Olhos
Eu fecho os meus olhos
Mas ainda assim te vejo
Você tá nos meus sonhos
Porque ainda te desejo
Eu me tornei um escravo
Em agonia todo santo dia
Pela solidão, sou açoitado
Desejando a sua companhia
Por você, minha alma anseia
Por ti, a minha vida suspira
Por você, minha alegria pranteia
Por ti, minha consciência pira
O amor que um dia era...
Hoje é só uma quimera.
Que os céus não ousem obscurecer os meus olhos, e a terra não se atreva a sepultar o meu coração. Almejo que você desvende os sutis mistérios da minha alma, ao passo que clamo pela dissolução das minhas próprias paixões.
Dentro de cada alma repousam sacrifícios e renúncias, sombras ocultas aos olhos mortais, mas que ecoam como hinos silenciosos na tapeçaria do destino.
Quando nossos olhos se cruzarem novamente, será que o universo vai segurar a respiração como fez outrora? Será que meu coração, já tão calejado pelas tempestades, ainda encontrará em ti o abrigo que sempre procurou?
Eu me pergunto se o tempo, com seu pincel impiedoso, apagou os contornos do que fomos ou se, ao contrário, traçou com mais nitidez as linhas do que ainda somos. Será que tua voz, ao pronunciar meu nome, terá o mesmo tom de melodia que embalava meus sonhos?
E se, ao nos vermos, o passado decidir se erguer como um sopro de brisa, trazendo de volta os sorrisos, os toques, os olhares que falavam mais do que mil palavras? Serei eu ainda aquele que fazia tua alma dançar? E tu, serás ainda meu refúgio, meu norte, minha paz?
Sei que o amor verdadeiro não teme a distância nem a poeira dos dias. Ele dorme em silêncio, mas desperta em chamas ao menor vislumbre de sua razão de existir. Quando nos encontrarmos, não quero que sejamos como fomos. Quero que sejamos mais. Quero que o tempo se curve diante de nós e que, entre o hoje e o outrora, descubramos que sempre fomos infinitos.
Quando a saudade apertar e o silêncio da noite pesar sobre teu peito, fecha os olhos devagar e deixa que teu coração me encontre no abrigo dos sonhos. Estarei lá, entre brisas e estrelas, esperando por ti com o mesmo sorriso que desenhava no teu mundo quando éramos presença. Sussurra meu nome ao vento do teu subconsciente e permita que a memória dos nossos instantes se faça viva, como se o tempo jamais tivesse nos separado. Pois, mesmo longe da tua pele, nunca estive distante do teu sentir — sou verso escondido na tua alma, abraço eterno entre os véus do sono.
A linha do horizonte não é a reta final,
é só um traço criado por nossos olhos.
Continue caminhando, e verás o novo!
Que a luminosidade de sua alma, o brilho dos seus olhos e a luz do seu sorriso, atraia os mais belos girassóis de amor, paz, felicidade, fé e bênçãos!
Poema
Ser poeta é falar do abstrato, de forma tão consistente que parece palpável aos olhos e ouvidos de quem o ouve e lê.
É mostrar a beleza da vida para alguns e a sua crueza insustentável para outros.
Ser poeta é habitar o inconsciente dos incautos.
É viabilizar o imponderável;
É estimular o viajar, o sonhar, o julgar e o vivenciar de cada um.
Ser poeta é despertar o imaginário nos insensíveis
E ratificar o verdadeiro para os sensíveis
Ser poeta é ser muitos em um só;
Poderá ser amável para uns
E ofensivo para outros;
Paraíso para os amados e inferno para os solitários;
Bálsamo para quem sofre e torturante para os amantes.
Depende do espírito de quem o interpreta.
Mente quem diz que o poeta se espelha em algo ou alguém para criar.
Na verdade, ele retrata a si mesmo. Deixa fluir sentimentos de agora, ou de outrora, vividos ou não.
Quem guia a caneta do poeta é a memória afetiva.
O poeta escreve sobre quem foi, é, ou gostaria de ser.
Portanto, creiam-me:
A beleza de um poema não está nas palavras, versos e rimas. A beleza de um poema está dentro de você, que se encontra neste redemoinho de palavras, que, de forma avulsa, nada representariam para você, se não as ligasse às experiências vividas ou belas esperanças e expectativas de vida.
Viva seu lindo poema!
Ele está no sorriso de uma criança, na água cristalina do pequeno riacho, no abraço sincero.
Ele está em Deus...
Abra seu sorriso
Abra sua mão
Abra seu caminho
Abra seu coração...
Feche seus olhos
Crie asas da imaginação
E voe longe...
Alto...
Mais alto...
Ainda mais alto...
Sinta-se poderoso...
Sinta-se perto de Deus...
Agora abra seus olhos...
Vê aquele grão de areia...?
Aquele, junto de bilhões de outros?
Consegue ver cor nele?
Não consegue, não é mesmo?
Este grão de areia é você...
Igual a todos os outros...
Aos olhos de Deus, somos todos iguais...
Por que então vemos diferenças entre nós?
Levante-se daí, abrace seu irmão mais próximo
Seja ele branco, negro, amarelo...
E ame-o pelo que ele é, não pelo que aparenta!
Você...
Linda como o mar
Quente como o sol
Doce como o luar
Lábios calados
Olhos de menina
Num corpo de mulher
Sinuoso e perfumado
Seus cabelos anelados voam
Suaves com o vento
Meu corpo vibra
O coração dispara
Só por sonhar
Com o toque da sua pele
Pareço flutuar
Não me deixe acordar...
Preciso te amar...
Todas os dias meus olhos
Inundam-se com sua beleza brejeira...
Mas hoje você não veio...
Quem sabe quando
Me presenteará com uma
Linda e nova manhã...
Estendo meus olhos ao horizonte
Em busca de cor
E lá encontro você, monocromática...
O meu viver inebria-se com sua beleza
E o preto e branco da minha vida
Torna-se singularmente colorido
Pois aprendi que não encontramos cor no olhar,
Mas no coração...
Deus nos deu voz para expressamos o que sentimos e olhos para demonstramos quem somos.
Eles são portas abertas para o nosso coração.
Olhar o próximo com olhos de respeito, empatia, compreensão e carinho faz bem a alma. Muda a nossa visão de Deus e de mundo
Quando eu aceito, eu entendo a temporada do verão, e do inverno , assim abro os meus olhos interior e vejo como sou .
