sem o corpo, mas com a alma inteira.

Ver o mar translúcido e o cair das ondas douradas quebrarem diante de seu destino foi algo assustador. Vê-lo lutar com todas as suas forças foi apavorante, mas presenciar o sol se apagar diante dos próprios olhos foi um ato doloroso para o ser humano.

❝ ...⁠Ela tem a rigidez da rocha, mas por dentro é mar, Onde a tempestade mora e as ondas não têm fim. Quantas vezes ela teve que sangrar para se salvar? Guardando a dor, para que a dor não matasse o jardim.
Quando a chamas Mulher Guerreira, lembra-te do custo: Do sorriso ensaiado para não preocupar ninguém, Do grito abafado, do coração em susto, Da ferida secreta que só a Lua sabe de quem...⁠❞
----- Poetisa Eliana Anel Wolf⁠

No mar do pensar,
Nesse instante a nadar,
As ondas escutar,
O vento a pairar.

O nevoeiro do bem estar,
No furacão do apagar,
Rumo ao tsunami do sonhar,
Ao Rio do bem falar.

A temperatura a alternar,
À deriva de um lar,
Em direção à praia do mofar,
Da ilha que veio a abandonar.

O horizonte quisera somar,
Dar um Norte insular,
Talvez um Sul de congelar,
Ou mesmo um frio sem par.

A ansiedade é como um mar revolto, mas a fé nos ensina a nadar contra as ondas.

ABISMO PROFUNDO

​Alma que afunda,
Pranto em ondas de aperto,
Mar de solidão.

Lu Lena / 2026

Não peça a Deus para remover as ondas, peça para Ele te ensinar a navegar. O mar calmo não forma marinheiros, e é no meio do caos que a gente descobre que tem uma força que não vem da gente, mas que nos sustenta.


SerLucia Reflexoes

Não há ondas hoje.
Só o silêncio e leve brisa.
A correnteza conduz a água serena,
o mar não parou para ser olhado.
Que não deixa de ser admirado!
#bisissym

As ondas vêm e vão, mas meu amor permanece, como o mar que nunca esquece o caminho da areia.

Na praia, o vento falou teu nome, e as ondas vieram responder, como se o mar soubesse o quanto amo você.

As ondas vêm e vão, mas meu amor permanece, como o mar que nunca esquece o caminho da areia.


DeBrunoParaCarla

Na passagem de ano!
O mar é mágico e sempre atende aos sete pedidos, nos pulinhos sobre as ondas, na passagem de ano feita por quem cultiva o amor no coração.

" O mar depois de tanto lutar com as ondas, carinhosamente beija a praia...

PERMITA-ME


Oh menina linda permita-me te amar...
Com a força das ondas do mar....
Com a luz da lua cheia que passa a noite inteira a nos iluminar...

Oh linda menina permita-me te amar.....
Com a esperança de uma nova vida.....
Como o remédio que cura a ferida....

Oh menina linda permita-me no teu ouvido sussurrar...
Como fiz outrora e vi seus olhos brilhar....
Senti teu corpo estremecer, com um grande desejo de amar....

Menina linda de andar provocante...
De olhar sedutor, carinhoso, elegante....
Permita-me te amar e tornar tua vida ainda mais interessante...

Menina meiga, inteligente, atraente....
Que chama a atenção de tanta gente....
Permita-se me amar e viver isto tudo intensamente....

Nas ondas do mar


Nasce o sol nas ondas do verde mar,
Em dança suave, a brisa bailando, bailando... a tudo encantar.
Sussurros de espuma, segredos antigos,
cantos de sereias, sonhos amigos.
O balanço das águas embala a razão,
em cada gota, surgindo se vê uma nova canção.
Navegar é sentir, com o corpo e a alma,
a liberdade e a paz que embalam e trazem enorme calma.
Entre horizontes, meu barco desliza...
a luz do entardecer, uma suave brisa.
mares de esperança, surpresas a florir,
no coração do oceano, só quero existir e existir .
Que as ondas me abracem, me envolvam, me guiem...
Nesse azul profundo onde os sentimentos indeléveis flutuam.
Mar verde, brisa suave, eternamente a sonhar,
Nessa viagem infinita, hei de sempre navegar.