Olhar
Sempre me intrigaram os olhares.
Não aqueles que passam por nós distraídos, mas os que permanecem.
Os que pousam devagar sobre a nossa existência e parecem recolher fragmentos que nem sabíamos ter deixado expostos.
Há quem olhe para um rosto e veja apenas traços. Há quem olhe para uma fotografia e veja apenas uma imagem. Mas existem aqueles raros olhares que atravessam a moldura, a pele, as palavras e alcançam aquilo que não foi dito.
Talvez seja por isso que me encanto tanto pelos detalhes.
Porque a alma dificilmente se apresenta inteira. Ela se revela aos poucos: em um silêncio prolongado, em um sorriso que vacila antes de nascer, em uma saudade escondida atrás de uma frase comum. E é preciso sensibilidade para perceber.
Quem enxerga por dentro compreende que cada pessoa é um universo guardado sob aparências. E que reconhecer alguém é mais do que vê-lo; é acolher sua história sem precisar conhecê-la por completo.
Também acredito que todo olhar é uma espécie de espelho.
Aquilo que conseguimos reconhecer no outro fala, de alguma forma, sobre aquilo que habita em nós. Talvez seja por isso que certas pessoas nos alcançam tão profundamente. Não porque nos revelam algo novo, mas porque iluminam algo que já existia e permanecia adormecido.
No fim, penso que a vida é feita desses raros reconhecimentos.
Instantes em que alguém nos vê para além do que mostramos. Instantes em que nos sentimos encontrados sem termos pedido para ser procurados.
E talvez seja esse o maior desejo da alma: não ser admirada, nem compreendida por completo.
Apenas ser vista.
Há olhares que percorrem paisagens, atravessam rostos e encontram beleza nas coisas mais simples. Mas existe um olhar ainda mais difícil: aquele que se volta para dentro.
Nem sempre temos coragem de sustentá-lo.
É mais fácil observar o mundo do que visitar os cômodos esquecidos da própria alma. Mais fácil apontar imperfeições ao redor do que reconhecer aquelas que silenciosamente habitam em nós.
Olhar para dentro exige silêncio.
Exige fechar os olhos para tudo o que distrai e sentir. Sentir o que dói, o que constrange, o que precisa partir e também aquilo que precisa permanecer.
É nesse encontro que descobrimos nossas falhas, mas também nossas virtudes. Nossos excessos, mas também nossas ausências. As feridas que pedem cura e os sonhos que ainda esperam coragem para florescer.
Quem nunca olha para dentro corre o risco de viver distante de si mesmo.
Mas quem se permite esse mergulho encontra mais do que imperfeições. Encontra verdades.
E são elas que nos transformam.
Porque todo recomeço nasce primeiro de um olhar sincero lançado para dentro de nós mesmos.
Intimidade
Libidos acorrentados a códigos morais e normas éticas...
Olhares que refletem, como um espelho da alma.
Toda uma essência de desejos luxuriosos.
Que a boca tenta a todo custo esconder
Mas que o corpo inocentemente, revela.
Todo os sentidos viajam por colinas de volúpias
Onde o tato percebe texturas aveludadas, hora lisas, hora úmidas...
Onde o olfato percebe uma fragrância floral que transforma um mar de hormônios do desejo em um sublime riacho de prazeres...
Olhos captam curvas e traços de perfeita harmonia.
E a boca se deleita em uma dança onde sedentos lábios
Parecem através do beijo tentar provar da essência da alma.
E já não há como saber onde inicia um amante ou onde termina a outra
Gemidos e sussurros compõem uma sinfonia de intimidade
E surge no ventre, uma centelha de energia. Que ganha força segundo a segundo.
E na velocidade do piscar dos olhos, explode...
Como se uma nova estrela nascesse no universo do corpo.
O prazer viaja pelas artérias e aniquila qualquer outra sensação.
Arranhões, mordidas e gritos expelem o prazer que não é possível suportar..
E ali jazem os dois amantes...
Inertes...
Relaxados...
E deliciosamente afundam entre lençóis e almofadas...
Tendo nada mais que um corpo nu e uma imensa sensação de satisfação para se prender...
Então, em meio a abraços cansados e beijos sonolentos. Adormecem.
Um sorriso seu muda meu dia, um gesto de carinho me contagia, e a inocência do seu olhar me ludibria com a ilusão de um dia eu poder fazer parte de toda essa magia.
E pela primeira vez ela superou o medo de se olhar ao espelho. Ela era linda! Era perfeitamente possível se apaixonar outra vez...
"Estar presente no seu olhar...
Fazer parte do seu pensar...
Te abraçar e sentir queimar...
Me calar quando você falar...
Inventar, sorrir e brincar...
Com chocolate a lambuzar...
Certamente, jovens a amar."
É difícil olhar pro lado e ver que você tem que contar apenas com si mesma(o), quando pensava que teria pessoas pra te apoiar, e de repente, tem a surpresa de se ver perdida(o) e sozinha(o) e sente vontade de abandonar tudo.
Conhecer as Pessoas É Essencial
Olhar Nos Olhos
I maginar o Quanto Ela Pode Ser Importante
S aber Que Tudo Pode Acabar Num Instante
A mar Acima de Tudo
S onhar com Um Futuro Feliz
Q uando Gostamos de Verdade
U ma coisa Pode Saber
E ssa É a única Pessoa Que Pode Nos Fazer Feliz.
M as Uma Coisa Não Podemos esquecer
U ma Andorinha Não Faz Verão
D evemos Enxergar o Que o Outro Sente
A ssim Sabemos o Quanto Essa Pessoa
M erece o Nosso Sentimento
N ão Faça do Amanha
O Sinônimo de Nunca
S entimento não e uma Coisa Que
S e Esquece da Noite Para o Dia
A s Vezes tudo Não Passou de Um Sonho
V alorizamos Demais Quem Não Merecia
I maginamos Muitas Coisas, Mas
D isso Tudo Apenas Uma Coisa Temos Certeza
A Vida e Maravilhosa Se Você Não Tem Medo Dela
O que Me Move
Depois de falar sobre o olhar que me define, venho agora compartilhar um pouco mais sobre o que realmente me move.
Meu olhar sempre foi um caminho para além do óbvio. Não vejo apenas o instante, mas o que ele carrega. Cada imagem que registro e cada palavra que escrevo são fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Gosto de capturar o que pulsa, o que sussurra histórias na sutileza dos detalhes.
Minha fotografia não é apenas sobre o que está diante de mim, mas sobre o que ecoa dentro. Busco o que resiste ao tempo, o que guarda essência, o que conecta. Escrevo para dar voz ao que se esconde nas entrelinhas, para transformar sensações em palavras que acolhem e despertam.
Mais do que um ofício, meu trabalho é um reflexo de quem sou. Um convite para ver com mais sensibilidade, sentir com mais verdade e reconhecer, na imagem e na palavra, um pedaço de si.
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Meu olhar, sobre tudo, revela segredos que o silêncio guarda.
Não falo, apenas observo. E nesse gesto de ver, encontro coisas que não têm nome, mas existem. Há uma dor que insiste em se esconder nas frestas, há uma esperança tímida que se veste de sombra. O olhar recolhe o que os outros deixam escapar, aquilo que não cabe nas palavras, mas que grita em silêncio.
Olhar é quase tocar o que não pode ser tocado. É sentir o mundo por dentro, mesmo quando o mundo fere por fora.
Composição: O Silêncio que Guia o Olhar
A composição é o fio invisível que conduz o olhar dentro da fotografia. Mais do que regras ou técnicas rígidas, ela é sobre equilíbrio, harmonia e direcionamento da atenção. Cada elemento dentro do enquadramento conversa com os outros, criando ritmo e narrativa sem precisar de palavras.
Tecnicamente, a composição envolve a escolha do enquadramento, a posição dos sujeitos, linhas de força, pontos de interesse e o uso do espaço negativo. Mas a verdadeira maestria está em perceber quando menos é mais, quando o silêncio da cena destaca a emoção, e quando os detalhes sutis carregam todo o significado do momento.
Uma composição bem pensada permite que o espectador seja guiado naturalmente pelo olhar, descobrindo camadas e histórias que vão além do que é visível à primeira vista. Ela cria fluxo, foco e sentido, tornando a fotografia mais profunda e impactante.
A técnica serve à narrativa, mas é a sensibilidade do fotógrafo que transforma cada enquadramento em arte. É nesse cuidado que a composição se torna o silêncio que guia o olhar e transmite sentimento.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
O Retrato e a Verdade do Olhar
O olhar é a janela da alma, e no retrato ele revela aquilo que palavras não conseguem expressar. Capturar a verdade do olhar é captar o instante em que o sujeito se mostra inteiro, sem máscaras, permitindo que sua essência apareça na imagem.
Tecnicamente, é preciso atenção à proximidade, ao enquadramento e à profundidade de campo. Mas o segredo não está apenas na técnica: está na sensibilidade do fotógrafo em perceber quando o olhar é sincero, quando a expressão transmite emoção genuína e quando o silêncio da pose conta mais do que qualquer gesto.
Cada retrato é único porque reflete a individualidade do momento. O fotógrafo atua como um guia, criando conexão, respeito e confiança, mas sem interferir na naturalidade que torna o retrato verdadeiro.
É nesse equilíbrio entre técnica e sensibilidade que o olhar se transforma em narrativa, tornando a fotografia um reflexo autêntico da vida e da emoção.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
Quero assimilar todos os olhares, todos os pontos de vista,
Não deixar escapar nenhum detalhe,
Tenho fome de vida, tenho sede de cores,
Quero degustar todos os odores, respirar as sensações
Viver todas as experiências, e depois todas elas mixadas
Vingar meu atraso de vidas tardias e passadas em um segundo, quero a revanche do que não percebi antes, e agora sim me envolver
Viver tudo... Viver acima
Reviver
Até sobre a vida viver
Até sobreviver
Demasiada Loucura é o mais divino Juízo -
Para um Olhar criterioso -
Demasiado Juízo - a mais severa Loucura -
É a Maioria que
Nisto, como em Tudo, prevalece -
Consente - e és são -
Objecta - és perigoso de imediato -
E acorrentado -
Foi assim...
"O sorriso é lindo, mas o olhar é triste"
(maio/2005)
Foi assim que ele me definiu e foi assim, o inicio de uma grande amizade.
Foi assim que eu descobri que podemos ocultar muitas coisas, mas jamais a pessoa que somos.
E somos muito mais que o sorriso que nos acompanha numa festa, o bom dia que falamos à cada manhã ou o alô que dizemos ao atender o telefone, somos muito mais que o nosso diálogo, que o nosso silêncio... somos bem mais!
A pessoa que eu sou hoje com certeza não é mais a mesma do dia que ouviu esta frase, esta definição... Não sei bem como me descreveria hoje. Talvez o sorriso continue o mesmo, talvez o olhar tenha se modificado, talvez nada disso... Mas a verdade, era que o dito era verdade.
E como alguém que revela a cara, estampa a face, retira a máscara
eu fiquei ali, parada, imóvel _ com um sorriso lindo mas nos olhos, haviam lágrimas
Eu não precisei dizer nada, era como se ele já soubesse...
Percebi mais tarde que ele nada sabia, mas desejava saber... e soube, pouco a pouco
devagar fui me revelando, fui me desvendando... e isso era bom. Muito bom!
Era bom poder contar, era bom ouvir. Era bom ser feliz!
Fomos felizes... estávamos decididos que seríamos e fizemos cada dia ser mais feliz. Fizemos nossa felicidade com gestos simples, gargalhadas e com uma sinceridade, que nada ocultava.
Num mundo de pressão aquela amizade era também minha válvula de escape;
Era minha alegria, minha fantasia... a minha outra metade!
Era meu bem, meu zen meu mal...
E amizade, a gente sabe, que só se inicia e nunca finaliza
porque amizade não tem fim, e a nossa continua por aí!!!!!!!!!!!
Julia Campanucci
Nov/2009
Eu não posso ser comprado, mas posso ser roubado com um só olhar. Eu sou inútil para um, mas inestimável para dois. O que sou eu?
Desleixo
Ah, eu não canso de olhar pra ele. Olha só como ele segura o cigarro, quase deixando ele escorrer entre seus dedos. Não, eu não concordo com esse vicio dele, mas esse pequeno detalhe me arranca suspiros porque eu percebo seu desleixo. Eu não agüento esse ar de não estou nem ai que ele passa para todos, eu não agüento as camisas maltrapilhas que ele usa. Como se não se importasse, e de fato eu acho que ele não se importa. Repare agora como ele joga a fumaça para o ar, como se quisesse fazer um desenho com ela. Isso me lembra o dom que ele tem de transformar tudo em arte, como quando ele usa as palavras, ao falar, ao cantar e ao escrever. São coisas tão simples que ele usa, mas ele faz tudo ficar fora do normal colocando essas palavras em ordens e contextos surpreendentes. E agora repare por um segundo em como ele amassa o cigarro e o joga fora com a ponta dos dedos fazendo um estalo. Eu não sei, mas é como se ele não se importasse para a vida em si, é como ele só usasse as coisas para tirar o melhor proveito delas e quando conseguia jogava fora o que restava, só tirava proveito do que havia feito com aquilo. É esse jeito de to nem ai, de não ligo pro que vão dizer, de vou usar qualquer roupa, vou fazer qualquer coisa que me cativa nele, é esse jeito de sorrir como um cafajeste depois de tudo que me faz refém dele, e eu não consigo evitar, porque no fundo, no fundo eu gosto, e ele sabe.
