Olhos Alma

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Deus sabe de todas as coisas, nada fica oculto aos seus olhos, muito menos aos seus ouvidos.

À garota dos olhos castanhos


Dona de um cabelo escuro como a noite, e uma pele clara como a lua
Dona de olhos cor de mel, que me mostram a doçura que é te amar
Dona de um sorriso lindo, que é a obra de arte mais linda que meus olhos já puderam contemplar
Dona de um olhar forte, que me cativou desde a primeira vez que cruzou com o meu
Dona de uma voz doce, que se torna a mais bela melodia para os ouvidos certos
Dona de uma risada contagiante, capaz de trazer alegria a qualquer ambiente
Dona de um perfume natural, que se tornou minha fragrância favorita no mundo
Dona de uma presença que traz paz, e um brilho que ilumina até os dias mais nublados
Dona de um toque macio, que causa arrepios em cada parte do meu corpo
Dona, dona de toda a minha admiração
Dona, dona de mim

*"- VOCÊ TEM MESMO, OS OLHOS DE VER?"*
*Quando Jesus afirmou que trazia a boa nova, eis que seu ensinamento trazia mais do que constava nas escrituras; em verdade se tratava de uma revelação; e esta revelação, dentre tantas, está em "João 15, do 11 ao 19". O ensinamento implica na compreensão de que Deus ao nos tratar como amigos e não como escravos, nos compartilhou o poder Dele. E como disse N.S. Jesus: "Sois capazes dos mesmos prodígios que Eu, e até maiores". Portanto, a boa nova é a revelação da concessão do direito de exercer o mesmo poder prodigioso; mormente realizacão dos mesmos milagres de Jesus; milagres de cura, de modificação e de criação de tantas outras coisas (desde a água em vinho, como as atuais maravilhas da tecnologia alcançada).
Eis, portanto, que a palavra de Deus não se resume a idolatrias, nem tampouco a nos resumir eternos culpados que claudicam ao buscar a redenção. A palavra de Deus é, acima de tudo uma libertação; uma quebra dos grilhões da burrice e da ignorância; uma libertação do fanatismo teológico que não traz respostas; uma ruptura do pragmatismo dos dogmas sectaristas e preconceituosos. Jesus trouxe ao mundo a consciência da plenitude da criação; a metodologia da vida plena, onde a busca por Deus começa no interior do homem, pelo exercício do poder divino que há em cada um de nós, seres sencientes.
Jesus é uma revelação do Deus criador do Universo; Um Deus revelado pelo Seu Filho Jesus; que ao contrario de resumir o ser humano como a criatura central do Universo, advertiu a todos: "A casa de Meu Pai (o Universo) tem muitas moradas (outros mundos): referindo a complexidade difusa de Sua Criação.
Assim sendo, Jesus é, e trouxe ao mundo, a luz que faltava; um esclarecimento de Quem É o Pai. Jesus é uma libertação Divina; é o Próprio Poder de Deus Pai, exercido pelo Filho, na plenitude de Sua Revelação. (Victor de Oliveira Antunes Neto)

O que seus olhos não enxergam, seu peito vê, afeto.

Os valores reais e verdadeiros no mundo são fisicamente invisíveis aos olhos, mas visíveis internamente no sentimento.

Vivemos em um mundo onde a maioria das pessoas vive um sono profundo, dorme de olhos fechados, dorme de olhos abertos; e nunca acorda para a realidade, pois a realidade é um despertador silenciado pela mentira.

Os olhos veem o mundo, mas só o coração vê o amor.

Não é por acaso que temos dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca. Isso mostra que devemos observar e ouvir mais do que falar. Antes de dizer qualquer coisa, é preciso entender.

Escutar e olhar nos ensinam muito mais do que falar. Quem fala sem ouvir, quem fala sem olhar, fala sem saber. A boca é só um, porque falar deve ser a última etapa, depois de aprender.

E isso vale para a comunicação em geral. Ser fluente não é apenas saber outros idiomas ou escrever bonito. É saber falar a linguagem certa para cada pessoa. É explicar algo difícil de um jeito simples para sua avó, para uma criança, para um universitário, para um humilde, para quem nunca ouviu falar do assunto.

Cada pessoa entende de um jeito. Para comunicar bem, você precisa ouvir e observar qual é a linguagem dela. Só assim você vai conseguir falar para que ela realmente entenda.

Mas isso exige humildade. Se o ego falar mais alto, você só vai criar conflitos, porque não ouviu nem entendeu antes de falar.

Por isso, dois olhos, dois ouvidos e uma boca. Primeiro, observe. Depois, escute. Por último, fale.

Ver, ver, ver, ver, ver, até que os olhos se cansem de tanto olhar, e então, transformar o que se vê;

Ouvir, ouvir, ouvir, ouvir, ouvir, até que o som se torne insuportável, e então, mudar o que se escuta;

Pensar, pensar, pensar, pensar, pensar, até que o pensamento se repita e se torne vazio, e então, renovar o que se pensa;

Ser, ser, ser, ser, ser, até que o peso de ser o que não é se torne insuportável, e então, reinventar o próprio ser;

Fazer, fazer, fazer, fazer, fazer, até que a repetição do fazer se torne estagnante, e então, mudar o fazer para algo mais significativo;

Viver, viver, viver, viver, viver, até que a rotina da vida se torne sufocante, e então, buscar uma nova forma de viver.

Nada, nada, nada, nada, nada, até que o vazio se transforme em peso, e então, deixar ir o nada, para acolher o tudo.

A mudança começa quando a repetição cansa, e o cansaço se torna o ponto de transformação. Tudo que se repete, quando enjoa, pede por uma renovação. O que antes parecia constante e certo, agora exige novos olhos, novos ouvidos, novos pensamentos. E, no fim, é a mudança que nos leva ao verdadeiro viver.

Os verdadeiros valores são invisíveis aos olhos, mas visíveis dentro de si.

Tudo que é visível aos olhos é possível provar aos outros;


Tudo que é invisível é possível provar apenas para quem olha dentro de si.

Os seus olhos e seus ouvidos são mais importantes que sua boca. Ou seja, aprenda a observar mais as pessoas e escute atentamente quando alguém te falar alguma coisa. Quem consegue conversar olhando nos olhos é alguém verdadeiro e que vale muito a pena manter um vínculo afetivo.

Quando os olhos brilham e sorriem de forma carinhosa é algo fascinante e inesquecível.

Rio
Os olhos do leitor são dois barcos remados pela língua na imaginação do autor. Cada palavra lida o impulsiona no vocabulário possibilitando-o a experiências fantásticas (com a profundidade) de duas palavras pegas do dicionário. E molha-las na correnteza da poesia: ao sol da imaginação — faz a alegria brilha no texto gerando emoção. E abordo dos dois barcos o leitor capricha no remo rumo a novos vocábulos frases acima.

A palavra águia pousa na frase
balançando a mente com a imagem
a pupila dos olhos do leitor se dilatam
com o canto do alfabeto
por perto...
a águia voa — ai, essa palavra dança!

​A Travessia do Invisível


​Há mundos que habitam a gente muito antes de os nossos olhos abrirem para o mundo físico. Na infância, quando o silêncio e a ausência de telas moldavam os dias, a imaginação não era apenas um faz de conta; era uma antecipação. Sonhar com rostos, presenças e cenas que só anos mais tarde cruzariam o caminho na televisão — como o encontro lúdico com artistas no alto de uma árvore — revelava algo curioso: de alguma forma, na vida, parece que já fomos todos apresentados antes. Era a alma reconhecendo nos bastidores do tempo aquilo que a realidade só iria revelar mais tarde.
​Mas a sensibilidade de quem enxerga além não para na infância. Ela cobra travessias. Anos mais tarde, o espírito pediu passagem em um daqueles abismos que exigem a morte de tudo o que é velho para que o novo possa respirar. Ao ver a própria matéria de fora e cruzar com a figura profunda de um mestre da nossa arte nos domínios do sonho, a vida exigiu uma curva drástica.
​Foi preciso morrer por dentro para nascer inteira. Nesse renascimento, os dogmas pesados, as amarras e a religiosidade excessiva ficaram para trás, deixados como roupas velhas que já não cabiam na alma. Caiu o medo, dissolveu-se a culpa imposta.
​Hoje, não há intermediários entre o humano e o sagrado. A bússola é interna, a voz é própria e o leme pertence a quem aprendeu a caminhar de mãos dadas com a própria essência. No controle do próprio destino, compreendemos o que sempre esteve por trás de tudo: o Criador sempre foi o diretor dos cenários. Sobra, então, a liberdade pura de ser, sentir, criar e escrever a própria história.

O que não se pode ver não se descobre com os olhos vendados. Porém, quem tem uma visão que vai além, consegue ver o potencial latente numa pessoa.

Olhos de jabuticaba, um olhar sereno.


Olhos negros, redondos e brilhantes,
Como jabuticabas colhidas no pé,
Guardam mistérios de instantes,
E uma doçura que a gente até crê.
É um olhar que descansa a alma,
Sereno como um fim de tarde,
Traz o silêncio, traz a calma,
Sem que nenhuma pressa alarde.
Nessas esferas de puro cetim,
O mundo parece encontrar seu lugar,
Um brilho profundo, que não tem fim,
E faz a gente querer apenas olhar.⁠

​"Sabe... às vezes, os olhos doem mais que o coração."

Deslealdade é como cupim: corrói no silêncio, escondida aos olhos, até que um dia a gente percebe que aquilo que parecia sólido era apenas uma casca.