Olhos Alma
MEUS OLHOS
Meus olhos tem aumentadas
Suas capacidades de verem
Eu vejo a lua passar distante,
Eu vejo minha alma andando
A dez mil metros longe de mim.
Vejo homens em barcos no alto mar
Com seus movimentos, de ir e vir
Árvores em plena mata, invisíveis
Carros em ruas a distar da minha
Disto são capazes meus olhos.
Se ninguém sabia isto de mim
Já sabem, pelo que vejo e mostro,
Porém isto ainda não prova
Ninguém os olhos que tenho
E nem têm como eu outros olhos.
MUDANÇA
Como um vasto campo, nesta estação, sem nada
Assim meus olhos surpresos vêem agora,
A campina que nas primaveras de outrora,
Refletia o melhor da vida, as flores, alagadas.
E o que terá havido que o tempo não conta,
A vez de outras campinhas de outros lugares,
Verdejarem enquanto a essa se desmonta,
Pra virar um deserto onde só se ver barro.
Permutam as estações, umas suaves, outras não
Umas que trazem alegria e festa, outras estéreis
Uma que se enchem de flores, como era a vez desta.
Mas em se perpetuar assim, esta, a vida muda a razão.
Ah, primaveras de outros tempos, e que ninguém tocou
Quem se atreveria sequer pensar, mudar, o absoluto,
O tempo que tão astuto, faz de si o que se notou,
A forma, o jeito, como ele faz, isso nunca se revelou.
Que eu possa olhar nos teus olhos e dizer,
que ninguém precisa de mim pra viver.
E talvez você consiga falar o que sempre quis,
que não depende de ninguém pra ser feliz.
Mas se um dia eu conseguir segurar a sua mão,
talvez lhe provarei que nada será em vão.
E se por acaso de tudo isso você esquecer,
eu te lembrarei e te farei viver.
Ser forte é , já poder ter visto a pessoa qe a gente ama e sorrir com os olhos cheiios de lagriimaas
Ah, nada como a inocência de quando éramos crianças
A pureza ainda brilhando em nossos olhos
A vida surgindo como um sonho suave
Ah, por que crescer causa tanto sofrimento?
Por que o tempo traz tantas responsabilidades?
Parece que foi ontem que aprendemos a amarrar
Sozinhos o cadarço de nossos sapatos!
Pude ver o ódio tremeluzindo nos olhos dela
Enquanto dizia-me adeus.
Céus!
Aqueles olhos relampejavam.
A música me canta e teus olhos me contam tudo o que o teu silêncio e tua timidez te impedem de falar.
UMA BATALHA EM MIM
Fui tantas vezes ela...
Que de mim me perdi. Corrompi meus olhos na tentativa de não precisar encarar aquilo que me negava existir. Passei a ser mais livre do que jamais fui, ousei como nunca houvera ousado dantes... E de alguma forma tornei-me de mim, mais distante.
Fui tantas vezes ela...
Que me tornei horizonte. Ao longe vejo apenas um longo e antigo rastro de mim. Ultrapassei fronteiras, derrubei muralhas, e as cicatrizes de antigas batalhas deixaram eternas lembranças de um passado que sempre estará presente... tão meu somente.
Fui tantas vezes ela...
Que veio a tona o melhor de mim. Mergulhei fundo em meu desconhecido, encarei os gritos e gemidos, e o medo que tentava minha lucidez destruir. Quebrei regras e promessas, e corri como quem tem pressa de aprender a viver... Exasperada pela angústia de ser o que o mundo me obrigava a ser.
Fui tantas vezes ela...
Que destruí todos os conceitos, aprendi a me aceitar com a visão dos meus próprios defeitos, e assim descobri quantas vezes deixei de ser eu. E após essa longa batalha entre o que fui e o que hoje sou, apesar daquela parte de mim que se perdeu... Uma mulher mais forte, renascida de uma guerra só sua, sobreviveu.
E nesse equilíbrio que busquei entre razão e emoção, libertei as correntes do meu coração, e minh ‘alma de minha própria cela...
Mas tudo porque antes, fui tantas vezes ela.
Fonte (a canção)
Quando o vento tocar o seu rosto
Quando a luz brilhar os seus olhos
Quando o mar banhar o seu corpo
Você vai lembrar de mim
Quando eu vivi no teu mundo
Eu fui la no fundo da sua emoção
Do corpo, da alma dos sonhos de amores
Na mesma estação
Bebi da água doce, do vinho do teu colosso
Do teu horizonte
Mergulhei na tua fonte, ultrapassei a ponte
Renasci do amor
Não pertenço ao teu mundo
Agora sou virtual vivo em um portal
Nas asas do vento, nos teus pensamentos
No ar que você respira no espaço sideral
E deixo me levar no tempo
No teu sonho de amor que renascerá
Cantando blues na memória das canções
Nas noites de luar
