Oi tudo bem
Nem tudo o que é contado é importante; nem tudo o que é importante pode ser contado.
Às vezes tudo o que uma menina quer é sumir. Mas, na verdade, tudo o que ela precisa é de alguém que a entenda.
O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é.
O indivíduo que concorda com tudo o que você diz ou é um imbecil ou está se preparando para te passar a perna.
Quando a gente ama alguém, de verdade, esse amor não se esquece. O tempo passa, tudo passa, mas no peito o amor permanece, e qualquer minuto longe é demais, a saudade atormenta, mas qualquer minuto perto é bom demais, o amor só aumenta.
Só que dessa não se morre. Mas tudo, menos a angústia, não? Quando o mal vem, o peito se torna estreito, e aquele reconhecível cheiro de poeira molhada naquela coisa que antes se chamava alma e agora não é chamada nada. E a falta de esperança na esperança. E conformar-se sem se resignar. Não se confessar a si próprio porque nem se tem mais o quê. Ou se tem e não se pode porque as palavras não viriam. Não ser o que realmente se é, e não se sabe o que realmente se é, só se sabe que não se está sendo. E então vem o desamparo de se estar vivo. Estou falando da angústia mesmo, do mal. Porque alguma angústia faz parte: o que é vivo, por ser vivo, se contrai.
Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou. Tudo o que nele repousa aspira a tornar-se acontecimento, e a personalidade, por seu lado, quer evoluir a partir de suas condições inconscientes e experimentar-se como totalidade.
A beleza da mania religiosa é que ela tem o poder de explicar tudo. Uma vez que Deus (ou Satã) são aceitos como a primeira causa de tudo que acontece no mundo mortal, nada é deixado à sorte... a lógica pode ser alegremente jogada pela janela.
Eu procurei me manter afastado, mas você me conhece, eu faço tudo errado.
Tudo aquilo que não podemos incluir dentro da moldura estreita de nossa compreensão, nós rejeitamos.
Nós vamos nos ver, nós vamos conversar, sair juntos, provavelmente nos tocar — e de repente tudo pode realmente ser. Ou não.
