Oi tudo bem
O ser humano é muito imediatista, ele quer tudo para ontem, muita coisa para hoje e quase nada para amanhã.
Desconexão
Quando nascemos tudo é normal e comum. Costumes, cultura e tradição vão preenchendo nossa forma de ser, de viver e de ver o mundo. A religião ou a falta dela também é passada de pessoas, que já ocupavam o espaço social, para nós, os novos habitantes do espaço. Com o passar do tempo todos os nossos pensamentos são reproduzidos, frutos de fatos sociais existentes na sociedade e que de forma automática começamos a reproduzi-lós. Emoções, fala, educação, comportamentos, espiritualidade, diversão. Tudo isso é massa, é passado, não é o livre arbítrio que tanto é falado, vivemos em uma sociedade conectada e conexão é forma, jeito e controle. Existe a forma de aprender, o jeito de ensinar e o poder de controlar. "Eu quero que você aprenda que esforço é menos importante que talento." "Eu quero que o povo de determinada região sejam considerados inferiores, pois assim controlaremos o espaço de trabalho que essa população deve ocupar." Tudo isso é bastante estranho, pois você, e eu, estamos automatizados por uma sociedade que força modelos de pensamentos. Conta uma história que uma jovem mãe adorava cozinhar bolo de macaxeira, mas diferente de cozinhar em uma assadeira convencional ela usava uma de torta. Certo dia a filha que adorava o bolo da mãe questionou porque a mãe fazia em uma fôrma diferente, a mãe respondeu: " Ah não sei minha filha, foi a sua avó que me ensinou assim, você deve perguntar a ela." Ela sendo uma jovem inteligente e curiosa foi questionar a avó e mais uma vez: "vó por que a senhora ensinou minha mãe fazer bolo em uma fôrma de torta?" Ela responde: "Ah minha neta, foi a sua bisavó que me ensinou assim, aproveite que ela tá acordada e pergunte a ela. A jovem garota correu até o quarto e repetiu a pergunta e a bisavó respondeu com a voz cansada e trêmula: "ah minha neta, no meu tempo eu vivia em uma situação muito difícil, na época que eu ensinei a sua avó ela estava prestes a se casar e uma tradição era a noiva saber cozinhar, no dia que eu fui ensinar a ela fazer bolo eu não tinha a forma certa, daí utilizei a de torta, o tempo passou, nem sua mãe, nem sua avó questionaram e eu resolvi deixar por isso mesmo, mas agora você já pode fazer bolo na fôrma certa." Esta pequena história mostra como nossos hábitos são uma reprodução de uma geração passada e quando não há questionamento estamos falidos a ser e a viver de uma forma que talvez não seja a melhor. Mas o que quero realmente dizer com essa mensagem é que podemos mudar nossos hábitos, nossa realidade, mudando nossa forma de pensar, conhecendo novos livros, aprendendo uma nova língua, forçando uma desconexão do mundo material e se concentrando em uma nova conexão, a conexão com a única parte do universo que podemos transformar, nós mesmo. Steven Jobs tem uma frase que diz: "Tudo a nossa volta volta foi criado por pessoas talvez tão inteligentes quanto nós." Todos os seres humanos são humanos, o que nos diferencia é o espaço que estamos inserido este mesmo passa crenças muitas vezes limitantes e devemos seriamente repensar, meditar sobre pensamentos ruins, degradantes, mesquinhos e limitantes. Hoje eu te entrego um dom, o dom da iniciativa, para que com ela você consiga ser o próximo transformador da realidade, não só sua, mas do maior número de pessoas possíveis.
O Senhor Deus é meu Pastor e tudo tenho em abundância. Ele me faz repousar em pastos verdes e me guia em águas de paz.
O nosso Pai é Deus. Nele confiamos! Deus me fortalece. Tudo posso naquele que me fortalece. Deus é o nosso aliado. Em Deus, somos renovados. O Criador de tudo vai adiante e prepara o nosso futuro. Estamos confiantes, pois, em Deus, somos mais que poderosos. Somos Filhos Puros de Deus.
Nem tudo está sob nosso controle, mas a forma como agimos diante das circunstâncias pode nos conduzir tanto ao bem quanto ao mal.
Tudo que te tira a paz é invisível aos olhos. Está ali porque os sentimentos alimentam. Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diárias e fazer deles troféus na estante da vida!A mão invisível que nos protege e nos toca é a mesma que sacode a árvore. Faz das nossas ações um caminho mais denso, calcado com pedregulhos. Quero um caminho sólido, na solitude do eu. Quero me afastar da solidão. Quero alicerçar o caminho que será trilhado... e tento ser eu.Ouvir dizer: Nenhum homem é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um punhado é arrastado para o mar, se fragmentando como se fosse monturo, como se fosse a casa de estranhos ou fora da minha própria casa; seria a morte de qualquer homem uma insanidade, porque sou parte do Ser. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti. Eu me dobro por ti... A arte está na forma com que se enxerga. O êxito de estar a contemplar a si mesmo e projetar as suas ilusões ou realidades naquilo que lhes apraz... é nosso triunfo diário. Eu, daqui, observo a minha árvore, em um jardim sem pomar, e as sacudidelas que tento dar não têm resultado algum. Isso me convence de que todos os dias, a mão invisível que a toca, testa as suas raízes ao vê-la, imperturbável, não se dobrar… então, danço com a mão invisível entoando uma canção ao vento, me desvencilhando das folhas mortas caídas ao chão...Se eu quisesse sacudir a árvore com as próprias mãos, não seria capaz. É que eu sou como um grão de mostarda, lutando para germinar em terras áridas... na estação errada... O vento, que não vejo, e que atinge a árvore; a perturba e a dobra como quer...Quem nos salvará da ira vindoura? Quem estará nas trincheiras ao teu lado?– E isso importa?– Mais do que a própria guerra.Estamos indiscutivelmente curvados e atados por mãos invisíveis... *Eis aí o grande Leviatã...
*Uma crítica ao Estado no pensamento de:*
Thomas Hobbes
Nietzsche
Adam Smith
Hemingway
Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...
MEU PURGATÓRIO É VOCÊ
Meu purgatório é você...
Meu inferno astral é tudo aquilo que pressupõe meu desejo.
Tudo e todos estão incutidos em mim:
As palavras, as ações, as aspirações e inspirações, tudo se volta como redemoinhos causados por inquietudes.
Porém, há algo novo dentro de mim.
Descobri minhas limitações e sorri de forma que deixei escapar um sorriso nervoso e triste, por saber que o super-homem que habita em mim falha todas as vezes que tenta salvar-me de perigos iminentes.
Desta forma, ando entre o certo e o duvidoso, só para saber se estou equilibrado. Mas cá entre nós: o que é e como equilibrar-se entre o tortuoso e o reto?
Eu já nem sei; só caminho e deixo-me pagar as dívidas cobradas pelo tempo.
Meu purgatório não é mais você; descobri ser eu mesmo, uma dualidade que não tem fim. Mas, insistindo em segurá-la para construir um paraíso só nosso, desvelando um inferno que se tornou só uma faísca no tempo perdido que resultou do contato de almas, eu me refiz.
Agora, almas que buscavam equilibrar-se na mesquinhez do ego saltam e dançam, ouvindo a música que toca em algum lugar fora do eixo dual de ambas!
Joguei fora para fora toda experiência de luz. Confrontei minhas trevas e não saí vencedor, mas descobri que em mim havia um lugar que não conhecia, um lugar sombrio, um limbo que descobri ter vários eus.
O purgatório se desfez, o inferno se foi e o paraíso não alcancei. Porém, segui meu caminho sabendo das novidades que existiam dentro do meu eu, e fui me equilibrando estrada afora. Sobre o quê?
Não sei. Só sei que fui, vou, estou e voei!
A ÁRVORE DA MONTANHA
Tudo que tira a paz é invisível aos olhos.
Está ali porque os sentimentos alimentam.
Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diáriase fazer deles troféus na estante da vida!
A mão invisível que protege e toca
é a mesma que sacode a árvore.
Faz das ações um caminho denso, calcado em pedregulhos.
Quero solo sólido na solitude do eu,
afastar-me da solidão, alicerçar o trilho...
Tento ser eu.
Ouvir dizer: "Nenhum homem é uma ilha;
cada partícula do continente, uma parte da terra.
Se um punhado some ao mar — como monturo,casa de estranhos ou além da minha própria —,a morte de qualquer homem diminui-me,porque sou parte do Ser. Não perguntes por quem os sinos dobram:
eles dobram por ti." Eu me dobro por ti...
A arte está no olhar. O êxito de contemplar-see projetar ilusões ou realidades no que aprazé nosso triunfo diário.
Eu, daqui, observo minha árvore em jardim sem pomar.
Minhas sacudidelas falham. Isso convence:todos os dias, a mão invisível a testa,vê-la imperturbável, raízes firmes.
Então, danço com ela, entoando canção ao vento,desvencilhando folhas mortas do chão...
Se quisesse abalá-la com mãos próprias, fracassaria.
Sou grão de mostarda, germinando em terra árida,na estação errada... O vento invisível a perturba,dobra-a como quer.
Quem nos salvará da ira vindoura?
Quem nas trincheiras ao teu lado?
— E isso importa?
— Mais que a própria guerra.
Estamos curvados, atados por mãos invisíveis...
Eis o grande Leviatã.
A Dialética do Abismo: O Despertar da Soberania
Falar da sombra é, antes de tudo, reconhecer a dualidade que nos fundamenta. Ela não é um acidente de percurso, mas a própria substância do nosso ser — o antagônico que vive nas frestas da nossa consciência. Por muito tempo, a ingenuidade nos serviu de escudo; acreditávamos na ficção de uma identidade solar, enquanto enterrávamos o "outro" em nós sob o solo do esquecimento. Mas o recalcado não morre; ele aguarda o gatilho, o instante em que a vida, em sua irônia implacável, nos obriga ao confronto.
Vivemos sob a ilusão do acaso. Atribuímos ao destino, aos outros ou à má fortuna os naufrágios que nós mesmos projetamos. É a náusea sartreana: o desconforto de perceber que nossa liberdade é absoluta e nossa responsabilidade é total. Descobrimos que a "demência" é fluida — somos os arquitetos das situações que nos aprisionam. Provocamos o caos para validar nossa escuridão e, depois, de forma ignóbil, miramos a flecha contra o próprio peito.
O cordão umbilical com o pensamento mágico foi cortado. Resta-nos a solidão da vida adulta: uma sincronicidade austera onde o mundo não é algo que nos acontece, mas algo que coautoriamos. Hoje, a soberania nasce no intervalo. Entre o impulso bruto e a ação consumada, abriu-se um espaço de lucidez técnica. O "final trágico" — a ressaca moral e a dissipação da energia — agora é uma premonição que nos protege.
Neste diálogo, o tempo deixa de ser um carrasco e torna-se testemunha. Cada vez que escolhemos a diplomacia em vez da explosão, estamos reescrevendo nossa crônica pessoal. Não estamos apenas evitando uma "ressaca moral"; estamos esculpindo o próprio caráter. Afinal, a verdadeira liberdade não é fazer o que se quer, mas ter o poder de não ser escravo daquilo que nos destrói.
Entenda que quem conversa com sua sombra é sua luz. Ambas coexistem; somos dualidade pura. Jamais dissiparemos nossas trevas por completo, mas podemos adormecê-las com a presença da luz. **Não se trata de uma "cura" que elimina a treva, mas de uma diplomacia interna. Quando a luz conversa com a sombra, a consciência define-se como esse mediador que não nega a existência do oposto, mas que escolhe qual força terá a palavra final na ação.** A intenção não é encontrar um mundo de claridade absoluta onde tudo é belo, mas encontrar o equilíbrio real naquilo que sabemos que existe: nossa própria sombra.
Confronte-a. Puxe a cadeira, mande-a sentar e converse com ela. Ao final, seus medos perdem a força, pois você estará diante do seu espelho vivo. Desse confronto, você não sairá perfeito, mas sairá mais fortalecido, integrado e, finalmente, seguro de si.
Ysrael Soler
#PensamentosProfundos
#autoconhecimento
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Enquanto te olhava
Enquanto te olhava
Eu pensava como o
silêncio entre nós dizia tudo,
no jeito simples do teu sorriso
que fazia o mundo desacelerar só pra eu te sentir.
Enquanto te olhava
eu pensava que alguns
encontros não pedem pressa,
pedem coragem —
porque o coração reconhece
antes da razão.
Enquanto te olhava
eu pensava se você também
sentia esse nó doce no peito,
essa vontade contida de ficar,
mesmo quando o tempo
insistia em ir embora.
Enquanto te olhava
eu pensava que amar
às vezes é só isso:
guardar alguém no pensamento
como quem guarda um segredo bonito demais pra perder.
Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.
Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.
Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.
E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.
