Olhar Vazio
“Quando um bebê encontra o olhar de alguém verdadeiramente bom, não é acaso — é revelação: o sorriso nasce sem permissão, o olhar se prende como quem encontrou abrigo, e a inocência reconhece a pureza antes mesmo que o mundo aprenda a pronunciá-la.”
“Quando teu olhar encontrou o meu, o universo se curvou em silêncio — como se entendesse que, enfim, dois destinos cansados tinham achado repouso no amor.”
“O urubu voa onde ninguém quer olhar, porque sabe que até o que morreu ainda sustenta a vida — e quem entende isso nunca teme recomeçar.”
“No olhar de um gato vive uma calma estranha — a calma de quem observa o mundo em silêncio, como se já tivesse visto o suficiente para não se perder no caos dele.”
Cinema de subúrbio
O escafandrista mergulhou a armadura no dique.
Ele não viu o olhar da rapina.
O mergulhador não chegaria ao Largo de Roma.
Mas resolveu vir à tona... Dique-bonocô- Dique...
Virou trem na Gamboa. Internado no ferro-velho,
foram descobertas todas as suas armações.
Ninguém notou.
Ninguém morou, até vê-lo pintado no outdoor.
Ernesto?!
Ernesto foi viver longe dos barcos. Ancorou o velho navio nas pedras do Garcia.
Pegou visão, montou uma ótica. Foi viver em outdoors:
“Ernesto, meu rapaz!!!
Quando esteve no Largo dos Aflitos, ninguém se afligiu.
Nenhuma flor se rasgou por ele.
Em Água de Meninos, a moça de Taperoá rasgou o vestido de rendas.
Ela estava indecisa entre Capinam e Gil.
O amanhã de Ernesto ficou nas parlendas.
As bocas das galinhas botaram dentes novos.
O namorado amarelo foi pescado na Boa-viagem.
O martelo intimida o prego que não canta na Saúde.
Em Mont Serrat, morreu Antônio Marcos, o herói de Nazaré.
Ele foi tocar alaúde no Recôncavo, para a heroína de cinema. A menina de tranças.
Pobre menina rica, acabou trabalhando na Ribeira.
Se pegou de amores pelo Pagador de Promessas. Até carregou sua cruz.
Fama mesmo, ele fez foi na boca do fogareiro, fritando acarajé.
Fim de uma vida de sonhos.
Acabou a escarlatina em Mussurunga.
A paixão acabou, segundo GH, sapateiro da Mouraria, que virou cineasta.
Seus soldados retornaram da guerra, mas deixaram a ira em Irará.
Alugaram um barracão no Pau da Lima e garantiram que a Rússia não chegaria
à Barroquinha.
Agora que viu o Macron no Pelourinho, ele comprou a Fazenda Grande. Foi onde ele escondeu Israel. O vestiu de bedel, e lacrou a Ucrânia na Lapinha.
O coração de Zelenskyy amoleceu no Stiep.
Coitado, a gelatina lhe oferecida pelo Trump escarneceu-se dos estames.
A rosa púrpura entristeceu a Carlos Gomes.
Putin, causou o grande incêndio no Guarany!
Nos filmes de GH, a Bahia fala Tupi.
Nas margens do Tororó fui beber água. Vi muitos meninos com fome.
Meio-dia em ponto, bateu a preguiça de subir a ladeira. A velha ladeira, que Elis cantou.
Essa não é mais aquela. É pior! ... Não subi.
Fiz os devidos contornos.
A cena seria ao meio-dia. Sol a pino. A hora em que os ponteiros do relógio de São Pedro teriam de se beijar.
Eles se cruzariam mais uma vez, na frente do público.
O último a ver esta cena, foi o Estácio de Sá.
No final do filme, o público soluçava. Polvos amestrados choravam abraçados.
Androceu não ficou com Gineceu. Preconceito do brabo. Tudo por ordem de Manoelito, peixeiro do Bomfim, que media suas escamas, na cama de Almodóvar.
O féretro seguiu acompanhado de Chico Cesar, solitário com o seu tambor, anunciando o que todos já sabiam: Filme Triste.
Triste fim do cinema de subúrbio.
Glauber?... Cadê você, pai?!
O dragão da maldade continua a sua luta contra o nosso Santo guerreiro!
Há um instante em que o olhar se recolhe e as cortinas se fecham, não como fim, mas como pausa — a lente descansa do excesso, aprende a não capturar a dor que insiste, e no silêncio desse apagar de luz, nasce a coragem de escolher: ou se acende de novo por dentro, ou se aceita, com dignidade, que até desistir também pode ser um gesto de lucidez.
Boa tarde!
Que alguns minutos do domingo possam ser reservados para olhar para o alto. É de lá que vem as diferentes bênçãos que a vida necessita. Que bom viver mais um domingo em nossa história de vida... Yes!
No fim, não é o brilho do mundo que me sustenta, mas o olhar de quem me vê de verdade, porque é no vínculo vivido sem medo que a vida deixa de ser apenas existência e passa a fazer sentido.
Dói na alma ver um brilho de um olhar te encontrar e ao mesmo tempo desaparecer.
Mas ao mesmo tempo a fortaleza do espírito nos prepara e nos molda a nos acostuma que nem sempre as escolhas mormentâneas são as melhores...
Sempre o sentimento foi algo que me desmantelou de alguma maneira, de uma forma tão profunda o apego as pessoas se tornam tão profundo!
Às vezes dá medo, sabe, pensar que em um piscar de olhos não temos o bem que tanto tivemos zelo a aqueles que se tornaram especiais em nossas vidas...
Amar uma pessoa não é como colar uma figurinha e depois tirar, isso está num íntimo onde é mistério, e muitas vezes nem o tempo consegue apagar!
Quando a gente vai reescrevendo as memórias, um furacão vem de dentro e nos fulmina; sim, o ser humano é frágil como se fosse um papel.
Que pode ser queimado e amassado, mas até onde o vento pode levar as cinzas de memórias que ficaram e marcaram?
Não, ninguém até hoje foi sábio o suficiente para saber como cê pode apagar uma memória, como poder apagar as mais amargas e as doce memórias, os simples momentos...
Isso ficou eternizado em nosso corações, e vira e mexe a gente está revirando e tendo que experimentar os resquícios que ficaram!
Escolhido no Meio da Rejeição
Helaine Machado
Fui rejeitado no abraço que não veio,
no olhar que desviou,
no silêncio pesado
de quem deveria chamar de filho…
e não chamou.
Fui rejeitado no amor que prometia ficar,
mas partiu sem olhar para trás,
levando pedaços de mim
que nunca mais voltaram.
Carreguei no peito perguntas sem respostas,
feridas abertas
e um vazio que ecoava:
“Por que não fui suficiente?”
Entre pais que não entenderam,
entre amores que não permaneceram,
aprendi cedo
o gosto amargo da ausência.
Mas foi no meio do abandono
que algo mudou.
Quando todos disseram “não”,
uma voz suave me chamou pelo nome.
Quando me senti esquecido,
Ele me encontrou.
Jesus Cristo me escolheu
não pelas minhas faltas,
mas pelo que Ele via em mim.
Enquanto o mundo me rejeitava,
Ele me acolhia.
Enquanto eu me sentia perdido,
Ele me chamava de filho.
E foi então que entendi:
a rejeição dos homens fere,
mas a escolha de Deus cura.
Hoje ainda carrego cicatrizes,
mas também carrego a certeza
de que fui escolhido.
E entre todos os “nãos” que vivi,
o “sim” de Jesus
foi a melhor escolha
que já me encontrou.
Roubaram Tudo que Era Meu
Helaine Machado
Roubaram tudo que era meu…
sem pedir,
sem olhar pra trás,
sem sequer imaginar
o vazio que deixariam.
Levaram meus sonhos
antes mesmo de florescerem,
pisaram nas minhas esperanças
como se nunca tivessem valor.
Roubaram minha inocência,
minha paz,
minha forma leve de ver o mundo…
e me deixaram só
com pedaços que nem sei juntar.
Houve um tempo
em que eu era inteira,
em que sorrir era fácil,
em que viver não doía.
Mas arrancaram isso de mim.
Roubaram meus silêncios bons
e me deram gritos por dentro,
roubaram minha calma
e deixaram tempestades eternas.
E o pior…
ninguém viu.
Ninguém impediu.
Ninguém perguntou se eu estava bem.
Fui ficando pequena,
quase invisível,
tentando caber em um mundo
que já tinha tirado tudo de mim.
Hoje carrego ausências,
memórias que ferem,
e um coração cansado
de tentar se reconstruir.
Roubaram tudo que era meu…
mas esqueceram de levar
a parte que ainda resiste.
Porque mesmo quebrada,
mesmo vazia,
ainda existe um pedaço em mim
que insiste em sobreviver.
E é dele que eu renasço,
mesmo sem saber como…
todos os dias.
Helaine Machado
Mulher de 50
Ser mulher de 50 é carregar no olhar a história que ninguém vê por completo.
É ter cicatrizes que já não doem, mas ensinam.
É entender que o tempo não levou a beleza — apenas a transformou em presença.
Ser mulher de 50 é não pedir mais permissão.
É escolher ficar, partir, amar… ou simplesmente se bastar.
É silenciar o mundo quando a alma pede paz.
É olhar no espelho e reconhecer não só o rosto,
mas a coragem de quem sobreviveu a si mesma.
E, mesmo depois de tudo, ainda floresce.
Ser mulher de 50…
é não ter pressa de nada,
porque finalmente aprendeu o valor de si.
Helaine Machado
- Relacionados
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- 87 frases de pensamento positivo para olhar o lado cheio do copo
- Frases sobre violência que ampliam o olhar e fortalecem opiniões
- Envelhecer: frases engraçadas para olhar o tempo com bom humor
- Olhar Horizonte
- Vazio
- Brilho no Olhar
