Olhos

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Se Deus remover as escamas dos teus olhos, a vaidade deste mundo perderá o brilho, e você se levantará de banquetes que antes pareciam deliciosos.

“A Versão de Mim Que Mora nos Olhos de Quem Me Ama”

Existe uma versão de nós que talvez nunca consigamos conhecer completamente.

Ela não mora no espelho.
Não aparece quando nos examinamos em silêncio.
Não se revela nas noites em que contamos nossos erros, nossas perdas e tudo aquilo que ainda não conseguimos ser.

Essa versão mora nos olhos de quem nos ama.

É curioso: passamos a vida inteira dentro de nós mesmos e, ainda assim, talvez sejamos as pessoas menos imparciais para dizer quem somos.

Conhecemos demais as nossas fraquezas.

Sabemos onde escondemos nossos medos, lembramos das palavras que gostaríamos de retirar, das oportunidades que desperdiçamos, das promessas que fizemos a nós mesmos e não cumprimos.

Carregamos os bastidores da própria existência.

Os outros, porém, muitas vezes enxergam o palco.

Enquanto eu me lembro das vezes em que quase desisti, alguém se lembra de que continuei.

Enquanto eu me condeno por ter sentido medo, alguém me considera corajoso justamente porque me viu caminhar apesar dele.

Enquanto eu penso que fiz tão pouco, talvez exista alguém guardando na memória uma palavra minha que chegou exatamente quando precisava.

E talvez seja essa uma das maiores ironias da existência:

somos capazes de transformar a vida de alguém sem perceber que fizemos isso.

Há pessoas que carregam uma versão nossa muito mais bonita do que aquela que carregamos dentro de nós.

Não porque estejam cegas.

O amor verdadeiro não é cegueira.

Talvez seja justamente o contrário.

Amar alguém é enxergar suas imperfeições e, ainda assim, não reduzir essa pessoa a elas.

Nós fazemos isso conosco o tempo inteiro: pegamos um erro e transformamos em identidade.

“Eu fracassei” lentamente se transforma em “eu sou um fracasso”.

“Eu tive medo” transforma-se em “eu sou covarde”.

“Eu não consegui” transforma-se em “eu não sou capaz”.

É assim que a consciência, quando ferida, falsifica nossa própria biografia.

Esquecemos todas as páginas e ficamos relendo justamente aquela em que caímos.

Mas quem nos ama talvez esteja lendo o livro inteiro.

Lembra-se das vezes em que fomos generosos quando ninguém estava olhando.

Das vezes em que permanecemos quando seria mais fácil partir.

Das pequenas bondades que nós mesmos esquecemos.

Das batalhas que vencemos sem comemorar.

Dos dias em que achávamos que estávamos apenas sobrevivendo, mas alguém, olhando de fora, enxergava coragem.

Talvez por isso existam momentos em que precisamos cometer um pequeno ato de humildade:

emprestar os olhos de alguém.

Quando nossa visão estiver turva, quando a tristeza diminuir aquilo que somos, quando a culpa exagerar aquilo que fizemos, talvez seja necessário perguntar silenciosamente:

Como me enxergaria alguém que verdadeiramente me ama?

Não para alimentar o ego.

Não para fugir das nossas responsabilidades.

Mas para recuperar a proporção das coisas.

Porque humildade não significa pensar menos de si.

Significa também não se condenar injustamente.

Às vezes acreditamos que conhecer a nós mesmos significa conhecer nossas sombras.

Mas conhecer-se verdadeiramente é ter coragem de reconhecer também a própria luz.

E essa talvez seja a parte mais difícil.

Aceitamos facilmente quando alguém aponta nossos defeitos, mas desconfiamos quando alguém reconhece nossa beleza.

Talvez porque exista dentro de nós um juiz muito antigo, acostumado a recolher provas contra nós mesmos.

Por isso, quando alguém disser:

“Você é mais forte do que imagina.”

Talvez não seja necessário responder imediatamente:

“Você não me conhece.”

Talvez conheça.

Talvez conheça uma parte sua que você perdeu de vista.

Talvez tenha testemunhado sua coragem justamente nos momentos em que você acreditava estar apenas tentando sobreviver.

Talvez tenha encontrado generosidade em gestos que para você pareciam pequenos.

Talvez enxergue possibilidades onde você só consegue enxergar limites.

Existe uma versão de você vivendo na memória das pessoas que você tocou.

Uma versão feita das palavras que ficaram depois que você foi embora, dos abraços que chegaram na hora certa, das conversas que impediram alguém de desistir, das risadas que tornaram determinado dia suportável.

Você talvez nunca conheça completamente essa pessoa.

Mas ela existe.

E haverá dias em que o espelho não será suficiente.

Dias em que a nossa própria consciência estará coberta pela neblina das decepções, do cansaço ou das culpas.

Nesses dias, talvez não seja fraqueza pedir emprestado o olhar daqueles que nos amam.

Às vezes precisamos enxergar a nós mesmos através de outros olhos até que os nossos voltem a reconhecer quem somos.

Porque talvez exista uma verdade muito simples escondida nisso tudo:

há pessoas que acreditam em nós não porque desconhecem nossas fraquezas, mas porque conheceram algo em nós que nossas fraquezas jamais conseguiram destruir.

E, algumas vezes, acreditar no amor de alguém também significa acreditar que aquilo que essa pessoa enxerga em nós pode ser verdade.

Seu corpo é como uma poesia

Seu corpo é como uma poesia
que meus olhos nunca se cansam de ler.

Cada verso revela um segredo,
cada curva guarda uma palavra
que somente o amor consegue compreender.

E quanto mais leio você,
mais desejo me aprofundar
nas entrelinhas da sua pele,
nos silêncios dos seus gestos,
na beleza dos detalhes
que nenhuma palavra consegue explicar.

Há poemas que lemos uma vez
e esquecemos.

Você, não.

Você é daqueles versos raros
que, quanto mais conhecemos,
mais profundamente nos apaixonamos.

E talvez amar seja exatamente isso:
passar uma vida inteira lendo a mesma poesia
e, ainda assim,
encontrar em cada página
uma nova razão para se apaixonar.

Os Olhos da Alma

Vivemos cercados por grandes discursos sobre amor, relacionamento e conhecimento, como se essas riquezas estivessem escondidas apenas em feitos grandiosos, em declarações memoráveis ou em momentos raros. Mas a verdade costuma caminhar em silêncio. O essencial quase sempre mora no pequeno, no simples, no que passa despercebido aos olhos distraídos.

Muitos procuram o amor como quem busca um espetáculo. Esperam fogos de artifício, promessas eternas, cenas dignas de aplauso. No entanto, o amor verdadeiro frequentemente se revela em gestos que não fazem barulho: em uma escuta sincera, em um copo d’água oferecido sem pedir, em alguém que percebe o cansaço do outro e permanece ao lado. O amor não precisa gritar para existir. Ele sussurra.

Também o relacionamento se perdeu, em muitos casos, na aparência. Fala-se em conexão, mas vive-se distante. Compartilham-se imagens, mas não intimidade. Trocam-se mensagens, mas não presença real. Um relacionamento não nasce da quantidade de palavras ditas, e sim da verdade contida nelas. Ele floresce quando duas almas decidem se enxergar além das máscaras diárias.

E o conhecimento, esse tão celebrado, não se resume aos livros empilhados ou aos títulos pendurados na parede. Há sabedoria em quem aprende a ouvir, em quem observa o tempo das coisas, em quem entende a dor alheia sem precisar explicações longas. Há mestres anônimos sentados em bancos de praça, em cozinhas simples, em mãos marcadas pelo trabalho. Nem todo saber veste formalidade.

O problema é que nos acostumamos a olhar depressa. E quem olha depressa, vê pouco. Passamos por manhãs bonitas sem notá-las, por pessoas valiosas sem reconhecê-las, por oportunidades de amar sem percebê-las. A vida oferece tesouros discretos, mas exige sensibilidade para encontrá-los.

É por isso que precisamos olhar com os olhos da alma.

Os olhos comuns enxergam forma, cor e distância. Os olhos da alma enxergam intenção, dor, beleza escondida e verdade silenciosa. Eles percebem quando um sorriso pede socorro. Notam quando o silêncio de alguém é cansaço e não indiferença. Reconhecem amor onde outros veem rotina.

Talvez o maior erro humano seja esperar que o extraordinário venha sempre vestido de grandiosidade. Muitas vezes, ele chega disfarçado de simplicidade: uma conversa breve que cura, um abraço sem palavras, uma lembrança gentil, um perdão concedido, uma presença fiel.

Quem aprende a ver assim nunca mais chama de pequeno aquilo que carrega eternidade.

Porque o amor está nas entrelinhas do cotidiano. O relacionamento está no cuidado constante. O conhecimento está na humildade de aprender com tudo. E a vida, em sua mais pura grandeza, continua acontecendo nos detalhes que só os olhos da alma conseguem notar.

Às vezes Deus permite uma pequena atitude para revelar aquilo que os olhos ainda estavam romantizando.

O Que Falta aos Nossos Olhos e Sobra à Nossa Vida
Há coisas na vida de que não gostamos, mas que precisamos fazer: realizar certos exames, limpar a sujeira do nosso animal, cuidar de um adulto doente ou dar banho em um idoso. Nesses momentos, reclamar muda alguma coisa? Não. Apenas gasta energia que poderia ser usada para agir.
O problema começa quando a reclamação deixa de ser uma reação e passa a ser um hábito. Aos poucos, acostumamo-nos a enxergar primeiro o que falta, o que incomoda e o que está errado. E, quando olhamos a vida por essa lente, até pequenos problemas parecem enormes.
Como bem disse minha filhinha Beatriz: “Talvez valha a pena ressaltar o quanto as pessoas reclamam de tudo, e quase ninguém vê o quão ricas já são. Ter saúde, poder escolher o que comer, ter uma cama, ter pais que nos amam e ao menos um amigo com quem contar já é algo tão grande que não faz sentido reclamarmos tanto.”
E ela continua: “Às vezes, lamentamos o emprego que não temos, o corpo que gostaríamos de ter ou aquilo que ainda não conseguimos comprar, enquanto esquecemos de agradecer pelos olhos que contemplam a natureza, pelas pernas que nos levam a tantos lugares, pela boca que experimenta novos sabores e, principalmente, pela vida que ainda temos. Podemos ter muito, mesmo tendo pouco. Basta aprender a perceber.”
Talvez esteja aí uma das grandes escolhas da vida: olhar para o que falta ou perceber o que já temos.
A reclamação fixa os olhos no problema; a gratidão amplia o olhar para a vida. Se algo precisa ser mudado, que busquemos soluções. Se a insatisfação for inevitável, que saibamos expressá-la sem transformá-la em um modo de viver.
No caminho, aprendi que reclamar não encurta a distância, não diminui a subida e não torna a caminhada mais leve. Mas a gratidão muda a maneira como caminhamos.
Por isso, antes de reclamar daquilo que falta, talvez devêssemos agradecer por aquilo que permanece.
Afinal, pode haver alguém, em algum lugar, desejando exatamente a vida que hoje temos.
Peregrino Nino Carneiro

Não investir na saúde é montar armadilhas no próprio caminho de olhos fechados.

Quem vigia o
meu sono nunca
dorme.
Posso fechar os
olhos tranquila.
Tem Guarda na
porta,
Anjo no corredor
e Deus de vigília.

Van Escher

Fechei os olhos eu vi você...
Acordei de madrugada senti sua presença serena...clamei ao luar
E o dia amanheceu...
Era meus olhos abertos dentro de um sonho e voce estava ali...
O vento levou tantos sentimentos para seu coração..
Me recordei da chuva que tomamos juntos corremos para um ônibus...
Os momentos a neblina cobria a cidade.

Nossos olhos se encontram em meio multidão.
Subimos a escada rolante o encontro no sobe e desce...
O coração bate mais forte num instante eterno nossa almas se tocam.
Luzes dô telão dão contraste em meio as pessoas escutamos nossos corações baterem no mesmo ritmo.
E seguimos em mais um encontro eterno e maravilhoso...

Entre as trevas meus olhos são apagados em um momento irônico.
Comprendo o espaço lúcido para o qual damos importância para o qual observo

Noite estrelada que conduz o espírito num sono perpétuo....
Seja os tais olhos velados pela luz que encanta...

⁠"Quando estamos apaixonados, nada e nem ninguém importa; só temos olhos para quela pessoa, mas se você sente interesse por outras, você não está apaixonado; e se você está em dúvida com duas pessoas, escolha a segunda; pois se você realmente amasse a primeira, não teria uma segunda opção ou dúvida em qual escolher."

Nos olhos abertos no firmamento nos condena pois que devemos ser diante a alienação conectiva.
Dentro da vontade de viver as lágrimas são rio seco dentro das verbais.
Sonsos demonios de luz. Sua voz parece metálica o gosto de salgado mesmo. Sua alma fria apenas são informações falsas ou manipuladas pois as cordas não existem mais.
Agora o flautista usa hipnose coletiva e leva a todos para abismo moral.
O conto parece do vigário, mais tom de skynet mesmo.
Os dogmas estão distantes da realidade pois tudo foi ensinado esta virando coisa de um passado carregado de bruxas e preceito e também repressão pragmática.

Os olhos que sangrar lágrimas de sangue... nos espaços vazios da mente...
Bolsões de realidade são expostos pelos insites...
Devorando meu ego sendo luz que me cala...
Vozes na minha mente pensamentos que me fazem expor o sentimento derradeira flor da consciência...
Ser inerte atônito todavia sendo horizonte frio da minha vida.
Longe da desconexão da Internet vejo seres conectados seres sem emoções.
Na próxima estação vou descer parecem animais animados pela alienação intelectual tudo esta ligado.
As escadas rolantes cheias de contradições o fenômeno do capitalismo sendo ultrapassado pela feudalismo digital...
O amor foi substituído pelo astros das bigs tecs...
Ratos estão distantes do racionalidade do ser racional.

Sendo submundo a aceitação daqueles instantes opacos que alma morre no sentimento.
Seus olhos sangram,
Sua alma grita...
O sincronismo do silêncio da o desespero...
Sua face imaculada senti o prazer do frio caótico...
As sombras da ador que o corvo senti..
Grito alma sem vida a vela se apaga...
Seus lábios pálidos transmite uma mensagem ao ventos...
Suas mortalhas rasgadas voam em conflitos da alma condena...

Os olhos que sangram lágrimas .
São mesmos olhos que sorri,
Olhos que sorri viajam na imensidão.⁠

Terceiro ato
Nos olhos o pesadelo que dorme se sentindo do bem e mal...
Filhos de um destino de atopia digital.
Rostos são máscaras apagadas do ser real. Paradigma é o paradoxo que desdem seu mundo.

Porque eu sonho so tenho pesadelos.
Diante a teus olhos sou cego.
Para ninguém sei o sei nada serei.

Olhando para seus olhos vejo corpo se alimentando de sonhos caminhando para infinito.
Tantas contradições diante corvo faminto.
Tais julgo afoga se no fulgaz instante voo se torna solitário diante a lápides.
Buscando novos horizontes diante a chuva que cai.
Gritos no silêncio de teus lábios flamejantes rasgam os ceus.
A emoções devastam a terra o tornam os ceus cinzas em azuis.