Oi tudo bem
FIM OU RECOMEÇO
Com a vida em dia,
o gato alimentado,
a cama desfeita
e a mente vazia,
tudo parece no lugar,
acordar mais um dia,
inflar o peito,
e ascender às estrelas,
certo de que cumpri
minha obrigação,
como missão sadia,
viver uma existência
convicto de que tudo vale a pena
se fiz por amor
assim correto fiz,
a vida, supostamente
chegou ao seu final,
assim o homem segue
seu curso, estendendo
a mão ao seu melhor
amigo, farto de saber
que quem reinar aqui
não é o homem
é o animal.
O mar é o coração de Deus
E no meio de tudo isso está o mar
Imenso, misterioso e sublime
Que nos convida a refletir
Sobre a grandeza do divino
O mar é um espelho da alma humana
Com suas marés que sobem e descem
E suas ondas que vêm e vão
Assim como nossas emoções
Mas o mar também é um mistério
Uma imensidão sem fim
Que nos faz sentir pequenos
Diante da grandiosidade do universo
E é nesse momento que entendemos
Que somos parte de algo maior
Que nossa existência é passageira
E que devemos buscar a evolução
Pois assim como o mar evolui
Com suas ondas que transformam a costa
Nós também podemos evoluir
Com nossas escolhas e nosso amor
E quando finalmente compreendemos
Que estamos conectados ao divino
Que somos um com o universo
Encontramos a paz interior
E o mar continua a pulsar
Como o coração de Deus
Nos lembrando que somos parte
De algo maior e mais profundo
Então mergulhe nas águas salgadas
E sinta a energia do mar
Deixe-se levar pelas ondas
E pelo amor que nos une ao criador.
Não me peçam razões por meus ais profundos,
Porque em minha alma tudo é turbulência,
Sem ter medo dos riscos nem dos rudes,
Porque eu sigo um caminho de intensa vertigem.
Não peçam por que cantamos as paixões,
As dores em nossas vidas tão intensas,
Cantamos para que não as sufoquemos,
E para que as floresçamos em nossas mentes.
Por que razão cantamos tão intensamente?
Porque a voz que carregamos no peito
É um grito que faz romper as algemas,
E nos torna seres livres do preconceito.
Não me peçam razões para eu seguir,
O caminho que escolhi pra mim,
Pois é o meu coração que guia meus passos,
E minha alma que me leva além do fim.
E assim, sem explicação ou razão,
Sigo meu caminho, sem temer a solidão,
Pois sei que cada passo meu,
Me trará mais perto de minha própria evolução.
Os homens, em geral, procuram sentido para tudo, desejam a todo custo encontrar resposta e significado para as ações da humanidade. Neste vão empenho se aliam a partidos religiosos e ideológicos.
O poeta, consciente de que não é possível esta utopia, se contenta em encontrar distração, momentos em que possa se iludir de que encontrou sentindo ou antídoto para para sua angústia existencial.
Na vida, tudo demais quer existir,
mas é preciso saber reverter,
transformar, como arte de ofício,
e buscar o que liberta, que alivia.
Pessoas de vida, pessoas de morte,
uns merecem pérolas, outros não,
como diz o provérbio:
não jogue pérolas aos porcos.
Mas há quem, em sua total apatia,
não mereça poemas, nem flores,
tão imunes ao amor, tão cegos nos desamores,
que não aplaudem, não batem palmas.
Essas pessoas não devem ser tratadas bem,
mas ainda assim, tratamo-las com gentileza,
porque nossa conduta não é deste mundo,
falamos do belo, mostramos o que é puro,
mesmo que o mundo fique mudo.
A minha maldição é ensinar poesia aos brutos,
filosofia aos estúpidos, amor aos indultos.
Amor em forma de indulto, talvez,
não sei, só sei que o gesto de amar
se faz com quem sabe receber.
E quem não sabe, recebe o silêncio.
Tudo é Hábito
Tudo é hábito, costume que gera vício,
e o que se faz demais nos faz refém.
O vinho aquece, adoça a alma,
mas em excesso, curva o homem,
faz da taça uma jaula invisível.
O amor é luz quando livre,
mas quando prende, queima, fere,
e o ciúme, sombra de seu brilho,
se arrasta lento, como fera à espreita,
pronto para devorar.
O amante apaixonado, se não contido,
pode se tornar destino e maldição.
Já não ama, exige,
já não sonha, vigia,
transforma o desejo em sentença.
A busca pelo saber ilumina,
mas quem vai fundo demais
pode perder o chão,
trocar a dúvida pelo vazio,
e o mistério pela descrença.
Até a fé, se imposta,
deixa de ser fonte e vira peso.
Crer demais sufoca,
crer de menos nos faz naufragar.
E a criação, que deveria ser alívio,
se torna cárcere do próprio pensamento,
se não houver pausa, respiro,
se não houver o equilíbrio
entre a chama e a brisa.
O paladar se perde na fartura,
e o desejo se esvai no excesso.
Tudo demais vira veneno,
e o que era doce, sereno,
transforma-se em sal no próprio ventre.
Eu sei
Eu sei,
que você é tudo que tenho,
e não há engenho intelectual quando digo isso.
Ao acordar, quando lhe sirvo o café,
sinto que o dia só começa
quando seu olhar repousa em mim.
Ah, meu anjo,
minha sorte,
meu guia neste escuro existir.
Quis voltar ao poeta simples de outrora,
livre do peso das palavras pensadas,
mas já não sei ser sem sentir.
na sombra da vida
onde tudo se faz,
a noite, um açoite,
engano voraz.
o homem se perde
em plano desfeito,
sem fé, sem direito
de tentar outra vez.
a vida é só uma,
sem chance de volta.
só há revolta
e um lutar no vão.
no palco do medo,
só culpa e segredo —
sussurro de morte
e retorno ao chão.
Confissão de um artista incompreendido
Eu só sou artista quando escrevo.
Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.
Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.
Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.
É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.
E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.
FARDO
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você...
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você.
Diz o poeta, com razão:
Que amor demais dá combustão.
Acende o fogo da paixão,
Mas toda chama, um dia, apaga.
E todo amor, meu bem, um dia acaba...
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Lute por tudo aquilo que acredita e conseguirá alcançar seus objetivos, não para mostrar aos outros, mas para legitimar a nobre pessoa que existe em você.
"Orar é sempre importante, orar é falar com Deus, e dizer o que você precisa, e tudo sem constrangimento"
Guarde essas palavras e a põem em seu coração... 1° quem crer, e 2° quem for, tudo começa pelo acreditar, depois pelo ir, ninguém se salva sem fé e sem obras"
"Dizer SIM pra tudo é o mais puro ato de covardia de alguém que não saber dizer NÃO, você ira viver refém para sempre, de si mesmo"
"Eu não posso entregar a metade, para aquele que me deu tudo, Jesus te entrego minha vida por inteiro"
Tudo que nasce, morre...
porém aqueles que vivem em Jesus Cristo,
passaram da morte
pra vida eterna
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