Olhos Alma

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Quando olho o infinito que existe em você… lembro que o infinito também mora em mim.

Sua alma toca a minha de um jeito que o mundo não consegue explicar.

Ela cura sem prometer.

Abraça sem prender.

Transborda sem pedir nada em troca.

Talvez porque sejamos feitos da mesma essência…

Folhas da mesma árvore.

Raízes da mesma vida.

Pó da mesma criação.

E, diante dessa conexão, meu coração apenas sussurra: amém.

Porque reconhecer você em mim…

é, finalmente, reconhecer a mim mesma em você.

No fim, talvez o amor mais verdadeiro seja aquele que desperta a consciência de que nunca estivemos separados.

O destino da alma se reflete no coração, que oculta ou manifesta o céu ou o inferno. ✝️🔥

É na hora da morte que a alma do corrupto é julgada e lançada no inferno por Deus, o Justo Juiz. ⚖️
📖 Hebreus 9:27; Salmos 9:17

A razão vem da alma, que deve reinar sobre os sentimentos do corpo; caso contrário, é vergonhoso. 👁️

✝️ A alma que finge fazer boas obras, no tempo certo, cairá no abismo eterno. 🔥
📖 1 Samuel 16:7

O que adquire entendimento ama a sua alma; o que cultiva a inteligência achará o bem.

Bíblia Sagrada
Provérbios 19:8.

A alma origina conceitos a partir de si mesma ou das sensações.

A alma é criada, não é eterna; porém, é sustentada por Deus na imortalidade e, por isso, não morre. O corpo também receberá o dom da ressurreição.
📖 Lucas 20:36; 1 Timóteo 6:16; 1 Coríntios 15:53

🇮🇱 "No sétimo mês, aos dez do mês, afligireis a vossa alma e nenhuma obra fareis."


📖 Levítico 16:29


📝 Nota: A Torá ordena apenas um jejum anual: o Dia da Expiação (Yom Kippur).

Quem ganha uma alma alegra o céu; quem forma um discípulo expande o Reino

O desgosto é um silêncio pesado dentro da alma. Não grita, mas corrói devagar. É o choque entre o que esperávamos e o que a vida entregou, uma ferida que não sangra por fora, mas exige do coração uma força que ele nem sempre estava pronto para dar. O desgosto não é apenas um sentimento — é um peso que o corpo inteiro aprende a carregar.

O desgosto é o instante em que a alma descobre a fragilidade das expectativas.
Ele não nasce do mundo, mas da distância entre o que imaginamos e o que acontece. É um convite abrupto para olhar a vida sem as cores que pintamos nela.


O desgosto é um mestre duro:
mostra que nada é permanente, nem mesmo a alegria;
revela que o outro não pertence às nossas certezas;
recorda que o coração, por mais forte que seja, ainda é casa de delicadezas.


Ele desmonta ilusões, mas ao mesmo tempo amplia a visão.
No desconforto do desgosto, percebemos que a existência não é feita apenas de plenitude —
é feita de contrastes.
Sem o gosto amargo, não haveria clareza suficiente para distinguir o doce.


Paradoxalmente, o desgosto é também uma forma de despertar.
Ele corta, mas abre espaço.
Ele pesa, mas educa.
Ele derruba, mas deixa o terreno limpo para algo novo crescer.


Por isso, filosoficamente, o desgosto não é inimigo, mas um visitante incômodo que nos obriga a reorganizar a própria alma —
e a reconhecer que viver é aprender a renascer mesmo quando aquilo que amávamos desaba dentro de nós.

O desgosto é uma noite profunda da alma,
uma sombra que pousa silenciosa sobre o peito
como se o mundo perdesse, por instantes, a própria cor.


Mas até a noite mais escura
carrega em si o sussurro de uma aurora.
Assim também é o desgosto:
um véu que desce,
não para sufocar,
mas para revelar o que estava invisível na luz.


Ele chega quando a alma está madura o bastante
para compreender o que ainda não queria aceitar.
E no seu amargor, há um convite secreto:
o de voltar-se para dentro,
onde mora um sagrado que não se abala.


O desgosto dobra o ser humano por fora,
mas desperta, por dentro, aquilo que jamais se dobra:
a centelha divina,
o fio luminoso que liga cada coração ao eterno.


A dor, então, deixa de ser ferida
e se torna passagem.
A queda vira caminho.
O silêncio vira oração.


Porque cada desgosto,
por mais duro ou injusto que pareça,
é também um gesto misterioso da vida
guiando-nos de volta ao essencial —
ao que não depende de ninguém,
ao que não se quebra,
ao que é nosso desde antes
de qualquer tristeza.


E quando o espírito percebe isso,
o desgosto não some,
mas se transforma:
vira sabedoria,
vira força,
vira luz que, lentamente,
começa a brilhar onde antes havia apenas sombra.

Quando você descobre que até no avesso da alma tem força,
Nada te para,
Você corre o risco mesmo sem anestesia.

⁠A poesia é a alma
do poema,
o poema é o corpo
que tudo pode
e quem escolhe é você.

O poema pode ser
escrito ou pode ser
tudo aquilo que você quiser,
ou simplesmente não quiser.

Poesia é subjetivismo,
e sem subjetivismo até
o poema não faz sentido.

A poesia só existe
se você ler e entender,
e sem os teus olhos
a poesia nunca irá existir.

(Poesia e poema têm
o compromisso de coincidir).

⁠Elegia

Sentir na profundeza
d'alma o impulso
que leve a uma Elegia
é uma experiência
de quase-morte
para quem é poeta.

Ficar triste e estar
de braços dados
com a morte são
os únicos apelos
para descarregar
o fardo dos lamentos.

A Elegia num sentido
mais amplo é todas
as vezes que sinto
e escrevo reclamando
com o destino o fato
de não ter você comigo.

Sem a compreensão
da morte e da tristeza,
e sem lamentar por não
ter você nunca será
possível escrever
uma Elegia com exatidão
de corpo, alma, poesia e todo o coração.

⁠É sexta-feira

⁠É sexta-feira
o corpo está
aqui e a alma
está em baile.

Quero ser sempre um adulto com alma de criança: aquela pessoa que briga e faz as pazes no mesmo instante, que conta piadas e ri sozinha(porque ninguém entende rsrs) , que ouvi uma música e sai dançando, que faz biquinho quando é magoada, mas que fica encantada quando vê uma borboleta voando...
Quero ser um adulto com alma de criança para que nunca morra a criança que mora em mim... :)

Amaranto das Américas
em grãos ou em flor,
Para alimentar com
amor o corpo ou alma
com toda a poesia
que por esta terra há
existirá e não passará,
para você assim sou,
Porque criei raízes,
e de ti jamais eu vou.

As auroras em baile
fazem companhia
ao coração e a alma
que nessa travessia
sem data marcada,
mas num pacto
íntimo com o tempo
elegeram primeiro
render a existência
de inefável maneira
ao Rukun Negara
por uma vida inteira.