Olhos

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Minha alma sangra,
e meus olhos transbordam a dor.
Cada respirar é um lamento,
e cada toque machuca como cortes profundos.

Saem flores dos meus olhos e boca,
cuspo sangue que se transforma em rosa.
Tão indiferente…
Tão… vivo?

Mesmo com medo,
mesmo no escuro.
Como respiro?
As pétalas cortam tão fundo.

É como se fosse o preço que devo pagar.
Tentei ser a rosa do seu solo infértil.
E virei uma planta sem espinhos.
Você arrancou meus espinhos só pra me ver murchar?

Tentei te dar o meu tudo,
dei o meu melhor…
E quando minhas pétalas caem;
é como se eu estivesse morrendo.

“Um espaço pode impressionar os olhos.
Mas só uma experiência é capaz de tocar a alma.”


— Daugliesi Giacomasi Souza

"Nós trocamos o silêncio pelo barulho. Trocamos o olhar nos olhos por uma notificação."

“O amor é uma ilusão nível Genjutsu. O problema é que eu esqueci como selar os olhos quando olho para você.”

“O amor é um Genjutsu bem executado. O problema é que eu sempre esqueço de selar os olhos quando é você.”

VICTORIA DOCINHO

Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”

“Que a vida não me encontre distraído quando o eterno vier me buscar; quero partir com os olhos cheios de mundo e a alma transbordando de consciência.”

Reconhece-te nas Estrelas ✨

⁠Em outro planeta, num céu sem medida,
dois olhos se viram, lembrança sentida.
Sem dizer nada, a alma entendeu:
“Te conheço de antes, de um tempo que já morreu.”

⁠Agora eu vou, com os olhos molhados,
com os sonhos partidos, os passos cansados.
Mas ainda guardo ... Bem no fundo da alma aberta...
Uma chave esquecida pra um dia... quem sabe... a porta certa.

"Se a recaída vem,
que venha. Mas dessa vez, com os olhos abertos e o coração na mão."

Eu me cuido aos poucos,
sem pressa e sem plateia.
Aprendo a me olhar
com os olhos que sempre ofereci aos outros.
Começo a me dar
o que nunca veio de fora.
Presença.
Cuidado sem cobrança.
Palavras que não ferem.
Estou me escolhendo
onde antes eu insistia.
Me valorizo
não porque virei invencível,
mas porque cansei de me abandonar.
Diminuo o amor pelos outros
para não desaparecer de mim.
Não é frieza.
É sobrevivência lúcida, limite aprendido tarde.
Agora fico.
Em mim.
Sem pedir licença,
sem me explicar.

A alma reconhece o que os olhos ainda duvidam.

“Os olhos eram azuis por fora... Mas nem isso sustentou o que eu insistia em ver em você.”

Quando alguém mostra quem realmente é,
o coração quebra…
mas os olhos acordam.

Ponha-me em seus olhos e me veja

Ponha-me em seus olhos e me veja,
não pela imagem que o mundo criou,
mas pela alma que tantas vezes se escondeu
atrás dos medos que carregou.

Veja minhas cicatrizes em silêncio,
os sonhos que não deixei morrer,
as batalhas que ninguém enxergou
e as noites que precisei vencer.

Não procure perfeição em mim,
procure a verdade que ficou,
porque quem olha apenas a superfície
nunca conhece o amor que restou.

Ponha-me em seus olhos e me veja,
como quem lê uma velha canção,
não com os olhos da razão,
mas com a delicadeza do coração.

Me conheça de novo.


Agora eu carrego outro cheiro,
outros olhos,
uma nova voz.


Não procure em mim
a pessoa que você deixou partir,
porque aquela versão de mim
ficou perdida entre antigas estações.


Eu voltei com novas tempestades nos cabelos,
com outros silêncios no peito,
com histórias que minhas próprias mãos
ainda tentam decifrar.


Meu olhar mudou.
Ele já viu abismos,
já atravessou noites compridas,
já aprendeu a enxergar beleza
onde antes só existia ruína.


Minha voz também mudou.
Ela não pede mais licença para existir.
Ela traz o peso dos dias vencidos
e a leveza de quem descobriu
que renascer também é uma forma de vingança.


Então me conheça de novo.


Não tente encontrar quem eu era.
Escute quem eu sou.


Eu ainda tenho a mesma alma,
mas agora ela veste outra pele,
respira outros sonhos
e caminha por um caminho
que só eu conheço.

No mesmo Pensamento


Enquanto você fecha os olhos
e o mundo inteiro parece desaparecer por alguns instantes,
você sabe que estou aqui,
fazendo exatamente a mesma coisa...
pensando em você.


É um jeito bonito de terminar o dia:


Mesmo distantes,
separados fisicamente,
mas no mesmo pensamento.


Você aí...
eu aqui...


e, enquanto a noite nos envolve,
eu gosto de imaginar
que existe um pedacinho de mim
chegando até você,
sem precisar atravessar distância alguma.


Apenas para te dizer, baixinho:


Durma sabendo que, antes de fechar os meus olhos,
foi em você que eu pensei.
E que, entre todas as coisas que eu poderia levar comigo para meus sonhos,
eu escolheria levar você.
Te amo!

Olhei nos olhos daquilo que ficou e, mesmo de olhos fechados, vi o milagre dançando com a dádiva, ao som da bênção, no compasso da fé.


Então percebi:
soltar também é aprender a confiar no silêncio, para finalmente ouvir a vida — e reconhecer aquilo que Deus confiou aos nossos cuidados.

⁠E quando se sentir triste...
deprimido, sozinho.
Feche os olhos.
Fechou?...
Desabafe com Deus!

Continuar

Há um tipo de cansaço que não aparece nos olhos. Ele mora entre uma tragada e outra, entre o café frio e a louça esquecida na pia. É o cansaço de quem acorda todos os dias e percebe que o mundo continua exigindo o mesmo espetáculo de entusiasmo, quando por dentro só restou o silêncio.

A morte deixa de ser um monstro. Torna-se apenas uma vizinha discreta. Você sabe que ela existe. Ela sabe que você existe. Mas nenhum dos dois bate à porta.

O problema nunca foi morrer.

O problema sempre foi continuar.

Continuar pagando contas. Continuar respondendo "está tudo bem" para pessoas que não esperam uma resposta verdadeira. Continuar alimentando relógios, calendários e compromissos enquanto alguma parte de você resolveu abandonar o navio há muito tempo.

É curioso como a sobrevivência deixa de ser um instinto e passa a ser uma disciplina. Respirar vira uma decisão. Levantar da cama vira uma pequena rebelião contra o vazio. O coração bate sem pedir licença, como um velho motor teimoso que se recusa a desligar, mesmo depois de percorrer estradas demais.

Há quem chame isso de esperança.

Eu não.

Esperança é um luxo. O que sobra é insistência. Uma insistência quase vulgar. Um cigarro aceso, um gato dormindo no sofá, o gosto amargo do uísque barato, uma música tocando baixo enquanto a madrugada faz o que sempre fez: lembrar que ninguém escapa de si mesmo.

Talvez a luta nunca termine da forma que imaginamos. Talvez ela apenas fique mais leve em alguns dias e mais pesada em outros. Talvez o segredo não seja vencer, mas atravessar.

Porque existe uma estranha dignidade em permanecer de pé quando já não há aplausos, quando ninguém percebe o esforço gigantesco necessário para simplesmente colocar um pé diante do outro.

No fim, a coragem raramente grita.

Ela apenas respira.

E, por mais absurdo que pareça, às vezes isso basta para sobreviver a mais uma noite.