Minha alma sangra, e meus olhos... Clara

Minha alma sangra,
e meus olhos transbordam a dor.
Cada respirar é um lamento,
e cada toque machuca como cortes profundos.

Saem flores dos meus olhos e boca,
cuspo sangue que se transforma em rosa.
Tão indiferente…
Tão… vivo?

Mesmo com medo,
mesmo no escuro.
Como respiro?
As pétalas cortam tão fundo.

É como se fosse o preço que devo pagar.
Tentei ser a rosa do seu solo infértil.
E virei uma planta sem espinhos.
Você arrancou meus espinhos só pra me ver murchar?

Tentei te dar o meu tudo,
dei o meu melhor…
E quando minhas pétalas caem;
é como se eu estivesse morrendo.