Oi tudo bem
A celebração de hoje
não é enfeite,
É construção do amor
da gente,
Bem feito, lindo
e perfumado
como o pinho
beijado pelo orvalho
das nossas manhãs.
De cada letra deste poemário
a minha responsabilidade
assumo e conheço bem;
Escrevo para que do tempo
não seja apagada a História
da memória de um General,
de uma tropa e outros fatos
da nossa América Latina.
Está chegando o Natal
e nada se sabe da liberdade
da tropa, do General que
está preso injustamente
há quase cincos anos
e dos presos paisanos
que também são
presos de consciência.
A cada dia a cena
mais se agrava na região,
parece que ninguém não
se consegue mais viver
na vida sem tensão.
Em quatro anos caíram
seis presidentes peruanos
e o último teve o golpe
desfeito em duas horas,
convivemos com uma
incógnita política
em cada Nação da região.
O nosso amor foi crescendo
forte, puro e translúcido
bem feito como alabastro,
Comemoramos hoje este
amor além do tempo que
se mantém apaixonado.
Ainda bem que existe
a poesia que cede
gentilmente a licença
poética que permite
enxergar atrevida
cada movimento
como uma indireta
direta para conquistar
este coração que é teu.
Quando os olhos descobrirem,
que escrevo em busca do amor,
Dedicando-me a ter o vero [bem,
que aguardo desde sempre,
Um dia eu sei que ele [vem...
Quando a tua razão compreender,
que aqui existe arte inconfundível:
Poesia casta e [imprescindível
Que não quer nada mais nada menos
Do que viver um amor [incrível...
Quando os teus sentidos sentirem,
que escrevo com a fé mais [feliz,
Entregando-me com o mapa à Cádiz,
que aguardo desde sempre,
Como o florescer da flor de [aniz...
Quando a tua compreensão [captar,
que escrevo com os meus versos
- solares -
Versos latinoamericanos e audazes
Para com o amor poético [libertar...
Sagrada com as marcas das guerras,
Experimentada pela vileza dos algozes,
Marcada por duas Ditaduras,
Que ainda querem calar as vozes...
Se calam um poeta, registre:
Mil outros hão de vir, é premonição!
Poetas não são como as espumas,
Que as ondas do mar não hão de apagar!...
Os poetas são as constelações,
Que na constelação têm a sina,
De serem para sempre lembrados
E no firmamento viverem a brilhar.
Ser amada sem rodeios
E sem cerimônias,
Bastar-te com meneios
Bem sem vergonhas;
Amar-te sem anseios
E sem pressas,
Ser amada em segredo,
E com rituais:
Para a gente se querer
- sempre -
E a cada dia mais e mais...
Ser amada por você
E sem preocupação,
Bastar-te com doçuras
Bem sensualizadas;
Amar-te sem censuras
E sem apegos,
Ser amada em plenitude,
E com louvor:
Para a gente não se esquecer
- sempre -
Como é bom fazer amor.
Cai a noite serpentina,
Enfeitada de estrelas,
Sai vestida de brumas,
Bacante sideral,
Vestiu-me com rendas,
- invisíveis
Protegeu-me com plumas,
- incríveis
Mas não aos seus olhos
- exigentes -
Capazes de identificar
Que somos indivisíveis - salientes.
Abraça a tranquilidade do amor,
Que te faça sentir bem vivo,
Removendo toda a neblina,
Navega em águas mansas,
Entregando-se de vez ao desejo,
Que cresce dia após dia;
Não desiste, e no peito cadencia
No ritmo das ondas do mar...,
Esse amor existe, e ele não vai passar.
Ninguém me contou,
Você virá ao meu encontro,
Eu te sinto, e nos pressinto,
Brindando como reis a tua vitória;
Não duvide, faremos história.
Você não precisa me contar
Confias em mim
Ao ponto da tua vida me dar
De tanto me adorar
Em raios de luar e me ver
Sempre e em todo o lugar.
Entrando na tua vida
- bem devagar
Eu sou a primavera,
A alma que te espera,
O Farol que beija o mar.
Um farol perdidamente
No estreito e a frente,
Quanta loucura para contar...
Iluminando o teu barco,
Primavera potente,
Farol perdido, não ilhado,
Com muita história a te contar
E um amor profundo para te dar.
Sei escrever essa saudade
- sobrenatural -
Bem aqui no peito
De um jeito sem igual,
Só por este beijo fatal.
Sei remar entre os canais,
Em busca de você não é,
E nunca será demais...
O amor vira arte:
Literatura,
Conquista,
Cultura,
E semeia com ternura.
Sei amar, e sei ser cais:
De um novo ponto de partida,
Para que tenhas fé na vida...
O amor é um canteiro delicado
De finas tulipas
Que com jeito e trato,
Cabe poesias floridas
De uma poesia interminável
Desta primavera incontestável.
Sei também que o amor reforça a fé
Fazendo de nós uma fortificação,
Nos levando na mesma galé...
Não importa como acontece,
Ele chega bem de mansinho,
De um jeito que te aquece;
Não importa, ele acontece.
Essa liberdade que se solta,
E que te prende,
Cantarola de dia,
E de noite suspira...;
Ao poeta sempre inspira.
Não importa, mas é assim,
Ele vem de forma indescritível,
Cheio de si, e sublime em mim;
Não importa, mas é incrível.
Essa prisão que não é prisão,
E que te deixa livre,
Só com o teu violão,
Espera, crê e confia;
Fazendo bagunça no meu coração.
Nunca vi flores tão bonitas,
- todas bem perfeitas
Lindas flores infinitas,
- super perfumadas
Pareciam até pintadas!
Todas muito bem nascidas
Na cidade de Colinas;
Rodeada por cursos d'água,
Coroadas por cascatas,
Todas bem regadas!
Sim, nestes versos inventados,
Bem intencionados,
Para arrancar das colinas,
Mil sorrisos,
Para semear felicidade
No meu canteiro.
Se um dia eu vier ao encontro
Do teu povo,
Da tua cidade que é um jardim,
Eu seja reconhecida
Não como uma simples turista;
Mas como alguém que ama,
A sua gente e a sua cidade
Ainda quando os conhecia
Nos campos de flores e da poesia.
As cores se envolveram
Na curva do horizonte,
As duas não se esqueceram;
E é bem aqui dentro de mim,
Que você se esconde.
As espumas e as ondas,
Os beijos das sereias,
As carícias entre as espumas,
Iluminando as mil maneiras,
Escrevendo as boas loucuras.
As cores - 'as nossas',
Os perfumes - a prosas,
Os vinhos - e as rosas,
As mãos - amorosas,
Os beijos - sonetos,
Seguem todos em mim,
A vida prosseguindo o curso,
E eu jamais te esqueço - padeço.
Ali, logo ali está,
A vida a vibrar,
Bem no mangue,
Não tão distante,
E bem perto do mar;
Na Ilha dos Remédios,
Vou a cura procurar
Pela cura do mal de amor,
Devo ir, e se lá eu não for,
Comigo para sempre ficará
A repleta dor desse mal de amor,
- Que talvez nunca passará... -
Ali, bem dentro de ti,
Com o barulho do mar,
Sublime cantante,
Menestrel brilhante,
Indo sempre ao mangue,
Para a vida cultivar,
Nas carregadas redes de pesca,
Para enriquecer a festa e alimentar,
O povo que luta e ama,
Nessa terra que o mar balança,
Floresce no sorriso a alma açoriana.
Escrevo porque sinto,
Ouço você vivendo,
Bem aqui (dentro).
Assim ainda te vejo,
Indo rumo (adentro),
Com todo o sentimento.
Escrevo porque sei,
Que não estou só,
Tenho você que me (tem),
Eu sou o teu maior bem.
Porque tudo requer:
carinho e (manha)
Um dia tudo se ajeita,
E virás com amável sanha...
Escrevo pétala por (pétala),
Em sílabas com bons tons,
Melodias próprias das cítaras,
Harmonias das mil canções,
Do solstício do inverno,
Revelando para as emoções.
Ainda nos desejo,
Assim nos (creio),
Nada em mim é passageiro:
tudo é repleto, concreto e inteiro.
Assim procuro escrever
Curvo-me ao teu mistério,
Jamais desistirei de nós
Eu te encontrarei no alto hemisfério.
Tenho em mim
o frescor,
- está em mim
o odor
Bem nas minhas
pétalas
está escrita
a poesia de amor.
Tenho você em mim,
Por todas as manhãs
e tardes,
Pelas noites
e madrugadas...,
Tornei-me a safada
das safadas.
Maria sem vergonha
e despudorada,
Nasci assim: desavergonhada
Para ir
completamente além
E ser bem lembrada
como o teu bem.
Erótica sinestesia,
Eterna energia,
Pura poesia....
e emergência de amor!
São bem mais que
quatro semanas,
Neste dia que
antecede o Santo
Milagre do Sol,
Falta pouco
para relembrar
o dia e as horas
da injusta prisão
do General,
Não são sete horas,
farão sete meses;
O coração não
está sereno,
o meu Universo
em Abya Yala
a injustiça não cala
por ser de caridade
e herança ancestral.
Colocar a história
no seu devido lugar,
e não abandonar
a memória de quem
jurou a vida pelo povo
para sempre entregar,
é essa a herança
continental na veia
que faz grande
o orgulho que carrego.
A Defesa incansável
vem invocando
o respeito ao Estado
que é de Direito,
a memória sobre leis
especiais e tratados
internacionais,
e a saúde do General
vem se deteriorando
a cada dia mais,
pois o Governo finge
que não escuta mais.
Eu sei bem
quem eu sou,
e que em dias
normais quem
veste calças
escreve poesias
para inquietar
e em outros dias
quem veste saias
escreve poesias
para perturbar.
Quem possui
pensamentos
de libertação,
quem é poeta
não é liderado,
me leve a sério:
o autoritarismo
mora ao lado.
Quem nasceu
herdeiro de um
vero legado,
sabendo que há
prisões politicas,
jamais seguirá
em frente e calado.
13/01
A melhor maneira de ficar bem
é não levar para si a ofensa
ou o desprezo que o próximo
manifesta sobre você,
Quando tudo ficar difícil lembre-se
que a Natureza é a sua melhor
companheira, escute uma
música e leia um poema
para que o pior do outro em ti
na vida jamais permaneça.
Pilcha feminina
A minha Pilcha feminina
está muito bem passada
para dar aquela dançada
quando chegar a hora
do Balaio que imita
também as tramas
e as tais voltas da vida,
Há algo uma atração
entre nós que não se explica.
Pilcha gaúcha masculina
Bem alinhado com a sua
pilcha gaúcha masculina
no ritmo desta Chula
o meu coração você fascina.
