Ver, ver, ver, ver, ver, até que os... reflexao.compartilhada
Ver, ver, ver, ver, ver, até que os olhos se cansem de tanto olhar, e então, transformar o que se vê;
Ouvir, ouvir, ouvir, ouvir, ouvir, até que o som se torne insuportável, e então, mudar o que se escuta;
Pensar, pensar, pensar, pensar, pensar, até que o pensamento se repita e se torne vazio, e então, renovar o que se pensa;
Ser, ser, ser, ser, ser, até que o peso de ser o que não é se torne insuportável, e então, reinventar o próprio ser;
Fazer, fazer, fazer, fazer, fazer, até que a repetição do fazer se torne estagnante, e então, mudar o fazer para algo mais significativo;
Viver, viver, viver, viver, viver, até que a rotina da vida se torne sufocante, e então, buscar uma nova forma de viver.
Nada, nada, nada, nada, nada, até que o vazio se transforme em peso, e então, deixar ir o nada, para acolher o tudo.
A mudança começa quando a repetição cansa, e o cansaço se torna o ponto de transformação. Tudo que se repete, quando enjoa, pede por uma renovação. O que antes parecia constante e certo, agora exige novos olhos, novos ouvidos, novos pensamentos. E, no fim, é a mudança que nos leva ao verdadeiro viver.
